quarta-feira, 10 de novembro de 2010

«As Escolhas dos 20» #8

20 Escolhidos revelam 5 escolhas que definem a 7ª Arte.

Escolhido #8 - Jorge Rodrigues,
autor do blogue Dial P for Popcorn

O filme que define os últimos 3 anos de cinema:Avatar (2009), de James Cameron

O Drama por excelência:O Piano (1993), de Jane Campion

O Musical que define o género:Cabaret (1972), de Bob Fosse

O melhor filme de Guerra de todos os tempos:A Barreira Invisível (1998), de Terrence Malick

O grande filme de Animação:Wall-E (2008), de Andrew Stanton

Agradecimentos especiais: Jorge Rodrigues.

Quem será o Escolhido #9 e quais serão as suas Escolhas?

15 comentários:

  1. Excelente! Gosto de todas as escolhas, em particular da do Wall-E - Um verdadeiro filme que transparece toda a magia de que o género é capaz de ter.

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  2. Ainda é cedo para tal veredicto, mas esta bem pode ser a minha lista "favorita"...

    AVATAR acaba, para o bem ou para o mal, para ser um filme marcante dos últimos três anos.

    E está aqui A BARREIRA INVISÍVEL, provavelmente um dos meus filmes favoritos de todos os tempos.

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  3. Mais escolhas diversificadas, e mais filmes para encher o bolo desta iniciativa.

    Avatar é indissociável deste último ano e, porventura da década que passou, sendo já uma referência para a que se avizinha. Quer se queira quer não é um marco, e nesse sentido define. Se bem se mal, depende do gosto e da percepção, eu considero-o um bom filme, nada demais no argumento, mas revolucionário em tudo o resto, na técnica essencialmente. Em suma, e tal como já tinha dito, percebo ainda que não escolhesse o filme.

    O Piano é poderosíssimo, ao ponto de ainda não saber como o classificar. Mas já não é pouco ficar-nos na cabeça, sendo que gostei como é óbvio. Só não sei se lhe falta algo, é dos tais que não me sei expressar bem. E portanto concordo com a escolha do drama, eu próprio fiquei pasmado e sem palavras :P...mas também por isso não o escolheria.

    Do musical não vi o Cabaret, mas é uma referência para ver em breve. The Thin Red Line revela-se uma escolha sensata, mas algo particular, eu não o vejo como definidor, até porque acho que aborda e explora outras dimensões que habitualmente não são tão exploradas. É um filme mais para reflectir e contemplar, não tendo por isso tanta acção ou dinâmica como outros o têm. Também não seria uma escolha minha, até porque não me transcendeu, gostei apenas.

    Wall-E é uma pérola, um filme que elevou outra vez a animação a mais patamares. Apesar de gostar bastante não me identifico ao ponto de o idolatrar. Mas percebo a escolha.

    abraço

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  4. Saltando por cima da animação (por razões já anteriormente explicitadas) um único grande filme a reter - "Cabaret", pois claro. Quem quiser saber um pouco mais sobre este marco do Musical basta ir aqui, ao blogue do meu amigo Rato.
    "O Piano" e o "Thin Red Line" enquadram-se obviamente nos respectivos géneros, embora não sejam filmes que pessoalmente gostasse de destacar.
    O "Avatar" é claramente o filme que define os últimos anos. Mas infelizmente como mau presságio para o futuro do cinema.

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  5. Uma lista com a qual me identifico bastante.

    O Avatar tem mostrado no último ano ser o filme que mais impacto causou na indústria cinematográfica norte americana, para o bem ou para o mal, e como tal está bem posicionado para ser o filme que irá definir os próximos 2 anos de cinema. Não se antevê outro filme nesse período que cause tanto rebuliço como este.

