sábado, 27 de março de 2010

O ÚLTIMO TANGO EM PARIS (1972)

PONTUAÇÃO: [a atribuir]
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Título Original: Ultimo tango a Parigi
Realização
: Bernardo Bertolucci
Principais Actores: Marlon Brando, Maria Schneider, Maria Michi, Jean-Pierre Léaud

Crítica: [Em Espera]





segunda-feira, 22 de março de 2010

10 Breves Perguntas (11)

Álvaro Martins, autor do blogue Preto e Branco, aceitou o convite do CINEROAD para responder a mais um questionário desta 2ª Edição do 10 Breves Perguntas.

Eis as respostas:
1. O Melhor Filme desde 2000:
Transe (2006) / Dealer (2004) / Gerry (2002) / A Londoni Férfi (2007)
2. A Banda-Sonora da Minha Vida:
Once Upon a Time in America (1984) /
Nuovo Cinema Paradiso (1988)
3. Um Amor de Infância:
Star Wars (1977)
4. Um Filme de Animação:
An American Tail (1986)
5. Uma Comédia:
Life of Brian (1989) / Airplane! (1980)
6. Filme-Fenómeno cujo Mediatismo não compreendo:
Titanic (1997) / Slumdog Millionaire (2008)
7. Tantos detestam. Eu adoro:
No Quarto de Vanda (2000)
8. Um elenco:
Lawrence of Arabia (1962) / Apocalypse Now (1979)
9. A Melhor Fotografia que conheço:

Delta (2008)
10. Já mudei de ideias sobre este filme:
Out of Africa (1985) / First Blood (1982) /
Conan the Barbarian (1982)


Um muito obrigado, Álvaro Martins.

Compare as respostas dadas por todos os convidados até ao momento: AQUI

STAR WARS em Portugal - O Clube de Fãs

O fenómeno STAR WARS, sabemo-lo, trespassou o universo do cinema e criou verdadeiros e acérrimos fãs, um pouco por todo o mundo. Para o encerramento oficial desta longa maratona STAR WARS, o CINEROAD convidou o » SWCP - Star Wars Clube Portugal « para nos falar um pouco do clube e da paixão pela saga iniciada em 1977, por George Lucas.

Desde já um muito obrigado ao Paulo Oliveira e a todo o » SWCP « por ter aceite, tão gentilmente, este convite.

O » SWCP - Star Wars Clube Portugal « foi criado em 2 de Fevereiro de 2007, sendo o 1º clube de fãs de Star Wars legalmente criado e registado em Portugal, para benefício de todos os interessados naquela Galáxia muito, muito distante...
Contamos actualmente com meia centena de associados, incluindo dois espanhóis e dois brasileiros, temos também a honra de ter catorze celebridades como nossos membros honorários vip, alguns actores, artistas gráficos e membros da LucasFilm.
O clube surgiu inicialmente como um clube de coleccionadores e fãs da saga, tendo alargado os seus horizontes à medida que foi crescendo e recebendo o respectivo feedback dos entusiastas da saga portugueses e não só.
Para uma total abrangência sobre Starwars, temos organizado e colaborado em vários eventos do género no nosso país, procurando sobretudo divulgar este maravilhoso e icónico filme de ficção científica que não se trata apenas de duas trilogias cinematográficas, mas sim de um universo paralelo ao nosso onde foi criada pelos seus entusiastas e participantes directos uma mística que não se equipara a nenhum outro filme, abrangendo várias gerações, sendo que a nova série animada The Clone Wars veio despertar o interesse pela saga aos mais jovens que ainda não a conheciam.
Através do feedback que recebemos no nosso blogue e nos nossos contactos, temos vindo a verificar que Star Wars tem muito mais adeptos em Portugal do que pensávamos, basta visitar alguns dos poucos eventos do género realizados no nosso país e constatamos imediatamente uma grande adesão, como foi o caso da exposição realizada no Museu da Electricidade ou agora com o Star Wars In Concert que temos quase a certeza que irá encher o Pavilhão Atlântico nestes dias 22 e 23 de Março [hoje e amanhã].

Paulo Oliveira
SWCP, STAR WARS Clube Portugal

Ainda sobre A VINGANÇA DOS SITH

"As lutas de sabres de luz - aquela luta final entre mestre (Obi Wan) e aluno (Anakin) - foi digamos espantosa e com um final tremedo. A transformação de Anakin para um dos maiores vilões do cinema - Darth Vader - também foi emocionante - agora com este 3º episódio percebi que nem sempre o que parece é e acabei em vez de ter raiva deste vilão, ter pena."
Gema, Os Filmes da Gema

