ÚLTIMOS DIAS | 1ª TEMPORADA ESPECIAL «CLÁSSICOS DISNEY»

Notícias

Globos de Ouro 2010: Martin Scorsese receberá o Cecil B. DeMille --- Óscares 2010: Categoria de Melhor Filme de Animação contará com 5 nomeados --- Óscares 2010: Steve Martin e Alec Baldwin apresentarão a próxima cerimónia, a acontecer dia 7 de Março de 2010 --- «DANCER IN THE DARK» é o melhor filme de Lars Von Trier segundo os visitantes do CINEROAD (33% dos votos). Em segundo lugar ficou «DOGVILLE» (29% dos votos)e «ANTICRISTO» (29% dos votos); este último com data de estreia para 21 de Janeiro de 2010 --- Já disponível o trailer de «INVICTUS» e o trailer internacional de «AVATAR» --- «MAMMA MIA!» terá sequela --- DVD de «BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES» será lançado a 16 de Outubro --- «ANTICRISTO» com data de estreia para 21 de Janeiro de 2010, em Portugal --- «TODO SOBRE MI MADRE» é o melhor filme de Almodóvar, segundo os visitantes do CINEROAD (28%), seguido de «HABLE CON ELLA» (23%) e de «LA MALA EDUCACIÓN» (15%). Total de votos: 39 --- ROMAN POLANSKI FOI PRESO PELO CASO DA VIOLAÇÃO DE MENOR ---

20 de Novembro de 2009

CHINATOWN (1974)

PONTUAÇÃO: [a atribuir]
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Título Original: Chinatown
Realização: Roman Polanski
Principais Actores: Jack Nicholson, Faye Dunaway, John Huston, Perry Lopez, Roman Polanski

Crítica: [Em Construção...]

18 de Novembro de 2009

CORCUNDA DE NOTRE DAME, O (1996)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
*****
Título Original: The Hunchback of Notre Dame
Realização:
Gary Trousdale e Kirk Wise

Filme de Animação

Crítica: De uma dimensão operática e repleto de personagens memoráveis, O Corcunda de Notre Dame é, inevitavelmente, uma das maravilhas maiores da Disney. Da extraordinária banda sonora de Alan Menken irradia uma alma assaz poderosa, arrebatadora em cada canção. O argumento é de pura excelência dramatúrgica, explorando aquele universo exuberante, rico em cor e em emoções ao rubro. Do sofrido e sonhador Quasimodo ao terrível Frollo, da cigana e bailarina Esmeralda ao justo e corajoso Capitão Febo, do engraçadíssimo Hugo, bobo e narrador, à temperamental cabrinha Djali, às hilariantes gárgulas... que mundo fascinante e apaixonante. Os processos de design e de coloração da obra chegam-nos absolutamente irrepreensíveis, confluindo com subtileza animação digital e a tradicional em 2D. Enfim... um clássico instantâneo sobre religião, humanidade, bondade e beleza interior.

PEQUENA SEREIA, A (1989)

PONTUAÇÃO: BOM
****
Título Original: The Little Mermaid
Realização: Ron Clements e John Musker

Filme de Animação


Crítica: Um apaixonante tesouro, vindo das profundezas do mar. Repleto de magia, fantasia e canções inesquecíveis, A Pequena Sereia é um hino maior ao amor e, no seu subtexto, a alegoria de todas aquelas jovens que, perante a descoberta da paixão, anseiam descobrir um mundo novo, longe da protecção e sobrevisão paterna. Under the Sea ou Part of Your World são exemplos perfeitos da melodia maior que atravessa e transcende a obra, entre ritmos quentes e grande confluência de registos. Baseado no conto de Hans Christian Andersen e convocando toda a mitologia clássica do universo Disney (princesas, príncipes, reis, feitiços e bruxas) com manifesto espírito de renovação e resplandecendo imaculado em toda a sua poderosa imagística, A Pequena Sereia é, pois, um marco incontornável do cinema de animação; responsável, mesmo em vésperas dos anos 90, pelo renascimento dos estúdios Disney, em toda a sua magnificência.

