segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

«AS INCONTESTÁVEIS» - Penúltima Selecção

obra-prima, s. f.
1. Obra primorosa, perfeita, das primeiras no seu género.
2. A melhor obra de um autor.

5 das Incontestáveis Obras-Primas
de Victor Afonso, autor do blogue O Homem Que Sabia Demasiado:
Tabu (1931), de F. W. Murnau
A Sede do Mal (1958), de Orson Welles
Cães de Palha (1971), de Sam Peckinpah
Henry: A Sombra de um Assassino (1986), de John McNaughton
O Homem de Londres (2007), de Béla Tarr

5 das Incontestáveis Obras-Primas
de Armindo Paulo Ferreira, autor do blogue Ecos Imprevistos:O Quarto Mandamento (1942), de Orson Welles
A Mulher Que Viveu Duas Vezes
(1958), de Alfred Hitchcock
O Milagre de Anne Sullivan (1962), de Arthur Penn
Irmãos Inseparáveis (1988), de David Cronenberg
Matrix (1999), de Andy e Lana Wachowski

Quem contesta?

10 comentários:

  1. Agora que vejo o nome do Matrix até estranho não o ter visto antes. Ficou talvez associado à trilogia que ao contrário do lord of the rings e do Star wars desiludiu.
    Ainda assim o 1º filme vive por ele só e é muito bom,um dos melhores da década de 90.

    Como fã de Cronemberg gosto de ver ali o Dead ringers. Os outros 3 não vi, O vertigo já o tenho, falam maravilhas desse. eu sou grande fã do Rope.


    Do Victor não vi nenhum.Mas gostei de ver o Henry, esse filme deve ser espectacular, tenho grande fézada nele, se é que faz sentido dizer isto :)

    ResponderEliminar
  2. Cada vez mais a metáfora de o cinema ser uma estrada me faz mais sentido... e cada qual tem a sua para percorrer (incluindo os atalhos, as travessas, as pontes, etc...) tudo é cinema. Melhor ou pior, mais cultos ou não, é o cinema de cada um.

    Poderiam ter sido outras sugestões nos meus 5 eleitos, acredito que certos títulos mais incontestáveis de tão famosos que são, tais como:
    "Citizen Kane", "Luzes da Cidade+"Metropolis", "E tudo o vento levou", "2001 - Odisseia no Espaço" + "Laranja Mecanica", "O padrinho 1 e 2" +"Apocalipse Now", "Vertigo"+"Psico", "Blade Runner", "Taxi-Driver", "Schindler's List", "Pulp Fiction", "Dancer in The dark", "In The Mood for Love", "O Tigre e o Dragão", "Herói", "Lord Of The Rings"... por exemplo entre imensos.
    No entanto, acreditei que seriam, na sua maioria, já tão repetidas ou tão mais óbvios nesta iniciativa, que enveredei por outros títulos que valorizo da mesma maneira.
    Realmente acabou por serem do cinema americano, que na realidade, tornam-se mais assimiláveis por ser a cultura que mais se propaganda e se assimila. O cinema europeu e o asiático compõem-se por valores culturais muito diferentes, por vezes mais impenetráveis... mas imensamente ricos.




    Assim, justifico as minhas escolhas pessoais:

    Ora bem, comecei por açambarcar as minhas escolhas por vários anos e/ou décadas diferenciadas, assim como um sentido de pluralidade de géneros e se possível um ou outro de escolha menos óbvio mas que me signifiquem bastante em termos de cinema. Um outro objectivo era também aqui colocar filmes pouco impenetráveis e assim abrangentes.
    Resta-me referir que todos da lista contam com um tema comum:
    - os aspectos e dilemas da condição humana -
    (tragédia familiar, do amor à obsessão, incapacidades físicas, distúrbios fisico-psicológicos e hipoteticamente o risco da evolução cientifica para o Homem).
    A seu modo, são algumas de muitas das imensas obras-primorosas do cinema, seja isso entendido como cada um vê esta definição.


