2011 começou e o CINEROAD abriu, mais uma vez, o grande debate.Dos cinéfilos mais passionais aos cinéfilos mais estudiosos, a participação foi massiva.
Em confronto, entraram as mais variadas e diferentes formas de estar na arte, no cinema.
Em discussão, o conceito de obra-prima, como que banalizado pela inconsciência com que, muitas vezes, expressamos as nossas opiniões. Obra-prima, a melhor obra de um autor? Obra-prima, a primeira obra de um género? A obra perfeita? Depois em discussão esteve aquilo a que poderemos considerar ou não incontestável. O mote estava, pois, lançado.
O debate magnetizou largas centenas de visitas, diariamente, e várias das publicações da iniciativa entraram mesmo para o recorde das mais vistas de sempre do CINEROAD.
De estimulante e viciante a louvável e de polémica a controversa, a iniciativa recebeu os mais variados atributos. Muito se falou pelos blogues e pelo Facebook, recente aliado na divulgação destas lides. Mais de 40 convidados especiais revelaram, a convite do CINEROAD, 5 das suas Incontestáveis Obras-Primas, tantos deles nomes incontornáveis da blogosfera cinéfila portuguesa. Chegaram-se a várias conclusões, mas muitas mais ficarão por tirar. Na verdade, julgo que as caixas de comentários dos mais de 20 posts falam por si.
A pluralidade de opiniões que sempre caracterizou e dignificou este espaço - digo-o com orgulho - esteve ao rubro. Às vezes e como em tudo na vida, as posições extremaram-se a tal ponto que se inflamaram, de forma - eu diria - pouco tolerante. Rejeitei muitos comentários porque um blogue como este é para discutir cinema e cinema sobre todas as coisas, não é um consultório nem para catarse de frustrações ou invejas nem um espaço para ofensas. Moderarei sempre o debate no sentido de o equilibrar e de o manter respeitável, nunca esquecendo as verdadeiras razões destas iniciativas.
De forma geral, o debate alastrou-se por todos os posts, com longas e dedicadas facções de prosa, imensamente prazerosas e convidativas à leitura. O material reunido nestas publicações quase que dava para um estudo. As Incontestáveis foram, por isso, uma experiência extremamente enriquecedora.
Mesmo que As Incontestáveis não tivessem servido para aprender nada, creio que seria inegável não assumir que chegaram até nós títulos imprescindíveis para o percurso que, a partir de agora, tomaremos. Estas iniciativas motivam-nos - e por mim falo - a descobrir mais e melhor. É este o mérito de todos quantos participaram na iniciativa.
Esta temporada tão bem passada termina aqui, mas a estrada continua. Até novas iniciativas, continua a crítica, a análise e o debate diário.
Muito obrigado a todos!