"Uns dizem que este capítulo é apenas um exagero de efeitos especiais por parte de Lucas, outros dizem que este episódio apenas detém Anakin Skywalker como uma personagem interessante e deixa o resto para trás. Ora, este capítulo é, em parte, o que disse atrás, mas a perfeita coordenação ou harmonia por detrás disto tudo torna The Revenge of the Sith um começo digno da mítica saga que se iniciou nos anos 70. Neste episódio, os efeitos especiais levam outro rumo embelezando a paisagem de Star Wars a outro nível, também antes referido, o episódio é focado em Skywalker e na sua mudança para o lado negro, neste episódio, mais negro, aparece o mítico Darth Vader que é uma das personagens mais importantes e promissoras no universo da Guerra das Estrelas. Assim, A vingança dos Sith acaba um início digno dos episódios dos anos 70/80 onde estes são a verdadeira obra-prima mas nada seria sem os três episódios iniciais e mais importante, Star Wars não era Star Wars se não tivesse a espantosa mudança de Anakin Skywalker para Darth Vader!"
Bruno Cunha, Cinema as my world

"Um fechar em glória da mais bela saga de sempre do cinema. O espírito da trilogia original está aqui todo. Aqui há a destacar tudo mais alguma coisa. Tudo funcionou na perfeição. Por amor Anakin cedeu ao Lado Negro e por amor se redimiu no final do Episódio 6. Uma história semelhante à de D. Pedro e Inês. Para salvar a sua amada de uma morte certa, Anakin desgraçou toda uma galáxia. O que nos leva quase a perdoar todo o mal que Vader fez. Destaque para o aparecimento de Chewbacca, o "cameo" da Millenium Falcon, a batalha final entre Anakin (ou Vader) e Obi-Wan Kenobi, o nascimento de Luke e Leia, o tão esperado aparecimento de Darth Vader. E ficava aqui a falar do filme muito mais tempo. Perfeito. 10/10"
João Bastos, Revolta da Pipoca

A BARREIRA INVISÍVEL (1998)

Comente o filme A Barreira Invisível, aqui!

'Os Meus 10 Realizadores de Eleição' (1)

Começa aqui uma nova iniciativa.
Daniel Silva, autor do blogue Cine Observador, aceitou o convite do CINEROAD - A Estrada do Cinema para partilhar connosco o seu leque de realizadores preferidos:

Quentin Tarantino
Christopher Nolan
Peter Jackson
Clint Eastwood
David Fincher
Paul Thomas Anderson
Francis Ford Coppola
Darren Aronofsky
Martin Scorsese
Ridley Scott

Um muito obrigado, Daniel Silva!

domingo, 21 de março de 2010

STAR WARS III - A VINGANÇA DOS SITH (2005)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith
Realização: George Lucas

Principais Actores: Ewan McGregor, Hayden Christensen, Natalie Portman, Ian McDiarmid, Samuel L Jackson, Christopher Lee, Anthony Daniels, Kenny Baker, Ahmed Best, Frank Oz, Jimmy Smits, James Earl Jones, Peter Mayhew, Keisha Castle-Hughes

Crítica:

Good is a point of view

O espectáculo chega ao fim (ou ao meio, consoante a perspectiva) e mais negro e assombroso do que nunca. A batalha espacial com que se inicia o episódio é de uma energia avassaladora, assaz osfuscante, e põe-nos a bordo de uma viagem sem retorno. Now you will experience the full power of the dark side. Para além da excelência inerente ao som, banda sonora e efeitos especiais - que asseguram mais uma experiência irrepetível e, grosso modo, a imagem de marca da franquia - A Vingança dos Sith revela-se, na verdade e acima de tudo, dotado de uma intensidade dramatúrgica notável.

A entrega final de Anakin Skywalker à retórica e sedução do Chanceler Palpatine ganha uma profundidade filosófica muito para além dos maniqueísmos de que a saga foi alvo no decorrer da primeira trilogia. Good is a point of view, Anakin. The Sith and the Jedi are similar in almost every way, including their quest for greater power. (...) The dark side of the Force is a pathway to many abilities some consider to be unnatural. (...) Learn to know the Dark Side of the Force and you will be able to save your wife from certain death. Até que ponto não compreendemos nós o cair em tentação, se isso assegura a protecção e salvaguarda daqueles que amamos? Até que ponto conseguimos separar o nosso dever do nosso sentimento? O posicionamento de Anakin é tudo menos frívolo, por mais que o jovem tenha denotado, desde criança, uma certa natureza rebelde no seu carácter. Se é certo que A Vingança dos Sith trata de humanizar um vilão como Darth Vader, é igualmente certo que essa humanização advém de uma necessidade primeira de revelar o passado da personagem e de procurar a essência da origem do Mal.

As interpretações estão a um nível nunca antes antingido: Hayden Christensen ficará imortalizado pelo seu Anakin Skywalker/Darth Vader, Natalie Portman revelou o seu talento às grandes massas, Ian McDiarmid reafirmou o seu brio na arte de representar após anos e anos de carreira. A direcção artística, dos designers de produção aos técnicos da vastíssima equipa de efeitos digitais, é a responsável pela concepção de um produto, uma vez mais, soberbo e sublime. O final do filme é, simplesmente, qualquer coisa de excepcional, excepcional, excepcional.

