sexta-feira, 12 de março de 2010

STAR WARS IV - UMA NOVA ESPERANÇA (1977)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Star Wars / Star Wars: Episode IV - A New Hope
Realização: George Lucas

Principais Actores: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Peter Cushing, Alec Guinness, Anthony Daniels, Kenny Baker, Peter Mayhew, David Prowse, Phil Brown, Shelagh Fraser, James Earl Jones
Crítica:

May the Force be with you.

O universo Star Wars é um mergulho vertiginoso no fantástico, uma viagem excitante e alucinante pela magia do entretenimento. Nunca até então uma dimensão imaginada atingira tais proporções na História do Cinema. E, de facto, a originalidade da abordagem, a criatividade e o detalhe que ilumina a narrativa fez sonhar uma geração inteira. O sucesso da franquia far-se-ia à imagem megalómana do projecto, tal era o fascínio que emanava da obra de George Lucas.

Primeiro que tudo, penso que o que eterniza o filme é a sua história. O argumento pode tocar a acção e a aventura a uma escala monumental, mas por trás disso há uma imensidão espacial riquíssima: entre os milhões e milhões de estrelas e galáxias há inúmeros planetas habitados, naves espaciais, veículos motores, espécies de seres vivos, modelos de andróides... e todos interagem entre si como se aquela civilização ficcionada existisse realmente. Há pormenor, há uma realidade histórica congruente, uma sociedade alicercada num regime político específico. E, como sabemos, toda essa trabalhada arquitectura não só baseia como constitui um factor determinante para a credibilidade e autenticidade de uma fantasia. Note-se, a propósito, a diversidade cultural assumida pelo design dos cenários (John Barry, Leslie Dilley, Norman Reynolds e Roger Christian) ou dos figurinos (John Mollo). Os efeitos especiais foram não só estrondosamente revolucionários como absolutamente pioneiros, tanto nas explosões de pirotecnia como na animação de miniaturas, como na afirmação categórica dos gráficos por computador, protagonizada por uma equipa vastíssima (John Stears, John Dykstra, Richard Edlund, Grant McCune e Robert Blalack). Para lá do exotismo visual e da incomensurabilidade épica das paisagens e das batalhas que se desenhariam no ecrã como por magia, temos a assombrosa banda sonora de John Williams, que marca desde logo o tom operático e arrebata as emoções de qualquer espectador ao longo desta incrível e inesquecível viagem. O aplaudido trabalho de montagem - pessoalmente, não gosto assim tanto dos efeitos de transição entre episódios - enfatiza o carácter lúdico desta aventura sem limites.

George Lucas arriscou e saiu triufante, sendo que a sua visionária criação se prolongaria ainda por mais cinco títulos. O certo é que, ainda hoje, Star Wars inspira cineastas e cinéfilos um pouco por todo o mundo.

20 comentários:

  1. Eu não posso com este fenómeno. Acho que Star Wars-a saga- é um dos maiores casos de sobrevalorização que o Cinema já viu.

    Este episódio 4 não foge à regra. Os efeitos, supostamente revolucionários, são portadores de tantas marcas de série B que chegam a ser risíveis.

    Já viste o Family Guy apresenta: Star Wars ?

    Abraço

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  2. É um excelente filme, para mim o melhor dos 3! A banda-sonora é genial e é se calhar a mais conhecida banda-sonora de todas!

    Abraço

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  3. Umas das melhores, mais espantosas e revolucionáries sagas cinematográficas que o mundo alguma vez viu.
    Eu, pessoalmente, prefiro o episódio II, mas a saga avaliada no seu total pode-se proclamar como uma digna obra-prima!

    E concordo contigo, hoje Star Wars influencia cineastas e cinéfilos por todo o mundo!

    Abraço
    Cinema as my World

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  4. JACKIE BROWN: Também já partilhei dessa opinião. Mas decidi-me a enfrentar o meu próprio preconceito e a olhar a saga com olhos de ver.
    Não, ainda não vi esse filme(?). Devia? ;)

    ALEX SUPERTRAMP: Provavelmente, terás razão: será uma das bandas sonoras mais conhecidas de sempre, sim! Não considero que seja um excelente filme, mas um bom filme de entretenimento é com certeza.

