quinta-feira, 11 de novembro de 2010

«As Escolhas dos 20» #9

20 Escolhidos revelam 5 escolhas que definem a 7ª Arte.

Escolhido #9 - Pedro Ponte,
autor no site Ante-Cinema

O filme que define os últimos 3 anos de cinema:O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan

O melhor filme de Terror de todos os tempos:Psico (1960), de Alfred Hitchcock

O filme de Animação que define o género:O Rei Leão (1994), de Roger Allers e Rob Minkoff

O expoente máximo do Cinema Oriental:Os Sete Samurais (1954), de Akira Kurosawa

O Drama por excelência:Os Condenados de Shawshank (1994), de Frank Darabont

Agradecimentos especiais: Pedro Ponte.

Quem será o Escolhido #10 e quais serão as suas Escolhas?

40 comentários:

  1. O género de animação está a reunir muitos apoiantes. Fico bastante contente. O rei Leão é uma excelente, excelente escolha. ;)

    Ainda não vi Psico nem os Sete Samurais. :(

    As restantes escolhas foram, á semelhança do O Rei Leão, excelentes.

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  2. Até agora é a lista com que eu mais me identifico.

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  3. Boa lista (como tem sido hábito), na qual destaco a escolha do PSICO. Embora ele diga que é incapaz de magoar uma mosca, Norman Bates é terror em forma de ser humano...

    Cumps a todos!

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  4. RICARDO VIEIRA: Sem dúvida. Foi das opções mais escolhidas pelos participantes. O REI LEÃO é um muito bom filme e um dos expoentes máximos do cinema de animação.

    TIAGO VITÓRIA: Eu só não escolheria, de certeza, O CAVALEIRO DAS TREVAS para definir estes últimos 3 anos.

    SAM: Norman Bates é, indubitavelmente, um dos psicopatas mais perturbantes da História do Cinema. Grande escolha. PSICO é mais um terror a cair para o suspense, mas não é de todo inapropriado, claro.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  5. "PSYCHO" um filme de "terror"? No lo credo...
    O género "thriller" é que lhe assenta que nem uma luva.
    E um "drama" para ser drama a valer e dar cabo de todas as esperanças não pode acabar com sorrisos, não pode ter "happy endings". Só se for "a fingir", como no "Cabaret".
    Sim aos "7 Samurais", mas o filme do Nolan está mais virado para o passado do que para o futuro.
    Para a animação é que continua a não haver pachorra. Pergunta: porque será o género tão escolhido? Responda quem quiser.

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  6. BILLY RIDER: Ora aí está uma muito boa questão: porque é que tantos participantes escolheram ou escolhem a Animação?

    Atenção possíveis-futuros-escolhidos, caso seja esse o vosso caso podem desenvolver a resposta sem se assumirem ;)

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  7. Grandes escolhas, possivelmente das que me identifico mais. A começar pelo Cavaleiro das Trevas, já o tinha dito, parece-me muito legitimo e perfeitamente compreensível nomear um filme do nolan para os últimos três anos. Para mim, é um realizador que tem injectado sangue novo ou um pouco mais de complexidade à generalidade de filmes que se produz hoje em dia. Vindos maioritariamente de Hollywood.

    No terror, a escolha é uma grande escolha, um grande filme que arrebata qualquer um. Este é mesmo um dos meus preferidos de Hitchcok, o mestre do suspense, que faz sempre em todos os seus filmes (quase) este género destacar-se. O thriller é o tema principal e o factor dominante no desenvolvimento da narrativa, por isso também me parece que Psycho tem mais de thriller que de terror, mas enfim nada contra, gosto sempre de ver reconhecida tamanha obra prima.

    Na animação fico cada vez mais contente, identifico-me por completo! brilhante, brilhante, brilhante.

    No cinema Oriental não posso dizer que estou à vontade, longe disso, mas do que conheço de facto Kurosawa destaca-se e é a grande referência. E dos seus filmes, os Sete Samurais será o que se ergue mais alto, embora também goste bastante de Rashomon, pensando bem até nem sei qual escolheria :P mas o que interessa é que ambos expressam, e muito bem, toda a cultura e a tradição japonesa, oriental. A teatralidade, a importância dos valores, da história, etc.