    O Piano como drama por excelência também está muito bem. Não sei se será o melhor (será essa distinção possível de fazer?), mas sem dúvida que é uma excelente escolha. No momento em que aquele machado desce, não podemos deixar de sentir a dor, a agonia, o desespero dos protagonistas. O que aquele acto representa para Ada. O que ela sentirá. Não podemos deixar de o sentir também. É isso a essência do drama.

    O Cabaret não é o meu musical favorito, mas foi certamente o musical que revitalizou um género abandonado. Uma lufada de ar fresco.

    A Barreira Invisível não será concerteza a opção da maioria, mas é também um dos meus filmes favoritos. Percebo a tua escolha, pois é um filme que abrange muitas vertentes da guerra.

    Não concordo muito com o Wall-E pois não o considero sequer o melhor filme da Pixar, responsável com certeza pelo filme que definiu a animação dos últimos 15 anos. Aqui inclinar-me-ia para um Millenium Actress ou um Nausicaa. Mas não deixa de ser uma boa escolha.

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  6. Mas do que filmes definidores de cada género, o mais interessante é que esta lista é toda ela constituida por filmes que adoro mesmo.
    "Wall-e" é para mim o melhor filme da Pixar, apesar de o que melhor representa o género é o 1º Toy Story por significar a viragem na revolução da animação.
    É tudo sempre questionável mas a lista é mesmo perfeita!
    Parabéns mesmo!

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  7. O Cabaret é um bom musical mas há melhor. O Piano é um bom filme mas acaba por ser secante e inconclusivo. O Wall-E enquadra-se. O Avatar nem comento. E o Thin Red Line é a grande escolha e sim um dos melhores filmes de guerra jamais feitos.

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  8. Ora, cá estou eu para abordar e justificar as minhas escolhas.

    Primeiro, há que dizer que eu tentei MESMO fugir a AVATAR. Fiz imensas listas mas de facto é incontornável, o filme de James Cameron é o marco destes últimos anos. Pela evolução a nível tecnológico e visual, pelo dinheiro que fez e pela histeria em massa que provocou.

    De resto, as minhas quatro outras escolhas foram fruto de pensamento rápido: sem pensar muito, escolhi quatro dos meus filmes favoritos e não pensei tanto neles como "os definidores do género" mas mais em "filmes que para mim são o pináculo de um género".


    Começando pelo WALL-E, que era o que eu já sabia que ia dar pano para mangas. É o meu filme favorito da Pixar. É o meu filme animado favorito (sim, acima de THE LION KING, THE BEAUTY AND THE BEAST, THE LITTLE MERMAID, TOY STORY, UP!, de qualquer Miyazaki e outros que tais - é para verem o quanto gosto dele). É uma obra-prima da animação, da qual já falei vezes sem conta. É absolutamente magistral e não me canso de dizê-lo. E sendo assim, era óbvio que seria a minha escolha. Mas não me verão discordar de quem disser que de facto a animação é algo muito pessoal e de avaliação subjectiva e portanto o favorito varia muito de pessoa para pessoa.

    Agora vamos ao THE THIN RED LINE. É o meu filme preferido de Malick, é o meu filme de guerra preferido, lado a lado com o já mencionado anteriormente APOCALYPSE NOW e THE DEER HUNTER. Escolhi-o precisamente porque o filme aborda tanto mais que só a guerra. É fascinante. Além de ser um óptimo filme de guerra.

    Em seguida, falemos do drama. Foi logo o primeiro que decidi. THE PIANO é uma obra-de-arte, é sublime e nem sempre lhe é dado o valor que merecia. A juntar a excelentes interpretações tem uma história que me destrói por dentro sempre que vejo o filme (que é muito frequentemente, aliás) e uma lindíssima banda sonora de Michael Nyman como pano de fundo. Não haverá muitos dramas melhores e sendo que qualquer escolha é obviamente discutível e irá sempre suscitar discussão, eu na minha opinião penso que não poderia ter escolhido melhor.