    NEKAS: Sim, sem dúvida. Queiramos ou não, é uma das mais espantosas e revolucionárias sagas do cinema, como bem dizes. Ainda não revelarei o que acho do episódio II, publicarei a crítica nos próximos dias. Quanto a este episódio IV o que achas, mais precisamente?

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  5. Foi extremamente marcante esta fita. E quanto a mim é mesmo o melhor da trilogia inicial. E o melhor de todos já agora. Gostei do dinamismo, da inovação, da ideia de bem e mal, dos conflitos de poder, dos confrontos épicos, da noção de entretenimento familiar.

    Não é perfeito, não. Mas para mim é :p

    Abraço

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  6. Como diz o Fifeco: nao é perfeito, mas para mim é. Family Guy realmente apresenta num episódio especial, uma "sátira" (nem sei a palavra certa) para os filmes. Apresenta todos os defeitos e incongruências, mas caramba para mim ate essas falhas que possam existir são perfeitas...
    10/10

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  7. FILIPE COUTINHO ou JOÃO BASTOS: Pois, nota-se então que és um fã. Só o "ser fã" perdoa os defeitos! ;) Tem defeitos e não creio que seja tão extraordinário quanto isso.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  8. Acho que foi um grande passo no mundo cinematográfico, todo o projecto em si é maravilhoso, estamos em 1977 e foi criada uma obra que hoje se fosse criada também não passaria despercebida...

    Abraço
    Cinema as my World

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  9. Este filme foi o começo de um fenómeno que está entranhado na cultura mundial. Continua excelente, como filme de aventura, ficção cientifica/fantasia espacial mais realista e "sujo" em oposição ao visual "bonitinho e polido" dos filmes anteriores, efeitos visuais e sonoros, música soberba e uma série de personagens carismáticas que entraram para a história do cinema. Ainda me recordo da primeira vez que assisti extasiado á cena inicial do Episódio 4, quando o gigantesco Star Destroyer passa "por cima" da cabeça do espectador! Fiquei fã imediatamente!!

    P.S. Jackie Brown, "Os efeitos, (...) são portadores de tantas marcas de série B ". A sério? Em 1977? Compará-los com série B? Não devemos ter visto o mesmo filme :-) é verdade que ficam ainda mais dinâmicos a partir do Episódio 5, mas na altura melhores, só do filme 2001.

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  10. ainda me recordo como se fôsse hoje da minha ida ao antigo cinema Condes onde fui com o meu irmão e o meu pai assistir ao 1º filme da saga....

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  11. CINE31: Não gosto tanto dele como tu, claramente, mas reconheço-lhe inegáveis qualidades. Afinal, foi o início de tudo.

    PAULO JEDI: Onde será que eu estava nessa altura... ;D Deve ter sido, certamente, uma experiência espectacular e extra-sensorial.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  12. O Império Contra-Ataca é, na minha opinião, o melhor da saga.

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  13. ANONIMO: Agradecemos o seu contributo. Da próxima vez agradecíamos também a sua assinatura. Obrigado.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  14. Que pontuação tão fraca! Como é possível que os filmes da segunda série mereçam um ranking superior?

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  15. PEDRO PEREIRA: Bem, pontuações fracas são o PÉSSIMO ou o FRACO ;) As quatro estrelas penso que reconhecem bastante valor à obra, independentemente de concordares ou não com a minha classificação.
    Os capítulos da 2ª trilogia merecem pontuações mais altas porque para mim são - simplesmente - melhores.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  16. Bem eu não creio que a segunda série seja melhor, mas respeito a tua opinião. Para mim só o facto de terem sido monstruosas inovações tecnológicas para a época valem pontos de honra (pronto o comentário do Jackie Brown também é pertinente). Actualmente qualquer realizador medíocre tem acesso a tecnologia cgi, e isso desvirtua o cenário actual. Por estas e outras terei sempre a saga original nas minhas preferências.

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  17. PEDRO PEREIRA: Pois, mas para mim não me interessam muito as inovações tecnológicas. Interessa-me é o que se faz com elas, artisticamente. A tecnologia CGI só desvirtua se mal utilizada. Hoje em dia não se justifica certos gastos excessivos quando se pode recorrer a essa tecnologia. Pessoalmente, digo-te mesmo: o star wars VI chega a ser ridículo, com tanto boneco. Uma coisa é a Rua Sésamo, outra coisa é um filme de ficção científica! Para mim aquilo ali não funciona! Os seres da segunda trilogia, CGI, funcionam muito melhor!