    No drama, a escolha não me parece do mais acertada também, o Shawshank Redemption é um drama, mas não no sentido arrebatador, puro do termo. Por isso, e ainda que seja um grande grande filme não me parece que encaixe por completo, nem tão pouco o escolheria.

    abraço

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  8. Mais uma lista muito bem apurada mas que tem nela escolhas que subvertem também os géneros que representam.

    Se bem que no drama é forçar a coisa mas até que "Shawshank" encaixa pois é um "drama" mesmo excelente.

    Psico é arte total, mas como é dum realizador que venero sou suspeito. Pode realmente se enquadrar no terror pois Psico inaugurou para o mainstream os filmes de serial-killers. O Halloween de Carpenter é um reflexo disso e é terror.

    O 7 Samurais... nada a dizer pois já não o vejo há muito tempo e já me recordo pouco destes Samurais a inicio muito "burgueses".

    Gosto muito de ver animações e até como tenho dois filhos (de 4,5 e 2,5 anos) sou forçado a ver (e arranjar) imensas.
    O 1º Rei Leão é magnifico sim e tem vindo a ser repetido por outras listas com consistência mas acho que nunca seria o que escolheria para representar o género, mesmo adorando o quanto se atingiu com ele em todos os níveis. Por exemplo o "Spirit: Stallion of the Cimarron", veio depois é certo do King Lion, é tão bom ou até mesmo melhor que o Rei Leão, conseguindo até ter um visual muito mais sério (e sem os comic reliefs descarados) mas 100% apelativo também para as crianças, tem uma valente aventura, funde desenho com CGI e ainda tem um argumento muito bom (de onde se podem retirar várias interpretações e direcções). Mesmo assim é uma obra subvalorizado sem o perceber. Contudo, e não se tratando de gostos pessoais, a escolher um digno representante na animação não conseguiria fugir ao "Bambi" ou em caso mais recente ao inabalável Toy story 1 (pessoalmente da Pixar é o Wall-e o que mais me maravilha e faz uma potente homenagem ao cinema mudo no inicio - é impressionante como uma criança irrequieta ficou imóvel e em silêncio nos 30 minutos iniciais e sem haver um único diálogo).

    A cereja no topo do bolo é estar aqui o The Dark Knight.

    Obs.: "o filme do Nolan está mais virado para o passado do que para o futuro."
    Isto não faz sentido quando a abordagem de Nolan ao género de super-heroe-movies é tão representativa do futuro do género e que lhe confere a seriedade e alto nível que escapava aos filmes do género.

    "Para a animação é que continua a não haver pachorra. Pergunta: porque será o género tão escolhido? Responda quem quiser."
    Subliminarmente é um golpe baixo, pois mais parece estar a chamar de "criancinhas incultas" a quem vê animações. Agora digo eu... haja pachorra quando não se reconhece cinema numa animação. Ui...
    Mesmo assim está no seu direito, obviamente.

    Pedro Ponte: Well done!

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  9. Boa noite a todos,

    Em primeiro lugar obrigado ao CINEROAD pelo convite e mais uma vez parabéns pela iniciativa. Já pôs muita gente a discutir cinema e, só por isso, já valeu a pena.

    Em relação às escolhas e aos comentários/críticas a elas feitas, não me vou dirigir a cada um individualmente, mas vou tentar justificá-las. Em primeiro lugar, THE DARK KNIGHT porque se há tendência e "moda" que define os últimos três anos é a adaptação de obras de BD (meio que adoro desde criança) e, mesmo não sendo uma prática exclusiva do século XXI, ninguém o fez tão bem como Nolan até hoje. É um filme poderosíssimo, complexo, negro e que vai muito para além do mero entretenimento, para quem quer que veja com olhos de ver. Se define ou não o cinema nos últimos 3 anos, isso seria sempre relativo, mas foi o primeiro título em que pensei. Isso quererá provavelmente dizer alguma coisa.

    PSYCHO - e sabia que mais que uma pessoa iria contra-argumentar com a questão de ser mais um thriller que um filme de terror - pura e simplesmente por se manter até hoje como um dos filmes mais tensos e assustadores já feitos. Mesmo que não o seja no sentido mais óbvio, representa na perfeição o lado mais demente e obscuro do Homem, o que para mim é razão mais que suficiente.