A Vingança dos Sith é um triunfo absoluto e incontornável. Magnífico filme!

Ainda sobre O ATAQUE DOS CLONES

"Banda sonora excelente, elenco fantástico, efeitos especiais também eles muito bem feitos, quase nada a apontar ao filme, não fosse realmente, uma das coisas mais importantes ter falhado - a história algo lamechas e maçuda."
Gema, Os Filmes da Gema

"Em Star Wars episódio II conseguimos observar um melhoramento face ao primeiro episódio que não se revelava nada de extraordinário. Se antes Star Wars era possuidor de uma beleza extraordinária, agora, também era detentor de uma comovente história e digno do nome Star Wars."
Bruno Cunha, Cinema as my world

"Aqui a história de amor entre Anakin e Amidala tem um início concreto. Anakin mostra já sinais de descontentamento deixando antever o seu futuro mais que conhecido. Visualmente muito bom, este episódio já inclui o amor nos ingredientes. Destaque para alguns pormenores interessantes como o aparecimento de Bobba Fett, a mão cortada de Anakin (fazendo paralelo com o que acontece com Luke), e muitos outros. 9/10"
João Bastos, Revolta da Pipoca

DESENCONTROS (2004)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: We Don't Live Here Anymore
Realização
: John Curran

Principais Actores: Mark Ruffalo, Laura Dern, Peter Krause, Naomi Watts, Sam Charles, Haili Page, Jennifer Bishop, Jim Francis, Amber Rothwell

Crítica:

IRRESISTÍVEL TENTAÇÃO

Sério. Contundente. Acutilante. Assim é a abordagem de Desencontros ao casamento. Mark Ruffalo e Laura
Dern, Peter Krause e Naomi Watts: dois casais, quatro amigos, quatro formidáveis interpretações. Acabados os estudos, casaram e tiveram filhos - seguiram, pois, o padrão sócio-cultural monogâmico das sociedades ocidentais. Às tantas, porém, as relações de ambos os casais cessaram de evoluir e estagnaram, por assim dizer, caindo numa crescente saturação. E no desesperante vazio das relações, sabemo-lo, começa ou intensifica-se a falta de diálogo e de compreensão e, também, a tensão sexual. Por isso, muitas relações conhecem a ruptura, nomeadamente através do adultério. O processo de destruição do casamento acaba por ter um seguimento de cruel egoísmo para com os filhos, provocando, quando arrastado e ainda para mais perante um swing entre casais amigos, uma autêntica decadência moral.

Ainda que nunca verdadeiramente excepcional, o filme de John Curran (bastante competente atrás das câmeras, diga-se de passagem) cria uma atmosfera de uma densidade notável. E o apelo à reflexão é por demais conseguido... Aliás, é impossível sair alheio a toda a teia de segredos e traições, feridas e ressentimentos. A quem se conseguir identificar minimamente com aquelas personagens (o que acontecerá com muitos espectadores, certamente), a sensação de incómodo far-se-á sentir inúmeras vezes.

Aqui fica o apontamento sobre um filme independente, de inegáveis qualidades - onde as dramatúrgicas merecem, claramente, um principal destaque.

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Nota especial para o péssimo título português.

sábado, 20 de março de 2010

STAR WARS II - O ATAQUE DOS CLONES (2002)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: Star Wars: Episode II - Attack of the Clones
Realização: George Lucas

Principais Actores: Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen, Samuel L. Jackson, Christopher Lee, Ian McDiarmid, Jack Thompson, Jimmy Smits, Frank Oz, Temuera Morrison

Crítica:


Attachment is forbidden. Possession is forbidden.

Compassion, which I would define as unconditional love, is essential to a Jedi's life.
So you might say, that we are encouraged to love.

Uma saga como Star Wars exigia toda uma evolução tecnológica que lhe permitisse criar um universo paralelo e credível, à altura do seu próprio conceito. Eu sou daqueles para quem os prodigiosos efeitos especiais da era digital vieram - em definitivo - beneficiar e muito a dimensão criativa de George Lucas. Alguém preferirá o tão inexpressivo boneco ao Mestre Yoda deste filme? Por isso mesmo considero que uma obra como O Ataque dos Clones não só superou uma certa ineficácia das mascotes e miniaturas utilizadas anteriormente como ultrapassou a saturação da estrutura episódica da narrativa (presente nos episódios IV, V e VI) e teve finalmente a oportunidade para, sem desfocar a diegese principal, pintar e enriquecer todo um segundo plano. Se isso já era notório em A Ameaça Fantasma, o que hei-de eu dizer deste episódio II?... A cada cena, somos agora presenteados com um visual ainda mais estonteante: a excelência do design é deveras impressionante e as imagens são belíssimas, ricas em detalhe, em pormenor. A narrativa tem agora oportunidade para respirar, sendo que submergimos nas maravilhas daquele mundo fantástico. O romance entre Anakin e Padmé, por exemplo, evolui perante deslumbrantes e oníricas paisagens. Nunca a saga Star Wars se aproximou tanto da etérea beleza como agora...