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  18. Facadas! Eu não me queria cruzar com uns fanboys dos Star Wars na rua depois dessa última afirmação...

    Não sendo advogado da trilogia inicial não quero entrar em polémicas, mas nada disso me faz sentido.

    Talvez porque sou ainda de uma geração que ficava empolgado pela ideia de que o filme iria ser transmitido na TV. Sim, é que a VHS estava sempre alugada!

    E isto não foi assim há tanto tempo, o pessoal nascido em finais de 70 e inícios de 80 decerto comunga comigo.

    As novas gerações não entendem o valor de uma produção complicada e sem meios versus um computador a processar videojogos como se fossem afinal... filmes!

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  19. PEDRO PEREIRA: Com os fãs da saga STAR WARS posso eu bem, da mesma forma que eles podem bem comigo. Cada um tem os seus gostos, eu respeito os deles, eles respeitam os meus. O que eu te estou a dizer é que a minha abordagem ao cinema é plenamente artística. STAR WARS enquanto fenómeno ou enquanto marco histórico pouco me diz. O que está aqui em causa, e é nessa linha de raciocínio que se insere a minha crítica, é valor artístico. É claro que o valor artístico varia de pessoa para pessoa, cada um tem os seus critérios. Esta é minha opinião de STAR WARS enquanto arte. É claro que os fãs - se são fãs - por algum motivo é. A paixão pela saga estende-se muito para além da arte. Tenho muitos amigos fãs da saga, o Clube Star Wars Portugal, aliás, participou entusiasticamente numa extensa iniciativa sobre a saga que decorreu no princípio do corrente ano (2010) aqui, no CINEROAD. E nunca tive assim grandes discussões sobre o assunto, assim como esta não está a ser, da minha parte. É esta a minha posição, fazer o quê. Não é necessária polémica, não poderás sequer entrar em polémica, porque - penso - não há assunto para isso. Todos esses pontos que referiste prendem-se com o fenómeno STAR WARS; repito, o fenómeno: a corrida ao aluguer, os videojogos, etc. terá sido potenciado por motivos artísticos? Também, não nego, mas não me identifico com eles. Compreendo que toda essa geração tenha vivido essa febre. Hoje em dia vivem-se outras. E viver-se-ão sempre outras tantas. Respeito perfeitamente. Eu próprio tenho as minhas febres, as minhas paixões. Não preciso pertencer a essa geração para saber melhor o que o filme vale.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  20. Bom lá me aventurei a comentar a tua saga de críticas do Star Wars. E não é que me identifico, em grande parte, por tudo o que dizes e pelas pontuações que distribuíste pela galáxia (com algumas pequenas excepções). Não é a primeira nem a última vez que estaremos de acordo, mas de facto aqui me salta à vista, pois não sou propriamente, e de todo, um fã do universo e dos filmes, mas também tão pouco lhe nego as qualidades e o entretenimento. E também os vi, não há muito tempo, sendo que apenas tinha visto partes, cenas de alguns filmes e nunca na sua totalidade, faltando-me mesmo alguns episódios.

    Relativamente a este, é onde tudo começa, e é onde começa, pois, a paixão pelo entretenimento avassalador e contagiante. Gosto bastante, e de resto como dizes, do universo criado, da densidade referencial, histórica e cultural com que somos presenteados desde o início. Será mesmo o factor que mais aprecio em toda a saga. Permite-nos entrar no mundo, e acreditarmos na fantasia dada a sua maior credibilidade. Similar ao Senhor dos Anéis ao nível do pormenor, diria.

    Depois tem-se uma banda sonora intemporal, das melhores do John Williams, interpretações o quanto baste (sendo a do Alec Guinness algo destacável, como sempre), cenários e decoração perfeitos, e uma realização e argumento, sobretudo este, competentes e de assaz genialidade.

    Por acaso gosto da montagem entre episódios...falarei melhor nos próximos filmes.

    abraço

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CINEROAD ©2017 de Roberto Simões