    > The Magnificient Ambersons / O Quarto Mandamento (Orson Welles, 1942)
    Muito honestamente, "Citizen Kane" é a obra-prima globalmente conceituada de Welles… mas repetir este filme é também já um verdadeiro cliché-cinéfilo. Interessou-me assim ter a oportunidade de demonstrar com o 2º filme, este "The Magnificient Ambersons", onde Welles confirma o seu valor, conseguindo novamente erguer uma outra obra-prima na arte de adaptar um livro para cinema (com mestria, narrando, pontuando com imagens, posicionando a evolução dos tempos com os automóveis, etc), que nos conta cativantemente a história de uma família rica, que com os anos, cai em desgraça financeira, moral e sobretudo familiar (segundo sempre se disse, o filme é ainda mais rico que o livro). Fascinou-me totalmente desde o dia em que o vi (há muitos anos) e nunca mais o abandonei da memória. A fotografia deste filme é belíssima e bem contrastada, com tons negros carregados, uso gracioso de sombras e claridades, uma sumula artística de todos os artifícios nele presentes que pontuam todo o sentimento que nos é transmitido com uma habilidade que impressiona. Marcou-me imenso.

    ResponderEliminar
  3. (cont.)

    > Vertigo / A Mulher Que Viveu Duas Vezes (Alfred Hitckcock, 1958)
    Este é para mim, o melhor filme de sempre de Hitchcock, onde o realizador coloca ao serviço toda a sua técnica e criatividade, ao
    serviço de uma história que mais do que ser um thriller que tem umaperspectiva sobre o amor, tratando assim dum estágio de obsessão e com um twist narrativo que o abrilhanta. Vertigo é um filme para mim avassalador, conseguindo combinar a arte, a técnica, a criatividade visual e narrativa, e boas representações... e tem um magnifico poster (o vermelho, que considero icónico)!
    Numa iniciativa destas, considero este um filme incontornável... e irrecusável de figurar numa lista minha.


    > The Miracle Worker / O Milagre de Anne Sullivan (Artur Penn, 1962)
    Um outro filme fascinante, algo mais minimalista (pelo menos em termos de personagens), para acrescentar á iniciativa que a "Menos" pode significar "Muito". Na prática somos confrontados praticamente com apenas duas personagens femininas, ambas com especificidades, sendo uma a menina muito mimada (mas cega, surda e quase mal fala - e que a familia não sabe o que lhe fazer) e a tutora, uma jovem mulher que perdeu praticamente toda a visão mas que soube ser independente. Este filme serve para demonstrar que as pessoas com incapacidades podem ainda acreditar poder e ter esperança em descobrir o seu lugar no mundo. Belíssimo, com duas actuações brilhantes, é ainda muito bem encenado com uma magistral realização a preto e branco.
    Admito que Artur Penn tem no "Bonnie & clyde" a sua mais famosa e reconhecida obra mas é este "Miracle Worker" o que mais me motiva, até porque é das suas primeiras obras.


    > Dead Ringers / Irmãos Inseparáveis (David Cronenberg, 1988)
    Um filme dos anos 80 mas de objectivos interporias, que nos apresenta a sempre misteriosa relação existente entre os gémeos mas que conduz-nos, a muitos mais do que isso. Cronenberg, gradualmente caminha para terrenos cada vez mais perturbastes, deambulando numa evolução obsessiva de ainda estarem unidos como um só, como um Dr. Jeckyl e Mr.Hide e conduzindo-se à destruição. A realização sabe erguer uma história perturbaste, obsessivo, questionando gradualmente a psique da mente humana. Tecnicamente está executado de forma brilhante (as cenas onde os gémeos aparecem juntos são de técnica apurada. Jeremy Irons, numa memorável dupla performance inteligente e cheio de subtilezas.
    Considero este o ponto de equilíbrio da arte de Cronenberg, consolidando numa só fita, o que fez antes e viria a fazer depois, no seu estilo de obsessão biológicó-maquinal. Acho-o a sua obra-prima. Marcante.