E, como se isso não bastasse, Ewan McGregor, Natalie Portman e Hayden Christensen têm uma qualidade e profundidade nas suas interpretações que nunca abundou no elenco da primeira trilogia, exceptuando uma ou outra cena. Ou seja, acredito seriamente que há nesta segunda trilogia uma dimensão humana superior, apesar da significativa presença dos efeitos digitais (que poderiam pôr em risco a qualidade dramatúrgica da obra caso esta estivesse noutras mãos que não as de George Lucas; aqui mais inspirado do que nunca).

A dimensão do espectáculo expande-se ao sabor da incomensurabilidade do próprio espaço e da imaginação. A banda sonora de John Williams transfigura os temas originais e envolve-nos uma vez mais, numa aventura sem limites. Desencadeiam-se combates estrondosos, com uma qualidade sonora assombrosa. O Ataque dos Clones é - tão somente - a já mítica guerra intergaláctica ao rubro e no seu melhor. Faz-se história, novamente.

Ainda sobre A AMEAÇA FANTASMA

"Ora bem, neste "Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma", senti que o filme, continuou, com a mesma qualidade dos outros mais antigos - como é óbvio, com mais efeitos especiais - todo o filme foi fantástico do inicio ao fim. Fiquei pura e simplesmente colada ao visor, para ver todos os desenvolvimentos da história, "bebi" o filme sequiosamente, porque o flme todo, mas todo, foi espectacular."
Gema, Os Filmes da Gema

"Quando falo deste filme relembro uma cena do filme Fanboys onde vários nerds fazem uma viagem até ao rancho Skywalker a fim de verem este filme. No final, no Cinema, um deles diz: “E se o filme não prestar?” e acaba assim o filme. É mais ou menos assim que vejo este Star Wars. Definitivamente melhorado visualmente já com efeitos especiais, muito mais arrojado mas e a história? Será que este filme vale assim tanto a pena(?), longe de ser uma obra-prima ou de transportar o fardo dos episódios IV,V, VI, Phantom Menace é um filme que passaria por um filme de efeitos especiais se não tivesse no seu título “Star Wars”"
Bruno Cunha, Cinema as my world

"Depois da trilogia original, a tarefa de Lucas era dificílima. Os meios técnicos existem, mas uma saga como esta precisa de muito mais. Este episódio foi criticadíssimo por muitos, mas para mim não deixou de ser um belo início. Muitas das questões vão sendo reveladas. Destaque para Qui-Gon Jin (Liam Neeson), que nunca foi mencionado nos episódios "originais", e já agora Darth Maul, para mim um dos vilões mais cool que me lembro. 9/10"
João Bastos, Revolta da Pipoca

sexta-feira, 19 de março de 2010

STAR WARS I - A AMEAÇA FANTASMA (1999)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Star Wars I - The Phantom of Menace
Realização: George Lucas

Principais Actores: Liam Neeson, Ewan McGregor, Natalie Portman, Jake Lloyd, Ian McDiarmid, Pernilla August
Crítica:

- You're a slave?
- I'm a person and my name is Anakin.

Uma space opera como cada um dos capítulos de Star Wars vive da acção e da explosão de cor que nos atrai para um inconfundível universo de entretenimento. O progresso tecnológico no campo dos efeitos especiais ficou para sempre marcado com o filme de 1977 e só um novo avanço, digitalmente prodigioso, poderia revitalizar e catapultar a saga para uma dimensão superior. Foi o que aconteceu. Os fantásticos efeitos especiais que ingressaram na saga a partir desta nova trilogia, iniciada com A Ameaça Fantasma, permitiram aquilo a que os episódios IV, V e VI estavam inevitavelmente impossibilitados de atingir: uma autêntica e extraordinária expansão visionária. Sem limites.

A Ameaça Fantasma recupera um registo mais infantil, muito presente em O Regresso de Jedi. Personagens caricatas e hilariantes como Jar Jar ou o mercenário Watto não só animam como deixam a sua marca na obra. De notar que a sua concepção digital vem superar a inexpressividade dos bonecos usados em grande número na primeira trilogia. Depois, temos a cena da grande corrida entre as multidões e as falésias do deserto... empolgante e visualmente impressionante. E por fim temos aquela batalha de proporções inesperadas, em tudo espectacular, que deslumbrará o espectador ansioso por acção pujante, de cortar a respiração. A banda sonora está ao mais alto nível, assim como o carácter imaginativo do design que, aliado à sofisticação digital, concretiza uma obra por de mais atractiva ao olhar.