    THE LION KING, há pouco a dizer. É um filme que me diz imenso a nível pessoal porque foi a minha primeira experiência cinematográfica, e representa o ponto alto da segunda vaga da Disney - a maior força criativa do género. Porquê ser tão escolhido? Não faço ideia. A questão pode ser colocada em relação a qualquer outro. Não olho para a animação como um género à parte. SEVEN SAMURAI porque, apesar de ser um bocado um cliché, representa o expoente do maior cineasta asiático do século XX sem sequer ser o meu favorito de Kurosawa. Mas está lá tudo, como o JORGE disse e bem.

    Por último, o drama foi aquele em que mais hesitei porque engloba tanta coisa que se torna quase impossível escolher. Optei pelo THE SHAWSHANK REDEMPTION porque, apesar de acabar de forma "feliz", é um retrato perfeito do sofrimento, da injustiça, da redenção e da amizade. Para além de ser um dos melhores filmes já feitos. O facto de Andy Dufresne acabar um homem livre não faz do filme algo menos dramático. Aliás, acho que é precisamente o contrário.

    Cumps.

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  10. Eu acho que se escolhe muitas vezes a animação por ser mais fácil, mais imediato. Como já se disse, a animação como género é muito particular, depende muito, talvez em demasia, do gosto pessoal e isso torna-se num factor determinante para nos identificarmos. É mais fácil fazer tops de animação que outros, parece-me.

    No entanto também vejo neste tipo de género, muito cinema e muita arte, concordo com o Roberto que argumenta muito bem.

    abraço

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  11. "SEVEN SAMURAI porque, apesar de ser um bocado um cliché, representa o expoente do maior cineasta asiático do século XX sem sequer ser o meu favorito de Kurosawa." Quais são os outros cineastas asiáticos que conheces?

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  12. ARMPAULOFER:
    A expressão "criancinhas incultas" é tua e só enfia a carapuça quem quiser. A minha afirmação é estritamente pessoal, não visa atingir quem quer que seja. A "falta de pachorra" também é só minha e muito minha. E é sincera e verdadeira. Há tanta coisa fascinante para descobrir ou rever no universo do verdadeiro cinema (este adjectivo também só me pertence a mim) que acho um desperdício gastar o meu tempo no pomposamente chamado, hoje em dia, de "cinema de animação". Ver um desses filmes uma vez por outra até que tem a sua graça, sobretudo se não se levar com uma dobragem portuguesa em cima. Agora, fazer disso práctica corrente, como parece estar a acontecer às novas gerações de há alguns anos a esta parte é que eu considero algo excessivo. Mas enfim...cada um contenta-se à sua maneira.

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  13. Por que é que a "animação" tem tantos seguidores? Se calhar o Jorge aí em cima colocou o dedo na ferida, mesmo sem querer: «por ser mais fácil, mais imediato». Provavelmente será essa uma das principais razões - o facilitismo, o consumo rápido e imediato, uma espécie de "fast-food" do cinema. E o público aderente não deverá andar muito longe daquele que vibra com o 3D e com as últimas novidades tecnológicas (olá avatares de todo o mundo).
    Mas outra das razões será certamente a crescimento exponencial desse tipo de filmes. No tempo da minha juventude assistia-se à estreia duma "longa-metragem de desenhos animados" (assim se chamava então, como alguém já por aqui lembrou) uma ou duas vezes por ano, não mais. E eram ocasiões de descompressão, de ver algo diferente do habitual. Atenção que estou a falar unicamente das longas-metragens. Porque nesse tempo não havia sessão de cinema que não fosse antecedida do seu desenho-animado ou documentário. Outros tempos, outras gentes.
    Hoje é rara a semana que não se estreia por aí um qualquer filme de "animação". E, como em tudo, o que é demais é capaz de cansar, a tal "falta de pachorra" de que fala o Billy Rider e que eu compreendo tão bem.

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  14. Sobre o corrente debate à volta da animação enquanto género, posso confessar que estou surpreendido com algumas das afirmações aqui escritas?

    A animação foi uma das primeiras expressões de género a surgir juntamente com os desenvolvimentos iniciais do Cinema. Por exemplo, vejam as obras de Winsor McCay nos anos 10 do Século XX.