    Finalmente, o musical. Começo por dizer que dos musicais principais de Hollywood já os vi quase todos, desde o antigo Wizard of Oz e The Great Ziegfeld, passando por West Side Story e A Star Is Born, chegando a Cabaret e All That Jazz e terminando nos mais recentes Moulin Rouge! e Chicago, entre muitos outros. E na minha mente, CABARET destaca-se sempre. Entretém-me genuinamente sem fazer por isso. Uma história de outro modo pesarosa e enfadonha ganha uma execução viva, divertida e algo humorosa. É um musical fora do comum, é um rasgo de génio de um dos realizadores mais bizarros que já apareceu no show biz (bem premiado com o Óscar em '72, que roubou a Coppola por The Godfather), com uma interpretação principal de Liza Minelli "for the ages" e que acaba por dar cor e revitalizar um género que entretanto havia sido abandonado após uma época gloriosa. Como de CABARET teria muito para falar, se quiserem leiam a minha crónica no meu blogue - http://dialpforpopcorn.blogspot.com/2010/08/cabaret-1972.html.

    Obrigado pelos comentários (espero que ainda venham mais) e espero ansiosamente por ver o resto dos escolhidos,

    Jorge Rodrigues
    Dial P For Popcorn

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  9. Tanto quanto me tenho apercebido esta iniciativa não tem por objectivo saber as preferências de cada convidado (uma única escolha traz impossibilidade a essa missão), mas sim tentar dar de cada categoria uma certa representatividade. Nessa premissa, qual o interesse do género "animação"? Dada a sua especificidade não será que qualquer que seja o filme escolhido essa identificação estará assegurada?

    Para além de um talentoso realizador, Bob Fosse foi um extraordinário coreógrafo americano. Pena foi que o seu relativamente curto tempo de vida (morreu com 60 anos) impedisse o seu talento de nos legar mais obras para a posteridade. Realizou apenas 5 longa-metragens e entre elas 3 musicais inesquecíveis: "Sweet Charity" (1969), este "Cabaret" (1972) e o semi-auto biográfico "All That Jazz" (1979). Todos filmes de visão obrigatória e por isso mesmo apraz-me congratular o Jorge Rodrigues pela sua lembrança. Não será o "melhor" musical de todos os tempos (mas quão relativas e efémeras são essas escolhas), mas não tenho dúvidas que o género ficaria mais pobre e incompleto se este título não figurasse no seu perfil. E, para além disso, não teríamos tido direito ao prazer raro de vermos uma das melhores interpretações femininas que o écran já registou - LIZA MINNELLI, herself! Nunca um Oscar da Academia de Hollywood foi tão bem atribuído.

    Não sou apreciador das restantes opções do Jorge, mas reconheço que se integram (apesar de não serem preponderantes, longe disso) nos géneros escolhidos e é isso que importa registar.
    Quanto ao caso especial de "Avatar", subscrevo o que o meu amigo Billy Rider diz aí em cima.

    O Rato Cinéfilo

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  10. NUN0B: Só ainda não conheço o CABARET, completamente, mas está para breve. De resto, são de facto grandes escolhas. Subscrevo muitas delas.

    SAM: Partilho das tuas posições em relação ao AVATAR e ao A BARREIRA INVISÍVEL e também me identifico bastante com estas escolhas.

    JORGE: O PIANO é um filme magistral. É um dos meus filmes preferidos, tudo bate perfeitamente. Quanto à A BARREIRA INVISÍVEL por acaso até me transcende em certa medida, é preciso envolver-nos com as meditações de Malick. É um filme extraordinário.

    BILLY RIDER: Desta vez não poderei discordar com nada ;)

    KING MOB: Curiosas, as tuas sugestões no campo da Animação. Quanto a'O PIANO, vejo que partilhas o amor pelo filme com a mesma intensidade que eu ;)

    ARMINDO PAULO FERREIRA: Também gostei bastante desta lista. É bastante consensual.