Mas também temos a história, claro. Assumida pelas interpretações de Liam Neeson, Ewan McGregor, Natalie Portman e do pequeno Jake Lloyd, ficamos a conhecer a infância de Anakin Skywalker (ainda a anos largos de ser tornar o Lorde das Trevas) e as tramas políticas por detrás de uma República envenenada e ameaçada.

Eis, pois, um promissor regresso ao universo da Guerra das Estrelas.

quinta-feira, 18 de março de 2010

DOC'1 - Movimentos de Câmera

Movimento de chariot - Movimento de carácter expressivo ou conotativo, para a frente (reduz o campo de visão) ou para trás (amplia o campo de visão), em que a câmera se desloca sobre rodas ou calhas.
Ex.: 1º movimento na cena de abertura de Laranja Mecânica:



Panorâmica - Movimento de carácter descritivo ou denotativo, em que a câmera roda sobre o seu próprio eixo: na horizontal, vertical ou diagonal.
Ex.: 1º movimento do seguinte excerto de Danças com Lobos:


Zoom - Movimento não da câmera em si (como no movimento de chariot), mas por meio de uma variação focal, ao nível da lente. Há uma compressão do plano espacial (ou uma descompressão, aquando da inversão do processo).
Ex. : [zoom invertido] 1º movimento da seguinte cena de Barry Lyndon:



Efeito "Vertigo" - Movimento resultante da combinação entre zoom para a frente e deslocação mecânica da câmera para trás ou vice-versa. O efeito foi inventado por Hitchcock, para criar o efeito de vertigem.
Ex.: Movimento presenciado nos segundos 55 e 56 do próximo excerto de Vertigo - A Mulher Que Viveu Duas Vezes:


Travelling - Movimento resultante da combinação da panorâmica e do chariot. Traduz-se num movimento particularmente complexo.
Ex.: [travelling aéreo] Movimento da cena de abertura de Shining:



VCM - Virtual Camera Movement
- Movimento de travelling outrora impossível e agora possível graças às potencialidades do digital.
Ex.: Movimento da seguinte cena de Sala de Pânico:


Estética da Câmera na Mão - Deliberação estética, directamente relacionada com a representação do efeito de realismo, em que a câmera é transportada à mão na filmagem da cena. A imagem revelar-se-á trémula e oscilante.
Ex. Excerto da seguinte cena de O Resgate do Soldado Ryan:



Câmera Rotativa - Movimento não natural da câmera sobre o seu próprio eixo.
Ex. 1º movimento da seguinte cena de Medea:

segunda-feira, 15 de março de 2010

ALADDIN (1992)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: Aladdin
Realização: Ron Clements, John Musker


Filme de Animação

Crítica:

A MAGIA DAS ARÁBIAS

Sometimes you feel so... trapped.

Aladdin esvoaça - com magia e encanto - de um dos mais famosos contos d'As Mil e Uma Noites e, a partir dele, revisita o folclore tradicional das arábias, em todas as suas quentes e vivas cores (azul, roxo, vermelho), quase que recuperando os cheiros daquelas ruas e desertos. Na forma de um musical de aventuras e desventuras, enérgico e possante, divertido e hilariante, e eternamente romântico, somos conduzidos à história de Aladdin, o plebeu ladrãozeco, que sonha um dia passear pelos jardins do palácio e sentir os prazeres de uma vida de luxo. Faz-se acompanhar pelo macaquinho Abu, seu parceiro inseparável na vida... e no furto. No interior de cúpulas e colossais abóbadas, vive a belíssima princesa Jasmine, atormentada pela obrigação de um futuro casamento - por conveniência. Afaga os seus suspiros, diariamente e sem cessar, no reconforto caloroso de Rajá, o seu tigre confidente. Embora tão diferentes, tanto Aladdin como Jasmine são prisioneiros da sua condição. Um dia, Aladdin e Jasmine cruzar-se-ão. Do you trust me? Yes. E apaixonar-se-ão. E a lei do verdadeiro amor vingará sobre qualquer lei de conveniência.

Jafar é o conselheiro do Sultão. E Iago, papagaio zangão, é o seu ombro. Feiticeiro demoníaco e sinistro, Jafar tem como ambição destronar o pai de Jasmine e impôr a sua malvadez no reino. Para atingir tais fins, serve-se de Aladdin, o de bom coração, para que este entre na amaldiçoada Caverna das Maravilhas e lhe traga a lendária Lâmpada dos Desejos. Mas o destino de Aladdin está traçado. Ao conhecer o azul, excêntrico e zombeteiro Génio da Lâmpada (igualmente hiperactivo, parodista de mil caras e sonhador da liberdade), o rapaz torna-se sua realeza o Príncipe Ali. Virá o dia em que o embuste cairá e a verdade virá ao de cima, mas até lá a farsa aproximá-lo-á do palácio e afrontará directamente os planos perversos de Jafar.