    Por outro lado, referiu-se várias vezes a Disney e semelhantes. E os filmes de animação japonesa, que possuem regras formais muito próprias, estão constantemente a quebrar o que é ou não é tendência e apresentam algumas das histórias mais bem construídas do género? Ou os produtos em 'stop-motion' oriundos da Aardman? Não deverão ser equacionados na "legitimidade" da animação enquanto género cinematográfico?

    Ficam estas ideias para alimentar o debate, que acompanho com muito interesse.

    Cumps cinéfilos a todos.

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  15. Boa tarde a todos,

    Em primeiro lugar sinto-me obrigado a responder ao Álvaro pela forma tão desagradavelmente seca como me dirigiu a pergunta dele. Se bem que sinceramente não consigo responder como quereria, porque se o fizesse este texto ficaria provavelmente mais extenso que aquilo a que a minha paciência e destreza de dedos me permite de momento. De qualquer forma, apesar de ser relativamente jovem, comecei a descobrir o cinema asiático há muitos anos, por isso conhecer dezenas de cineastas originários do Oriente acaba por ser uma consequência directa. Dizer que conheço Kurosawa, Ang Lee ou Woo seria sempre algo óbvio, parece-me, mas conheço-os e aprecio-os. De resto, adoro o cinema de Wong Kar-wai, Park Chan Wook, Johnnie To, Jia Zhangke, Kitano, Joon-ho Bong, Hsiao-Hsien, entre muitos outros. Quando considero Kurosawa o maior cineasta asiático do século XX, estou a dar uma opinião meramente pessoal, apesar de ser idêntica à de muita gente. Acho que foi quem melhor conseguiu encapsular os principais temas e características da psique e cultura asiática (o que é em si uma generalização feia) e quem possui um trabalho mais reconhecido, ecléctico e quase imaculado. O meu favorito dele é o Ikiru.

    Em relação à animação, presumo que a opinião do Billy Rider seja uma reflexão do gosto pessoal dele e da sua experiência com o género, por isso não me vou alongar na resposta. Não consigo perceber é o porquê de expressões como "um desses filmes" ou "tem a sua graça", que considero insultantes para quem quer que tenha feito carreira e história no cinema de animação. Apesar de não duvidar que não era essa a intenção. Como já disse simplesmente não consigo vê-la como algo à parte, é cinema, ponto. Agora, dizer que é algo "FÁCIL" é que é pura ignorância (observação de um facto) porque quem quer que já tenha lido ou visto o suficiente na sua vida sabe que o trabalho/tempo posto num filme de animação é exponencialmente maior que num live-action. Seja hoje, na geraçao CGI, ou há 50 anos. Um minuto de animação corresponde a horas - literalmente - de trabalho. Portanto, sabendo isso, o meu cérebro não consegue processar a ideia de alguém o considerar fácil. Isto independentemente de gostarem ou sequer terem visto o suficiente para opinarem. Mas também não acho que participariam numa discussão destas se não o tivessem feito.

    Cumps.

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  16. Julgo que não é a maior ou menor dificuldade posta na elaboração de uma obra de arte que define a qualidade dessa obra. Essa consegue-se pela inteligência e muitas vezes pelo génio. Se calhar a Picasso bastava-lhe fazer meia dúzia de "rabiscos" numa hora e conseguir uma obra-prima. Outros, menos talentosos, poderiam passar semanas ou meses diante de uma tela que não conseguiam passar além da mediocridade. Mozart, Beethoven, ou Lennon e McCartney escreveram as suas melhores composições quase de afogadilho. E os últimos nem uma pauta de música sabiam ler. Em todas as artes os exemplos multiplicam-se. No cinema também, obviamente. Isto só para dizer que o que é difícil, mesmo muito difícil, é fazer com simplicidade e parcos meios obras de real valor e que perdurem para sempre. O genial nunca se deu bem com dificuldades e morosidades e nem necessitou de grandes meios para se afirmar. É por isso que a grande maioria do cinema da actualidade está a lástima que está. Comparar e relativizar o trabalho/tempo gasto entre dois tipos diferentes de fazer cinema é que é perfeitamente inútil e escusado. Porque quando acima se fala em “facilitismo” não se quer naturalmente julgar os obreiros mas sim identificar um certo público consumista. Aliás, basta saber ler português para se constatar o significado desse meu comentário.