    > The Matrix (Wachovsky Brothers, 1999)
    Por fim, um dos filmes que consegue representar o que de melhor o cinema de acção, um complexo argumento e inteligência visual, nos foi oferecido nos últimos anos. Contudo, não descarta a condição do que representa o Homem num futuro apocaliptico cuja tecnologia o dominou, transmitindo conceitos filosóficos, teológicos e da fé naquilo que distingue a humanidade das máquinas.
    É um dos meus filmes incontornáveis e intensamente venerados (conseguindo ainda transpor conceitos de imaginários, provenientes da fantasia e do mundo heróico do BD). Representa ainda a componente sci-fi que muito aprecio, uma vez que também pretendia colocar nesta iniciativa, uma alternativa a obras-primas incontornáveis como "Metropolis", "2001" ou "Blade Runner" (que bem se inseriam no tema destas escolhas).



    Termino agradenço o convite do Roberto, ao qual retribuí com as minhas escolhas e espero ter deixado uma participação que continue a dignificar este espaço de cinema, que é o CineRoad.

    ResponderEliminar
  4. Estou como o outro, num comentário passado num qualquer post aqui no blogue, já é o segundo comentário que faço aqui. A net é incerta e paciência esgota-se. Mas aqui vai, numa versão mais resumida:

    Da lista do Victor só vi A Sede do Mal, e embora goste do filme nas suas abordagens à mente e espírito humano, não o considero por enquanto obra-prima, dado o conhecimento que tenho e segundo o que senti a quando da visualização. Precisarei de o rever certamente daqui a uns anos com outra maturidade em cima. Mas por agora é a minha opinião.

    Da segunda lista, do Armindo, apenas vi Vertigo e Matrix. Não considero facilmente o Vertigo obra-prima, mas este é dos tais que lhe vejo qualidades e capacidades para tal, unicamente o meu gosto pessoal não se encaixa devidamente e aqui e ali penso que lhe falta qualquer coisa. É um belo filme, mas penso que Hitchcock fez melhor.

    O Matrix é uma obra-prima. Considero-o um grande grande filme no seio da ficção científica e no cinema de acção das últimas décadas. Mas para mim atinge também outras valências, nomeadamente a nível técnico e narrativo. Que pedaço de cinema.

    abraço

    ResponderEliminar
  5. Estar nesta iniciativa de participação dupla junto com o ilustre Victor Afonso, é motivo de grande satisfação para mim. Este Roberto, fá-las bem arranjadas... well done!

    "Henry" recordo-me de o ver há uma porrada de anos e o achar estranho mas um bom e curioso filme. Merecia ser revisto para melhor falar dele. É o 1º filme do mesmo realizador do hit-pop "Ligações Selvagens", aliás ele fez (espreitei o IMDb) normalmente filmes hollywoodescos e só tem feito TV. Algo lhe aconteceu pois a chama inicial parece que lhe foi dominada...

    "Touch of evil", outro de Welles que é também ele muito bom, e que deveria rever com outra vontade, pois quando o vi não me ficou marcado, mas está bem excelentemente bem feito. Os truques com sombras, luzes e toda a negritude da imagem deu-me ainda mais a sensação de tenebroso, ameaça. De certa forma, era o estilo de O.Welles a filmar a preto e branco mas o uso prestado lembra-me o "The Magnificient Amberssons", que lconfere aos filmes uma aura extra que sensibiliza. Mas é daqueles que deveria novamente rever com uma abordagem e apreciação mais séria.

    Dos 3 restantes não vi (ou recordo... pois o Cães de Palha com o Dustin Hoffman fico na dúvida se já não o vi há uma porrada de anos mas admito que talvez não).

    Por falar em aura extra que O.Welles dava à sua filmagem em P/B... o filme escolhido do Béla Tarr tem muito estilo e parece recuperar brutalmente esses índices. Mais um realizador para descobrir realmente.