    ÁLVARO MARTINS: Porque é que o PIANO é inconclusivo? Com o "secante" não poderei concordar.

    JORGE RODRIGUES: Muito boas justificações e muito boas escolhas. Partilho da tua posição em relação a'O PIANO. Devia ter outro reconhecimento junto da comunidade cinéfila. Quanto ao CABARET ainda não conheço, mas ficarei a conhecê-lo daqui a uns tempos, como bem sabes cof cof. Mas, para já, não vamos adiantar nada aos nossos leitores ;)

    RATO: Não percebi o que quiseste dizer quanto à Animação. Podias explicar melhor a tua posição?

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  11. Boas cinéfilos,

    Deixem-me começar por dizer que é muito bom ver uma lista de escolhas tão diversas e únicas. A começar pela última; como grande fã da Pixar é muito bom ver WALL-E aí, apesar de não ser o que escolheria, considero-o filme mais único da sua história, isto apesar de a Pixar só fazer parte dos últimos 25 anos da história da animação.

    Revejo-me também muitíssimo na escolha do THE THIN RED LINE. Não aprecio o género particularmente, tendo a preferir normalmente filmes anti-guerra do que propriamente de guerra, mas é um dos meus favoritos também.

    Em relação às restantes escolhas, gosto do THE PIANO mas não sei se representará o drama assim tão bem (apesar de perceber que será provavelmente uma escolha muito pessoal para o Jorge), cedo ao cliché de não gostar de musicais, daí não me pronunciar sobre o CABARET e, finalmente, desagrada-me mas aceito o AVATAR como filme que define os últimos três anos. Acredito piamente que isso é algo mau e espero sinceramente que daqui a cinco ou dez tenha ficado para trás e olhemos para o 3D como uma moda passageira e uma coisa do passado.

    Cumps.

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  12. Sinceramente, Roberto, e passando a redundância, eu é que não entendo o que tu não entendes :)
    Provavelmente uma incapacidade minha, mas não sei como me hei-de expressar melhor.
    Mas olha, vou tentar de qualquer modo e através de um pequeno exemplo:
    Três dos teus convidados escolhem, por exemplo os filmes "Bambi", "Shreck" e "O Rei Leão". São todos filmes de "animação". Se em vez deste trio fossem referidos mais dez ou mais vinte títulos, continuavam, TODOS, a ser incluídos no género "animação", sem qualquer dúvida.
    É neste sentido que me interrogo qual o interesse da inclusão deste particular género. Ou será que existem vários tipos de "animação"? Não esquecer a premissa na qual baseei esta minha pergunta e que refiro logo no início do post anterior.
    Por outras palavras, ainda: em qualquer dos outros géneros/categorias poder-se-á questionar a razão ou razões que levam às respectivas escolhas e é isso que por aqui se tem discutido. Mas tal não se verifica no género "animação" - qualquer filme, seja ele qual for, pertence inevitavelmente ao género.
    Ou não será assim?

    O Rato Cinéfilo

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  13. PEDRO PONTE: Apesar de gostar bastante de musicais, acabo por subscrever as tuas considerações.

    RATO: Sim, será assim: qualquer filme de animação, seja ele qual for, pertence inevitavelmente ao género (apesar de haver diversas formas de fazer animação). Mas continuo sem perceber onde queres chegar. Penso que estás a centrar a questão apenas na possibilidade de um filme pertencer ou não a um género ou opção. Mas a iniciativa permite mais leituras e interpretações do que essa, penso que isso é mais do que evidente. Não estou a perceber a pertinência da tua observação.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  14. Escolhas facilmente justificadas. Não eram as minhas, mas são inteligentes!

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  15. TIAGO RAMOS: Estas escolhas estão no meu top de preferências. Grandes escolhas, que poderiam ser as minhas. E o CABARET espera por mim ;)

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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CINEROAD ©2016 de Roberto Simões