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  17. Eu achava que já cá tinha comentado, mas afinal ainda não.

    Para começar, parabéns ao Ponte, adorei a lista, como ele sabe.

    E vou começar pela animação, que é muito bem o género com maior representação entre todos os escolhidos. Como mencionei no meu post, se fosse pegar nalgum filme da Disney que não Pixar, seria THE LION KING (ou Beauty and the Beast). The Lion King é, numa única palavra, espectacular. É um filme único e veio concluir em grande uma segunda era de ouro na Disney (1989-1995).

    Ainda aqui falei noutra rubrica destas no Kurosawa para cinema asiático. É que não houve outro asiático que tenha deixado tão grande marco na cinefilia ocidental como ele. E o Ikiru é de facto extraordinário. Mas gosto imenso da tua escolha, porque o SEVEN SAMURAI tem muito daquilo que o cinema asiático é.

    THE SHAWSHANK REDEMPTION é uma opção para drama que percebo, se bem que não seria de todo um dos primeiros dramas que viria à minha cabeça, não sei bem porquê. Mas é um grande filme e, como tu descreveste, existem cenas em que o sofrimento e o desespero é bem patente.

    THE DARK KNIGHT era a minha segunda opção para cinema de 2008-2010 e só não foi a minha escolha porque não consegui dar a volta ao texto ao Avatar. Mas gostei da tua explicação. De facto, a adaptação de BD tornou-se frequente esta década e ninguém o fez melhor que este Batman, for sure.

    E finalmente... PSYCHO. O título da tua lista que eu achava (enfim, que errado estava eu) que ia causar mais celeuma, à custa da tua classificação como terror. É mais um thriller, sim, como já foi dito aqui, sendo que é de qualquer forma um filme muito, muito bom (se bem que não é o meu favorito de Hitchcock, é o filme mais depressa associável ao homem).

    P.S. - Nem vou abordar a discussão aqui acima, que me emburreceu com algumas das coisas que se disseram aqui. Enfim, só tenho a dizer: respeitem a forma como outros vêem cinema.


    Cumprimentos,

    Jorge Rodrigues
    Dial P For Popcorn

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  18. Asseguro que já li por aqui muitos disparates. O cinema de animação é uma realidade, uma expressão artística e uma ramificação da 7ª Arte que não precisa de defensores para ter o valor que, efectivamente, tem, nem que aqueles que durante décadas desprezaram a Animação despertem agora para uma evidência. Um filme de animação não é mais nem menos do que um qualquer outro filme. Como em tudo, é certo, haverão sempre os bons e os maus filmes, ou os melhores e os piores. Para mim, não há muito mais por onde discutir o assunto.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  19. Não sei quanto a vocês mas a animação é só uma maneira diferente de fazer cinema - nem o consideraria um género por si mesmo, se é que me faço entender. Isso não a inferioriza (e não será o público que consome certo tipo de animação que fará isso) nem a superioriza (não será o tempo gasto a concretizar algum projecto animado que também fará isso), apenas a coloca como um cinema que tem uma perspectiva diferente da realidade.
    De qualquer das formas, achei a escolha de O Rei Leão muito acertada. Também gostei da escolha de O Cavaleiro das Trevas, que o Pedro justificou bem.

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  20. Ó Pedro, então descobre Ozu, Mizoguchi, Imamura, Yoshida, em actividade o Apichatpong Weerasethakul, o Kiyoshi Kurosawa, Chen Kaige, Kim Ki-Duk, o próprio Zhang Yimou...

    Também gosto muito de Akira Kurosawa, mas só acho que não foi o maior cineasta asiático do séc. XX.

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  21. Esta pergunta vai directa ao Roberto:
    Como consegues avaliar se um filme de animação é excelente, muito bom, bom, razoável, fraco ou mau?
    E espero que não me respondas que é da mesma forma que avalias qualquer outro género de filme...

