segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

«AS INCONTESTÁVEIS» #20

obra-prima, s. f.
1. Obra primorosa, perfeita, das primeiras no seu género.
2. A melhor obra de um autor.

5 das Incontestáveis Obras-Primas
de César Carvalho, autor do blogue Cineplectrum:
Era Uma Vez na América (1984), de Sergio Leone
Viver (1994), de Zhang Yimou
8 1/2 (1963), de Federico Fellini
2001: Odisseia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick
Voando Sobre um Ninho de Cucos (1975), de Milos Forman

5 das Incontestáveis Obras-Primas
de Andreia Mandim, autora do blogue Cinema's Challenge:A Vida Não É um Sonho (2000), de Darren Aronofsky
O Mundo a Seus Pés
(1941), de Orson Welles
Pulp Fiction (1994), de Quentin Tarantino
O Homem Elefante (1980), de David Lynch
Clube de Combate (1999), de David Fincher

Quem contesta?

3 comentários:

  1. Ainda não tem nenhum comentário, mas como no decorrer da semana vou ter menos chances de passar por aqui, deixo já algumas 'justificações'.
    Bem, O citzen Kane acho que é impossível não o considerarmos uma obra prima. Marcou a história do cinema e ainda hoje é lembrado por alguma razão, poderia entrar em mais pormenores mas penso que não seja necessário; é um filme que apesar de não ser o meu preferido tenho plena consciência daquilo que vale.
    Requiem for a Dream para mim tem tanto de belo como de repulsivo, e é esta dicotomia que o torna único e diferente de tudo o que vi até agora, além de que é um verdadeiro espectáculo para os olhos de um cineasta que consegue compreender alguns cuidados técnicos que o realizador conseguiu que tão bem resultassem.
    Quando penso em Tarantino penso em Pulp Fiction. Digamos que é um dos filmes mais representativos da sua carreira e que é ímpar aos restantes ao qual concorreu na altura para os Óscares, além de que ganhou a estatueta para melhor argumento original, não nos podemos esquecer disto, pois não é assim tão fácil um filme 'underground' ser reconhecido pela academia.
    "The Elephantman" foi um filme que revi há uns tempos, quando o vi a primeira vez julgo que não tinha maturidade suficiente para compreender aquela história. A segunda vez que vi, por outro lado, fez-me sentir várias coisas, das quais a de ficar emocionada mesmo antes de ver como era o dito "Homem Elefante". Acho que retrata muito bem algo que ainda hoje em dia acontece, desde "o jogo de aparências" da sociedade à falta de compaixão e respeito pela diferença. "Elephantman" é assim uma metáfora perfeita ao mundo.

    "Fight Club" é um filme que tenho de admitir que é um dos meus preferidos se não o meu preferido e não consigo desligar-me disso nesta escolha. Mas também acho difícil não compreender que é um bom filme que nos dá, tal como o "Requiem for a Dream", um murro nos estômago e nos surpreende e faz uma excelente metáfora aquilo que a sociedade era na altura em que o filme foi feito.Além da dupla Ed Norton e Brad Pitt funcionarem na perfeição.
    Desculpem a extensão desta justificação, mas, como já disse, vai ser difícil para mim passar mais vezes por aqui durante esta semana.

    http://cinemaschallenge.blogspot.com/

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  2. Muitas destas escolhas já apareceram por aqui, mas destaco a inclusão de O Homem Elefante. É um grande filme, e para mim um pouco subvalorizado. É um dos filmes da minha vida, e um dos que mais me faz sentir. Aliás, do Lynch este é para mim o seu melhor, juntamente com o Straight Story. Parece estranho dizer isto quando existe um Mulholland Drive ou um Blue Velvet (magníficos!) mas vou buscar aos mais simples, às pequenas histórias o que realmente me interessa no cinema. Resumindo, excelente inclusão.

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  3. A iniciativa está a acabar mas continua a surpreender. Pelo menos surgem filmes ainda não visados.

    Gosto bastante da lista do César, isto porque contém três filmes que aprecio. Ainda que só considere o 2001 obra-prima incontestável. O Once upon a Time in America está lá perto, pensando bem até sou capaz de o considerar. Mas não me é fácil aqui. De qualquer modo é um grande filme de Leone, capaz de nos emocionar e nos entreter, como ainda nos deslumbrar com a técnica e arte que o realizador nos prima através dos seus close-ups e planos totalmente abertos e contempladores. Magnífico trabalho de realização e uma história tremendamente bem contada.
    Mesmo gostando do Voando Sobre um Ninho de Cucos, não o considero uma obra-prima. Longe disso. Exímio no argumento e nas interpretações, faltando-lhe depois mais qualquer coisa, na minha opinião.
    O do Zhang Yimou e o do Fellini ainda não vi, mas este último está para breve.

    Da lista da Andreia vi todos, no entanto só considero obra-prima o Citizen Kane. Do resto gosto bastante do Pulp Fiction, do Fight Club e do Homem Elefante, mas não ao ponto de tal estatuto aqui exposto. Requiem for a Dream é um filme que não me diz grande coisa, já o tenho dito. Reconheço-lhe algumas qualidades e sobretudo a ousadia. Mas não, não o considero obra-prima.

    abraço

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