    ResponderEliminar
  6. Jorge e Gabriel: Obrigado por toda a simpatia das opiniões.

    Realmente o Matrix vê a sua valia diluida na má conclusão que teve a trilogia (eu acredito que se o Revolutions estivesse à altura do filme original e o revolucionasse realmente, hoje a apreciação seria mais positiva). O que vale é que Matrix é um filme autónomo e é um portento de cinema moderno, tão importante que quase tudo que é visual de acção deriva dele durante toda a última década e agora até já se lhe tenta pisar as mesmas passadas da narrativa e mistura das influências antigas. (Olá C.Nolan e esse teu Inception!)

    O filme do Cronenberg, é muito representativo da obra dele e penso mesmo que o expoente central do que representa as obsessões do realizador.

    ResponderEliminar
  7. A lista do Armindo tem três obras-primas - "The Magnificient Ambersons", "Vertigo", e o "Dead Ringers". O filme do Welles, embora mutilado, é das mais belas americanas, um sonho que aos poucos se torna num pesadelo. O do Hitchcock, que ainda hoje me custa a ver, é dos filmes que mais arrepios me dá. O do Cronenberg também não é propriamente um feel-good movie, vi-o há muitos anos, mas ainda me lembro do desconforto.

    Da lista do Victor Afonso, só conheço um filme: "Touch of Evil", mas tem três que quero muito ver: o "Tabu", o "Straw Dogs" e o "Henry". Esta lista dá-me mais uma razão para fazê-lo.

    ResponderEliminar
  8. Achei as duas listas bem consistentes e interessantes. A ver alguns nos próximos tempos :)

    ResponderEliminar
  9. “TABU”
    “Tabu” é um dos mais belos filmes de Murnau, ainda que pouco conhecido dentro da sua rica filmografia. Já não tem a característica expressionista de “Sunrise” ou “Nosferatu”, mas é um belíssimo filme feito a meias com Robert Flaherty. Lembro-me de o ver em sala há muitos anos na Covilhã e de ter ficado absolutamente rendido.

    “A SEDE DO MAL”
    Em "Sede do Mal", de Orson Welles perpassa a sofreguidão pelo mal, pelo desejo obsessivo do poder, pela devassa da corrupção corporizado por esse inspector tenebroso e repelente chamado Hank Quinlan (interpretado pelo próprio Orson Welles). A partir de uma banal história de literatura policial (um detective investiga um assassínio na fronteira mexicana), Welles constrói um filme negro, negríssimo, à volta de uma viagem ao submundo do crime e da corrupção, uma viagem sem regresso aos meandros obscuros da psique humana. este é um filme avassalador e, para mim, esteticamente superior a "Citizen Kane". Em termos formais este é talvez o filme visualmente mais rebuscado e barroco da filmografia de Orson Welles (mesmo contando com os expressionistas “O Processo” e “Macbeth”). Welles ensaia nesta obra alguns dos mais inovadores movimentos de câmara (como o longo plano-sequência inicial), invulgares ângulos e planos de filmagem, ritmo de montagem, fotografia. Um filme grandioso e excessivo, uma obra ímpar para a maior das galerias imortais das imagens em movimento.