    O Rato Cinéfilo

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  22. Sinto que não há muito mais com que possa contribuir para a discussão do cinema de animação porque os argumentos e as dúvidas que estão a colocar são-me completamente esquivas, só responder ao Álvaro: como disse nunca me sentiria confortável a enumerar TODOS os cineastas asiáticos que conheço, por isso, da tua lista de sugestões apenas já "descobri" tudo menos Inamura e Yoshida. Os restantes são todos favoritos (à excepção de Kaige; só vi Farewell My Concubine) que poderiam ter entrado na lista anterior, especialmente Ozu (que sei que aprecias pois conheço/gosto do teu blog, apesar dessa tua natureza estranhamente conflituosa) e Ki-Duk. De resto, acho que os exemplos que foste buscar são espécies de cópias dos que dei (se conheço cinema coreano, conheço Ki-Duk, se conheço cinema chinês conheço Yimou, etc), à excepção talvez do Joe, que é tailandês e que merece ser posto num saco completamente à parte tanto pela geografia como pelos filmes que faz.

    De resto, respeito a opinião (o termo "maior" tem a ver com uma série de coisas distintas, que peso para mim e chego ao nome Kurosawa) e agredeço genuinamente as sugestões.

    Cumps.

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  23. @ billy rider: Temos visões marcadamente diferentes e não vejo necessidade de esgrimirmos argumentos tâo opostos. E até nem preciso disso. Obviamente que seremos não só de gerações diferentes como também de afiliações cinéfilas diferentes.
    A actual situação da animação demonstra claramente que já não se está perante meras "longas-metragens de desenhos animados" (e eram isso na verdade - muitas das vezes vários desenhos animados seguidos em modo non-stop criando uma longa metragem (por exemplo: "Bugs Bunny") e muitas das vezes apenas duravam pouquíssimo mais que 1h (por exemplo: "Bambi" -1942). A produção actual, tem se servido das possibilidades do uso do desenho e/ou do CGI para fazer o mesmo que se faz em imagem real: filmes. Não invalida isto que venha de Hollywood muita animação que apenas tem como alvo o público infantil. Mas o que se passa é que o cinema de animação oriental juntamente com os feitos da Disney e da Pixar nas 2 anteriores décadas, mostraram mais do que meras longas metragens de desenhos animados. Actualmente exibem-se já argumentos verdadeiros e cheios de várias emoções, exibem cinematografia com movimentos de camera e enquadramentos a sério, usam igualmente efeitos visuais e sonoros (sim, sim), servem-se dos mesmos actores "da imagem real" (com vedetas e até participações especiais - Woody Allen, DeNiro, Scorcese, etc) e até já se passa a usar os mesmos realizadores - por ex: Zack Snyder, Robert Zemeckis e outros. Não esquecer que a treta da Academia também já os considera como dignos filmes para a categoria de "Melhor filme".

    São filmes e pronto!
    Ignorar esta forma de arte seria o mesmo que passar a ignorar os Biopics e considerá-los somente como documentários-ficcionados.
    A animação tem muito por onde se escolher na actualiadade e nem tudo é de vocação infantil.
    Espreite (o inicio de) WALL-E e do UP, A PRINCESA MONONOKE, FINAL FANTASY (2001), GHOST IN THE SHELL, SPIRITED AWAY, O CASTELO ANDANTE, A VALSA COM BASHIR, RENAISSANCE (filme noir e até com cenas de sexo) e muitos muitos outros.

    Quanto às dobragens portuguesas... existe na actualidade um profissionalismo tal que por vezes igualam ou suplantam os originais (nos americanos noto muito isso, pois eles querem mais ter os nomes das vedetas para vender). A FUGA DAS GALINHAS na versão pt é magnifico. E até já nem me refiro unicamente às vozes como também o acerto com os timings das imagens, as boas dobragens das canções (recordo-me de na altura com o SPIRIT o estúdio americano ter gabado o nível da versão portuguesa, onde até nas canções fizemos uma colagem sem igual no resto do mundo).

    Por fim, deixo a ideia no ar que bem se poderia colocar um filme de animação em cada categoria desta iniciativa e não somente no tópico animação. E a escolha seria até igualmente difícil.
    Billie Rider, dê uma chance e experimente.

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  24. Nowhereman,
    "É por isso que a grande maioria do cinema da actualidade está a lástima que está."
    andas a ver muita americanada e pouco cinema de qualidade. Só por essa razão é que podes falar assim. Há muito bom cinema hoje em dia, mas muito mesmo. O que é preciso é procurar e não mandar postas de pescada a dizer que o cinema na actualidade está uma lástima.