A inspirada realização sem limites, o apurado desenho e respectiva pintura, assim como a tão envolvente quanto arrebatadora banda sonora de Alan Menken (não esqueçamos o fascínio incrível das suas canções) inscrevem Aladdin, sem margem para dúvidas, entre os grandes e mais espectaculares clássicos Disney. Eis, pois, um diamante em bruto. Absolutamente imperdível.

domingo, 14 de março de 2010

Ainda sobre O REGRESSO DE JEDI

"Temos de tudo neste "Star Wars: Episódio VI - O Regresso de Jedi"... boas perseguições (aquelas motas voadoras, são um espectáculo), boas lutas (Vader e Luke; Ewoks e as tropas do Império), vilões asquerosos (Jabba the Hutt e o seu animal de estimação, que revolta as entranhas), vilões que até arrepiam (Imperador, com terror psicológico e uma crueldade que até revolta), momentos mais calmos e aqueles mais divertidos, enfim, temos de tudo mesmo e claro, muitos efeitos especiais."
Gema, Os Filmes da Gema

"Este será, porventura, o pior capítulo da trilogia original. Devo-me mostrar bastante desagradado com a inclusão de uma nova raça, os famosos wookies, que claramente vieram desequilibrar os contornos negros que a saga vinha a ganhar. Algumas sequências chegam mesmo a ser pouco credíveis (mesmo estando perante sci-fi) mas dificilmente poderão acusar Return of the Jedi de ser um mau filme. Na verdade acaba por ser um excelente exercício de entretenimento que representa o culminar de um produto proveniente de uma visão ímpar neste universo da cinefilia. A película joga inteligentemente em três frentes distintas, devidamente interligadas e que obviamente representam a estocada final nas aspirações do Império. É o término de um sonho, o findar de uma fantasia, o fim de uma aspiração. E isso vale muito."
Filipe Coutinho, Cinema is My Life

"Visto por muitos como o mais infantil filme, talvez por causa dos Ewoks, é o fechar em beleza de uma das melhores sagas de sempre. Para mim é mesmo a melhor. A cena de perseguição em Endor é memorável. A redenção de Vader também. A versão alterada inclui cenas de festejos dos planetas que apareceram nos Episódios I, II e III, além do cameo de Hayden Christensen. Eu adoro. E se há filme que eu vejo vezes sem conta são estes 3, e nunca me farto..."
João Bastos, Revolta da Pipoca

DÚVIDA (2008)

PONTUAÇÃO: BOM

Título Original: Doubt
Realização: John Patrick Shanley
Principais Actores: Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams, Viola Davis


+
- Nota-se que John Patrick Shanley é um homem do teatro:
extraordinárias encenação e direcção de actores.
- O assombroso e gélido desempenho de Meryl Streep.
- Philip Seymour Hoffman e Viola Davis sobretudo, mas também Amy Adams em papéis absolutamente bem conseguidos.
- O subtil e contido argumento e o seu condão de colocar qualquer espectador perante a ambiguidade e a pertinência da dúvida. A metáfora da almofada de penas resulta de forma sublime.

-- O facto de não saber mais a cinema.

STAR WARS VI - O REGRESSO DE JEDI (1983)

PONTUAÇÃO: RAZOÁVEL
Título Original: Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi
Realização: Richard Marquand

Principais Actores: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Billy Dee Williams, Anthony Daniels, Peter Mayhew, Sebastian Shaw, Ian McDiarmid, Frank Oz, James Earl Jones, David Prowse, Alec Guinness, Kenny Baker, Michael Pennington, Kenneth Colley, Michael Carter, Denis Lawson, Timothy M. Rose
Crítica:

Help me take this mask off.

O espectáculo quase descambou. É difícil sustentar a credibilidade de uma história perante dezenas e dezenas de bonecos falantes, minimamente expressivos, que supostamente seriam seres vivos. Concretizar uma fantasia é, porventura, das tarefas mais complicadas em cinema. Os riscos são sobejamente conhecidos. E o início deste capítulo final, na demanda pelo resgate de Han Solo, é tão exageradamente inverosímil, infantil e desajustado que quase expôs a saga ao ridículo. Há quem goste, todavia. Luc Besson, por exemplo, parece ter gostado bastante. Mas eu não. Felizmente, o universo de batráquios, cabeças de polvo e guardas hipopótamos acaba por dar lugar à fórmula dos capítulos anteriores e o equilíbrio é reposto, a partir do segundo acto.

Creio, contudo, que O Regresso de Jedi é claramente inferior a Uma Nova Esperança ou a O Império Contra-Ataca. E porquê? Porque a fórmula, ainda que resulte satisfatoriamente, apresenta um inegável desgaste. A alternância permanente entre explosivas sequências de acção e arrastadas conversas de relevância diegética sabem a uma reciclagem incapaz de pisar novo terreno. A própria encenação da realização de Richard Marquand é tão-pouco inspirada que me atrevo a dizer que poucas são as cenas memoráveis de tão importante episódio. À excepção, talvez, das últimas cenas... quando Luke retira a máscara negra de Darth Vader e é festejada a liberdade pelos infinitos recantos - visualmente impressionantes - da galáxia. Curioso: aquilo de que mais gosto é precisamente o que foi acrescentado na versão final do filme.