POCAHONTAS (1995)

PONTUAÇÃO: [a atribuir]
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Título Original: Pocahontas
Realização: Mike Gabriel e Eric Goldberg

Filme de Animação


Crítica: [Em Construção]

PROMESSAS PERIGOSAS (2007)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
*****
Título Original: Eastern Promises
Realização: David Cronenberg
Principais Actores: Viggo Mortensen, Naomi Watts, Vincent Cassel, Armin Mueller-Stahl, Sinead Cusack

Crítica: Será a violência justificada? Valerá a pena sucumbir à subversão dos valores morais? Quão longe está a fronteira dessa transgressão, perante a ameaça da morte?
Promessas Perigosas é como uma descida - visceral, mas a sangue frio - aos mais negros, violentos e ambíguos recônditos da natureza humana. David Cronenberg é exímio na sensibilidade com que retrata as feridas da alma e a importância da família e da tradição, numa era atormentada pela crise de valores. E derradeiramente subtil na crueza com que, paradoxalmente e sob o fio da navalha, expõe a brutalidade do corpo e o perigoso submundo da máfia russa numa Londres assombrada pelo crime, perversão e medo. O próprio Semyon, patriarca da família Vory v Zakone e ancestral do crime, aponta a cidade como a culpada para a perdição do filho: it never snows in this city. It’s never hot. London is a city of whores and queers. I think London is to blame for what he is.
Com uma extraordinária direcção de actores, Promessas Perigosas arrecada interpretações verdadeiramente arrebatadoras: Viggo Mortensen, no melhor desempenho da sua carreira. Armin Mueller-Stahl, num papel memorável e assaz genuíno. Vincent Cassel, simplesmente magnífico. O argumento de Steven Knight, já por si extremamente bem concebido, desenvolve uma intriga crescente e ansiosa por catarse e atinge toda a sua plenitude com as prestações dos actores. O trabalho de encenação, esse, é igualmente sublime: a cena da sauna, para não falar de tantas outras, é magistralmente filmada e manifestamente... perfeita. E o resto da atmosfera cronenberguiana, tão psicologicamente estimulante, emerge gritante... nos dedos, nos pescoços, nas tatuagens... sob os ritmos da leitura do diário e da descoberta, da revelação... da reflexão...
Grande filme? Absolutamente. Sem sombra de toda e qualquer dúvida.

16 de Novembro de 2009

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (1937)

PONTUAÇÃO: EXCELENTE
*****
Título Original: Snow White and the Seven Dwarfs
Realização: David Hand

Filme de Animação


Crítica: Mais do que um fabuloso filme, uma extraordinária e imaculada obra-prima: feito genuina e esteticamente revolucionário, aventura por demais corajosa e empreendedora, diamante perfeitamente esculpido. Um conto imortal sobre inocência, pureza e amor.
As sequências musicais são magistralmente orquestradas, brincando com as imagens com criatividade e sintonia. E com a maior comicidade, pois claro. O filme está repleto de momentos hilariantes. Mas também de cenas de acção, emoção, tragédia... Branca de Neve e os Sete Anões leva-nos, com a maior naturalidade e com o encanto único dos seus desenhos, do mais descontido riso à mais sentida lágrima... E esse é o seu maior condão, por certo. Assistir à pioneira viagem da Disney pelas longas-metragens de animação é, por isso, como enveredar num ritual de purificação. Sem dúvida: um dos melhores filmes de sempre.

15 de Novembro de 2009

10 Breves Perguntas (13)

Continua a nossa iniciativa.
O final da primeira série de inquéritos está para breve.
Eu próprio me submeterei a este inquérito, numa das próximas edições.

Desta vez... João Bastos, autor do blogue Revolta da Pipoca, aceitou o convite do CINEROAD para responder a 10 breves questões com 10 breves respostas.

1. Um realizador: Alfred Hitchcock
2. Um argumento: Pulp Fiction
3. Um actor: John Travolta
4. Uma actriz: Grace Kelly
5. Um filme-desilusão: Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
6. Um filme-surpresa: Danny the Dog
7. Um filme sobrevalorizado: The Matrix
8. Um filme subvalorizado: Battlefield Earth
9. Um filme em que chorei: My Girl - O Meu Primeiro Beijo
10. Último DVD: Forbidden Planet

Um muito obrigado, João Bastos.

Compare as respostas dadas por todos os convidados até ao momento, AQUI!

As mesmas 10 questões serão respondidas por um novo convidado especial. Até lá!