    “CÃES DE PALHA”
    1971 foi um ano particularmente fértil na produção de filmes sobre a violência: “Dirty Harry” de Don Siegel (com o implacável polícia interpretado por Clint Eastwood), “A Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick e “Straw Dogs – Cães de Palha” do mestre (maldito) Sam Peckinpah. Os dois últimos filmes foram banidos e censurados ao longo de décadas, inclusive, em países ditos liberais como a Inglaterra e os EUA pela sua violência explícita e estilizada. “Cães de Palha” é um impressionante manifesto sobre a violência, sem moralismos facciosos. Acontece que, a partir de dado momento, os habitantes da aldeia invadem o território do casal e inicia-se uma incrível espiral de violência gráfica e realista (como a sequência da violação, à data altamente polémica e ousada). É também um filme sobre como um cidadão comum reage sob extrema pressão psicológica face a situações de brutal e crescente adversidade. Um estudo sobre o lado mais animalesco da mente humana.
    Sam Peckinpah, decididamente, foi o cineasta que mais influenciou realizadores como Quentin Tarantino ou Robert Rodriguez, não só com este filme, mas também com aquele que realizou dois anos antes: o fabuloso "The Wild Bunch" ("A Quadrilha Selvagem"), o western em espiral de ultra-violência que "acabou com a mitologia nobre da tradição do western", nas palavras de John Wayne.

    ResponderEliminar
  10. “HENRY – RETRATO DE UM ASSASSINO”
    É um filme de uma visceralidade invulgar e incontida. Um filme frio (gélido), cerebral, meticuloso, feroz, amoral. A violência é mostrada como um acto tão comum e simples como comer. A morte e a violação são instrumentos tenebrosos de satisfação sexual de Henry (impressionante Michael Rooker, na imagem), personagem baseada no real e sinistro assassino em série Henry Lee Lucas. Um filme que provoca repulsa e fascínio em doses iguais.
    “Henry - Retrato de um Assassino” (1986), do então debutante realizador John MacNaughton, é um dos mais perturbadores filmes sobre serial killers jamais feitos. E por ter sido um filme com baixo orçamento, realizado com actores inexperientes e censurado devido à sua violência gráfica e ao argumento sem concessões sentimentalistas, este filme tornou-se num verdadeiro fenómeno de culto a nível mundial.
    Conta-se que no final da estreia do filme, na qual estava presente o realizador, um espectador profundamente perturbado com o que tinha visto, foi ter com John McNaughton insurgindo-se contra a violência do filme dizendo: “o senhor não pode fazer isto: deixar um assassino em série escapar desta maneira, sem punição, sem resolução moral, sem castigo!”. Ao que o realizador respondeu: “bem, pois foi o que fiz”. E é esta frieza absoluta perante o mal que incomoda tantos espectadores, tanto mais que os acontecimentos perturbantes do filme são baseados em factos reais. É que são raros os filmes nos quais o crime povoe todo o filme e não haja o respectivo castigo, tão habitual em produções de hollywood (mesmo em filmes de terror mais alternativos). Neste filme, castigo é uma palavra proibida. É a banalização do mal absoluto que se mostra, o instinto mais animalesco e macabro, tal como ocorre na vida real. Uma verdadeira viagem aos confins negros e violentos da mente humana.

    “O HOMEM DE LONDRES”
    Béla Tarr é um dos realizadores mais radicais na opção pelo recurso do plano-sequência. Impressiona pela maneira como os seus filmes progridem como se se tratasse de um transe colectivo, que contamina os actores, a encenação e, por consequência, o espectador, desde que este se deixe envolver pelas histórias que se transformam em adágios visuais a preto e branco.
    Não é um cinema fácil e de aceitação imediata, sobretudo para os espectadores habituados à linguagem "videoclip" do cinema de Hollywood (ou de grande parte do cinema de Hollywood). O cinema de Béla Tarr é um cinema de estilo e austero, de muitas subtilezas visuais, de um ritmo pausado e de grande exigência formal, que solicita do espectador uma atenção e assimilação especiais.
    O seu último filme, estreado no festival de Cannes 2008, baseado num conto do escritor policial George Simenon, é o magnífico "The Man From London" (é o único filme em DVD de Tarr à venda em Portugal) sobe o qual escrevi neste post. Béla Tarr Dedica-se de corpo e alma à sua arte.

    ResponderEliminar

Comente e participe. O seu testemunho enriquece este encontro de opiniões.

Volte sempre e confira as respostas dadas aos seus comentários.

Obrigado.

CINEROAD ©2016 de Roberto Simões