A destacar, um Mark Hamill mais maduro e mais à altura da personagem. E - aparentemente - a admirável interpretação de Ian McDiarmid. Digo aparentemente porque, evidentemente, a caracterização faz milagres e não quero correr o risco de afirmar ter sido seduzido pelo lado negro da força. Verdadeiramente extraordinária e espectacular é a banda sonora de John Williams - sempre num patamar de génio e derradeiramente imortal.

sábado, 13 de março de 2010

Ainda sobre O IMPÉRIO CONTRA-ATACA

"...este 5º episódio, é muito melhor que o anterior, quanto a mim. Tem muito mais acção, a história já começa a fazer muito mais sentido e começo a entender, finalmente, o porquê de tanta gente "amar" esta saga."
Gema, Os Filmes da Gema

"Considerado por muitos o grande filme trilogia inicial, The Empire Strikes Back parece ser a prova viva de que as sequelas realmente podem ser dotadas de valores técnicos de grande qualidade. Pessoalmente considero-o inferior a A New Hope, nomeadamente no que toca ao argumento. Todavia, para a maior parte dos cinéfilos, o mítico “I’m your father, Luke!” muda muita coisa e desde logo esta ironia do destino posicionou The Empire Strikes Back, juntamente com o seu crescente negrume, no pódio, em luta acesa pela medalha de ouro. Independentemente das comparações que possam ser realizadas, há que realçar que o filme de Irvin Kershner é muito perfeito a todos os níveis e dificilmente poderia funcionar melhor enquanto jogador individual. É cativante, oferece hordas de acção, detém uma filosofia carismática e facilmente influenciadora e está recheada de citações para a posteridade. Memorável será mesmo a palavra que melhor descreve este projecto. E claro, mantêm-se um poço de sabedoria cinematográfica inesgotável."
Filipe Coutinho, Cinema is My Life

"Aquele que é considerado o melhor filme da saga, além do mais negro, não é nem pior nem melhor. Para mim, eu prefiro imaginar os 3 episódios como um filme. Um filme dividido em 3 partes, mas um só filme. Por isso a qualidade mantém-se. Yoda foi mais um que apareceu para fazer história. Cenas memoráveis, desde a batalha de Hoth, ao primeiro confronto entre Luke e Vader. 10/10"
João Bastos, Revolta da Pipoca

STAR WARS V - O IMPÉRIO CONTRA-ATACA (1980)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back
Realização: Irvin Kershner

Principais Actores: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Billy Dee Williams, Anthony Daniels, David Prowse, Peter Mayhew, Kenny Baker, Frank Oz, Alec Guinness, Jeremy Bulloch, John Hollis, Jack Purvis
Crítica:

If only you knew the power of the Dark Side...

A jornada continua... ainda mais inspirada, com mais acção, maior sentido de espectáculo, aprofundando a mitologia galáctica e a filosofia Jedi e dando conta de importantes revelações para a história do jovem Luke Skywalker. O Império Contra-Ataca não é, pois, senão uma viagem ainda mais alucinante, detonadora de emoções fortes e de magnético fascínio - sempre ao som vibrante e imponente, complexo e colossal da composição musical de John Williams.

Depois do atribulado e impressionante escape dos gelos de Hoth, a Princesa Leia e Han Solo (cada vez mais apaixonados), assim como R2-D2, C-3P0 e Chewbacca, avançam pelo espaço na missão pela liberdade, contra o Império do Mal. Luke segue os conselhos do sábio Ben 'Obi-Wan' Kenobi e desloca-se a Dagobah, ao encontro do mestre Yoda. Espera-o um intenso treino de enriquecimento pessoal. Intensifica-se a metáfora da sedução do mal e da necessidade do equilíbrio para a paz no mundo. Intensifica-se, de igual modo, a descoberta da verdadeira identidade. Das origens do herói. E, simultaneamente, das origens do vilão. O antecipado primeiro confronto frente ao temível Darth Vader, de lasers em punho, é absolutamente memorável. Provavelmente, a melhor cena da trilogia.