14 de Novembro de 2009

COLISÃO (2004)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
*****
Título Original: Crash
Realização: Paul Haggis
Principais Actores: Matt Dillon, Don Cheadle, Sandra Bullock, Brendan Fraser, Thandie Newton, Ryan Phillippe, Larenz Tate, Jennifer Esposito, William Fichtner, Nona Gaye, Terrence Howard, Michael Pena, Shaun Toub, Bahar Soomekh

Crítica: Fascinante, absolutamente surpreendente e derradeiramente redentor. Colisão é um dos mais estimulantes exercícios de escrita dos últimos anos, subtil na construção e profundamente crítico na análise que faz da complexidade da existência humana em sociedade. Entregues a uma globalização e a um multiculturalismo que tantas vezes mais nos separa do que nos aproxima, o ser humano parece caminhar para a extinção do sentimento e da compaixão. Está a tornar-se cada vez mais frio, só e indiferente. E, ao mesmo tempo, cada vez mais preconceituoso e intolerante. In L.A., nobody touches you. We're always behind this metal and glass. I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something. O argumento resulta poderosíssimo. Há, aliás, cenas verdadeiramente arrepiantes, tal é a colisão de falsos valores e de verdades essenciais; lembro, por exemplo, a cena do atribulado resgate de Christine sob as chamas do despiste ou a da protecção da capa invisível das balas do infortúnio. Sublimes e de uma encenação magistral. O elenco, esse, supera-se sob a direcção inspirada de Paul Haggis: Matt Dillon, Thandie Newton, Terrence Howard, Michael Peña, Ryan Phillippe... todos viscerais nas suas prestações. Ainda por referir está a magnífica canção In the Deep que, após o choque, purifica a catarse.
No final, somos todos da mesma matéria, do mesmo pó...

ROBIN DOS BOSQUES (1973)

PONTUAÇÃO: RAZOÁVEL
***
Título Original: Robin Hood
Realização:
Wolfgang Reitherman

Filme de Animação


Crítica: Corrupção, poder, justiça. Muitos são os valores por detrás de Robin dos Bosques, um clássico repleto de acção, comicidade e personagens extremamente bem concebidas: o Príncipe João, por exemplo, ou o lacaio-de-língua-bífida Chiu; ou, acima de todas, a divertida e inesquecível galinha Lady Clara. Todavia, o filme carece, no seu todo, de maiores cuidados estéticos... e assemelha-se, por vezes e com traço grosso, aos ritmos e facilitismos narrativos de uma tradicional série televisiva. Concluindo: engraçado, mas sem a mestria e arrojo dos grandes Clássicos Disney.

13 de Novembro de 2009

AVENTURAS DE PETER PAN, AS (1953)

PONTUAÇÃO: BOM
****
Título Original: Peter Pan
Realização: Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske

Filme de Animação


Crítica: Uma das mais divertidas e hilariantes aventuras da Disney. Peter Pan adapta a deslumbrante peça de J. M. Barrie sobre a importância de ser criança, em toda a sua inocência, pureza e capacidade de sonhar e acreditar. Repleto de acção, fantasia e de muito bom humor, a magia das histórias de encantar ganha um ritmo contagiante. Personagens como o Capitão Gancho ou o Barriga (os maus como agentes da comédia), o crocodilo ou a cadelinha Naná (empenhada no papel de ama), o Chefe Índio ou os Meninos Perdidos, as sereias ou a fada Sininho (temperamental e nervozinha), Wendy e os irmãos ou o próprio Peter Pan (destemido e impulsivo, o rapaz que nunca cresce), são verdadeiramente marcantes e inesquecíveis. Peter Pan é claro, também, nos papéis que atribui ao Feminino e ao Masculino: os rapazes são os eternos brincalhões e as raparigas são as mulheres ciumentas e fúteis (como a fada ou as sereias) ou as mães (simbolizadas na figura da jovem Wendy), amparo eterno dos rapazes. Uma vez crescidos, nunca mais poderão voltar à Terra do Nunca, a eterna dimensão da infância, onde tudo pode acontecer. Criativo no desenho e vibrante na banda sonora, eis, pois, um filme em grande. Sombra imperdível na nossa memória.

10 Breves Perguntas (12)

Continua a nossa iniciativa,
numa altura em que caminhamos a passos largos para o final da primeira série.

Desta vez... Yirien, autora do blogue Yirien's Blog, aceitou o convite do CINEROAD para responder a 10 breves questões com 10 breves respostas.