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  25. RATO: Julgo que o Armindo Paulo Ferreira, na resposta que dirigiu ao Billy Rider, já respondeu entretanto a essa pergunta.

    Obrigado a todos pelos comentários!

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  26. Fiz-te uma pergunta, dizes-me que é desagradavelmente seca. Depois, à semelhança de ti, dou-te alguns exemplos (os quais dizes que conheces quase tudo), digo-te que também gosto de Kurosawa mas que não o acho o maior cineasta asiático (até porque isso é muito sunjectivo) e tu dizes-me que tenho natureza conflituosa. Sinceramente, não percebei. Porquê conflituoso? Por ser directo, por não andar com floreados a fazer-te as perguntas e a argumentar?

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  27. Caríssimos,

    Peço-vos que centrem a natureza do debate em questões relacionadas com o Cinema. Obrigado.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  28. Bom eu não quis que o cinema de animação é fácil e cede a facilitismos, muito longe disso. Disse, sim, que a escolha de filmes de animação, tratando-se de preferidos, é e parece-me mais fácil, mais óbvia que noutros géneros ou correntes cinematográficas. Senão veja-se quando se vê um filme de animação, e comigo isso acontece quase sempre, é-me relativamente simples dizer se gostei ou não, se me atingiu ou não, se me diverti ou não. E com isto não estou a dizer, repito, que não é por ser um cinema mais fácil. Penso que passará por apelar mais a emoções, por nos envolver num universo visual e fantasioso (muitas vezes) contagiante e por isso mais susceptível de reconhecermos se nos identificamos ou não, pelo menos na fase decisiva de uma hipotética escolha.

    E também não estou a dizer que isto acontece sempre, há excepções. Mas de facto, o desenho à mão, ou cgi cria invariavelmente um mundo, um universo que "facilmente" ou nos identificamos ou não com esse poderio visual e esse argumento que lhe dá substância. De qualquer modo e por isto tudo, parece-me que cada vez mais a animação penetra e infiltra-se em todo o tipo de género e corrente, sendo as suas potencialidade infinitas. Miyazaki é um grande exemplo disso mesmo.

    abraço

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  29. JORGE: Por acaso desta vez não partilho precisamente da mesma perspectiva. A experiência de assistir a um filme de animação não é só o entrar nesse "universo" encantatório do que falas. Ou poderá ser, numa primeira visualização, consoante o olhar e consoante as nossas pretensões. Mas o mesmo se adequa a todos os filmes. Para um olhar que vai ao cinema e que vê os filmes com olhos de ver, analisando, a experiência de assistir a um filme de animação é mais do que isso. Nessa medida, penso que o teu comentário é redutor e que acaba por fortalecer, justamente, a perspectiva do Billy Rider, Nowhereman e Rato.
    A forma como te pareces envolver com a Animação é aparentemente primária e mais emocional. Um pouco como as crianças que vêem "desenhos animados"; no ofense. Não sei se me fiz entender bem.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  30. Sim fizeste-te entender...e claro sem qualquer ofensa. E sim talvez seja um pouco isso ainda, mas de qualquer modo tudo o que disse foi mais na perspectiva última de fazer entender porque se torna mais fácil escolher, por gosto, quando se trata de animação. Ou seja, para efeitos de escolha, de tops, de critérios quase meramente de identificação acho a animação mais propícia a gostos, mais personificada.

    Mas isto tudo somente na perspectiva de escolhas e afins, que é o tema em base, parte dele. Agora quando se começa a falar se a animação é ou não cinema, e se se fica nesse nível primário, não acho. Pode ser à primeira vista, nessa tal identificação muito pessoal ou pode não ser dependendo de como encaramos, mas depois tem subtilezas, nuances, cargas simbólicas e culturais tal como o resto dos géneros em cinema. Vejo na animação todos os géneros, por vezes abordados de forma bem séria.

    Contudo também acho que por outro lado, existe sempre uma vertente de forma a apelar também as crianças (na maioria sobretudo), e isso quer se queira quer não tem o seu grau de poderio visual e fantasioso.