Sem dúvida, um marco incontornável na história do cinema de ficção científica e do cinema de entretenimento.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Ainda sobre UMA NOVA ESPERANÇA

"Ora bem, com este "Episódio IV: A Guerra das Estrelas" confesso que fiquei algo surpreendida, pela positiva - atenção, eu ODIAVA estes filmes.
Existem imensos erros, mas também estamos a falar de 1977 e não de 2010, onde ainda não existiam tantos "materiais" como os que existem nos nossos dias..."
Gema, Os Filmes da Gema

"Se existem momentos decisivos na definição do rumo da Sétima Arte, o aparecimento de Star Wars foi, sem qualquer margem para dúvidas, um deles. O impacto na sociedade mundial da altura e na comunidade cinematográfica foi tal que rapidamente gravou o seu nome nas paredes da eternidade cinéfila. O filme foi, é e continuará a ser estudado, não só pelas suas especificações técnicas e artísticas (quando nos reportamos aos valores de produção) mas também por todo o processo financeiro inerente ao projecto que culminou na elevação de um homem estatuto, George Lucas, a milionário instantâneo. De todos os filmes da extensa saga, A New Hope continua a ser o meu favorito, aquele que mais me marcou e, de certa forma, aquele que de modo mais perfeito me reportou ao cativante, penetrante e futurista universo que trespassa. Ademais, pode ser visto como o filme familiar perfeito cujos condimentos são dotados da dose ideal, quer nos refiramos à comédia, ao drama, à acção ou ao romance. Existe incerteza mas existe continuação. Personagens memoráveis, realização soberba, argumento notável, visualmente estonteante, A New Hope segue uma linha de orientação vencedora que abraçou famílias durante décadas e que dificilmente desagradará as novas gerações. Numa época em que abundam os blockbusters de péssima qualidade sinto-me saudoso, saudoso por uma época em que não vivi mas que ardentemente espero recuperar. Filmes como este, há poucos!"
Filipe Coutinho, Cinema is My Life

"Em 1977, quando o filme estreou, eu não era nascido, mas não é por isso que goste menos. Começo logo pela partitura inicial criada pelo mago John Williams. Mesmo quem não viu, reconhece a música que acompanha o início. George Lucas fez bem em preferir começar a saga pelo episódio IV. E que melhor maneira de começar! Um leque de personagens que ficam para a história. Afinal quem não conhece o trio Luke, Lei e Han Solo? O filme até tem defeitos, mas quem lhes liga quando se está presente num filme que redefiniu a cultura pop do mundo ocidental? Um clássico. 10/10"
João Bastos, Revolta da Pipoca

STAR WARS IV - UMA NOVA ESPERANÇA (1977)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Star Wars / Star Wars: Episode IV - A New Hope
Realização: George Lucas

Principais Actores: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Peter Cushing, Alec Guinness, Anthony Daniels, Kenny Baker, Peter Mayhew, David Prowse, Phil Brown, Shelagh Fraser, James Earl Jones
Crítica:

May the Force be with you.

O universo Star Wars é um mergulho vertiginoso no fantástico, uma viagem excitante e alucinante pela magia do entretenimento. Nunca até então uma dimensão imaginada atingira tais proporções na História do Cinema. E, de facto, a originalidade da abordagem, a criatividade e o detalhe que ilumina a narrativa fez sonhar uma geração inteira. O sucesso da franquia far-se-ia à imagem megalómana do projecto, tal era o fascínio que emanava da obra de George Lucas.

Primeiro que tudo, penso que o que eterniza o filme é a sua história. O argumento pode tocar a acção e a aventura a uma escala monumental, mas por trás disso há uma imensidão espacial riquíssima: entre os milhões e milhões de estrelas e galáxias há inúmeros planetas habitados, naves espaciais, veículos motores, espécies de seres vivos, modelos de andróides... e todos interagem entre si como se aquela civilização ficcionada existisse realmente. Há pormenor, há uma realidade histórica congruente, uma sociedade alicercada num regime político específico. E, como sabemos, toda essa trabalhada arquitectura não só baseia como constitui um factor determinante para a credibilidade e autenticidade de uma fantasia. Note-se, a propósito, a diversidade cultural assumida pelo design dos cenários (John Barry, Leslie Dilley, Norman Reynolds e Roger Christian) ou dos figurinos (John Mollo). Os efeitos especiais foram não só estrondosamente revolucionários como absolutamente pioneiros, tanto nas explosões de pirotecnia como na animação de miniaturas, como na afirmação categórica dos gráficos por computador, protagonizada por uma equipa vastíssima (John Stears, John Dykstra, Richard Edlund, Grant McCune e Robert Blalack). Para lá do exotismo visual e da incomensurabilidade épica das paisagens e das batalhas que se desenhariam no ecrã como por magia, temos a assombrosa banda sonora de John Williams, que marca desde logo o tom operático e arrebata as emoções de qualquer espectador ao longo desta incrível e inesquecível viagem. O aplaudido trabalho de montagem - pessoalmente, não gosto assim tanto dos efeitos de transição entre episódios - enfatiza o carácter lúdico desta aventura sem limites.

George Lucas arriscou e saiu triufante, sendo que a sua visionária criação se prolongaria ainda por mais cinco títulos. O certo é que, ainda hoje, Star Wars inspira cineastas e cinéfilos um pouco por todo o mundo.

CINEROAD ©2017 de Roberto Simões