1. Um realizador: Jean-Pierre Jeunet
2. Um argumento:
The Eternal Sunshine of the Spotless Mind
O Despertar da Mente

3. Um actor: Brad Pitt
4. Uma actriz: Audrey Tautou
5. Um filme-desilusão: Atonement - Expiação
6. Um filme-surpresa: I, Robot - Eu, Robot
7. Um filme sobrevalorizado: The Departed - Entre Inimigos
8. Um filme subvalorizado: The Fall - Um Sonho Encantado
9. Um filme em que chorei:
The Four Feathers - As Quatro Penas Brancas

10. Último DVD: La Mala Educación - Má Educação

Um muito obrigado, Yirien.

Compare as respostas dadas por todos os convidados até ao momento, AQUI!

As mesmas 10 questões serão respondidas por um novo convidado especial. Até lá!

RAGING DRIVER | Cenas Célebres



12 de Novembro de 2009

PINÓQUIO (1940)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
*****
Título Original: Pinocchio
Realização:
Hamilton Luske e Ben Sharpsteen

Filme de Animação


Crítica:


O SONHO TORNOU-SE REALIDADE


A magia existe.
Cintilante no firmamento das maiores obras de animação de todos os tempos, a eterna aventura pela descoberta da vida tem um nome: Pinóquio. É como uma orquestra viva de sonho, fantasia e imaginação... Uma montanha russa de emoções, risos e lágrimas, que inspirará, para sempre, gerações atrás de gerações.
Repleto de sequências de grande criatividade e originalidade, onde desenhos e música interagem na genialidade, o universo de personagens é extremamente rico e povoa o nosso imaginário. Desde o grilo falante, narrador e voz da consciência, ao preguiçoso gato Fígaro, da luminosa Fada Azul à temida baleia Monstro, do malvado cigano Stramboli à dupla traiçoeira liderada por João Honesto (note-se o rasgo de ironia, dada a paradoxalidade entre o nome e a personalidade matreira da personagem) ou do velho e simpático Gepeto à inocente e inexperiente marioneta que dá nome à obra... é extraordinária a concepção da pintura, a caracterização das personagens e a sua sintonia e harmonia com a maravilhosa banda sonora de Leigh Harlile e de Paul J. Smith. A canção When You Wish Upon a Star, essa então, tem um encanto redentor. Pela sua estrutura episódica, Pinóquio desenvolve um argumento fluido e coeso, cheio de ritmo, imerso em pluralismo semântico. Constitui, sem dúvida, um concentrado de importantes lições a reter: as consequências de dar conversa a estranhos (os perigos estão sempre ao virar da esquina), de não escutar a consciência ou de mentir (a metáfora do nariz é célebre e sublime), o papel educacional da escola versus a perdição nos maus hábitos e maus valores na metafórica Ilha da Diversão ou a recompensa das boas acções (o salvamento de Gepeto e o renascer num corpo de menino).
Enfim, arte pura: esteticamente ambiciosa e com muito coração. Um clássico imperdível, absolutamente intemporal.

BELA ADORMECIDA, A (1959)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
*****
Título Original: Sleeping Beauty
Realização:
Clyde Geronimi

Filme de Animação


Crítica: De uma cadência hipnótica e de uma essência profundamente artística e romântica, A Bela Adormecida é, porventura, o mais sofisticado e elegante feito no cinema de animação até aos anos 60 e um dos mais refinados e eruditos até aos dias de hoje. Emana dele um encanto único, mágico e sedutor, absolutamente deslumbrante. Tanto o estilo de Eyvind Earle (onde o desenho, com excelência e minúcia, dá primazia ao aperfeiçoamento das personagens e ao polir do segundo plano) como o bailado de Peter Tchaikovsky (desde então ele próprio confundível com a alma do filme) se revelam, pois, o espelho dessa essência. Simbologia do três, dicotomia maniqueísta Bem-Mal, cor e trevas, inocência, pureza, beleza, cenas cómicas e musicais: todo o universo tradicional da Disney é convocado e invocado, valorizando toda uma ética moral fundamental para a educação das crianças. O argumento flui que nem uma dança virtuosa, repleto de cenas inspiradas e inesquecíveis, dando ênfase às personagens principais e pondo de parte possíveis tramas secundárias. Revisitar obras como esta é como recordar e reencontrar uma Verdade sagrada. Um clássico absoluto.

CINEROAD ©2009 de Roberto F. A. Simões

Blogumulus by Roy Tanck and Amanda Fazani