    Resumindo, vejo na animação grande potencialidades e não somente emoções, talvez me tenha feito entender mal. Vêm-me logo à cabeça filmes que até privilegiam outras componentes. Só me parece que quando se trata de preferência pessoais aqui, mais do que nunca, e quase inevitavelmente existe uma espécie de identificação ao qual não conseguimos fugir. Haverá quem consiga claro.

    Só mais uma nota acho que a animação é desvalorizada hoje em dia porque apela mais e com isso abrange mais públicos conseguindo então ser apreciada por muito mais gente. O que acaba por a descredibilizar depois junto a elites.

    abraço

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  31. Dou um exemplo, já por aqui mais que falado, O Rei Leão. Quem o vê já adulto, e com o intuito de ser um filme como outro qualquer, descobre um grande filme com um óptimo argumento, realização, banda sonora e fotografia. É um filme que triunfa na junção harmoniosa e equilibrada que tem, nos géneros que abarca de forma muito coesa. Narrativamente sublime, magnífico. Mas, e Roberto és capaz de ser um caso :P, por mais que reconheças e gostes (deste 5 estrelas afinal de contas), não atribuis a classificação excelente, que tal como dizes excepcionalmente é registos por gosto pessoal. Ou seja, em última instância para preferires este ou aquele, numa perspectiva pessoal e não crítica (embora as duas coexistam), entra a questão da identificação, e se porventura o teres visto em criança ou, não é obrigatório, te identificares pura e simplesmente por qualquer razão (a parte visual e fantasiosa pode ajudar), catapulta e muito para o nomeares em listas como esta. Se o teu objectivo for esse claro.
    Não sei se me fiz entender :)

    abraço

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  32. Pois, exactamente o que eu temia...não existem diferenças, é tudo igual - os mesmos movimentos de câmara, os travellings, os plongés e contra-plongés, a profundidade de campo, a mis-en-scène, as elipses e tudo o mais cuja execução aprimorada caracterizava a nata dos realizadores, hoje em dia é do domínio público e qualquer técnico de computador os executa na perfeição. Os actores que se cuidem então, ou qualquer dia estão todos no desemprego. A não ser que tenham boas vozes para as dobragens dos bonecos ou dos clones de si próprios. Faço coro com o nowhereman: "Vivam todos os avatares deste mundo!"

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  33. THE DARK KNIGHT: Boa escolha - a moda dos heróis de BD que cresceu em força nos últimos três anos; o peso que Heath Ledger teve com a sua performance e com a sua morte; mais um passo no cimentar de uma carreira de um dos maiores realizadores da actualidade.

    PSYCHO: É terror, concordo (e o Scorcese também, garanto-vos). O terror não é feito do nojo nem tem o grito/susto como requisito essencial - acho que é, antes, o suspense, a dicotomia entre aflição/alívio, a agucidade e negrume da atmosfera, etc.

    REI LEÃO: O meu filme favorito, de sempre, acima de qualquer outro.

    SHAWSHANK REDEPTION: Um filme que adoro e que me tenho vindo a aperceber ser muito odiado no circuito da cinefilia. Foi, por isso, com imenso agrado que vi esta escolha. Um grande drama, uma grande história de uma conquista (pouco ortodoxa) da liberdade.

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  34. A animação não é uma arte ou um ofício à parte do Cinema, basta ver filmes, e digo filmes, não animações, como o Planeta Selvagem do rene laloux, as curtas do Norman McLaren, a obra do Svankmajer e, para falar do último que me "colou à parede", o Mind Game do Masaaki Yuasa, que é um sem fim de criatividade e reinvenções. Claro que nestas escolhas aparecem as animações da Disney e da Pixar, mas mesmo essas têm o seu valor..

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  35. JORGE: Creio que te expressaste bem, complementando o que já havias expressado. Só não percebi se me fizeste alguma questão em concreto.

    RATO: Temos opiniões radicalmente distintas. As tuas considerações soam-me, a mim, francamente absurdas, pelo que penso que já deixámos bem vincadas as nossa posições.

    Penso que o João Palhares rematou bem, com sabedoria e bom senso, o assunto.

    Agradeço a todos pelo debate ;)

    Cumps.
    Roberto Simões
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  36. Não não fiz nenhuma questão, apenas tentei explicar melhor a minha posição, que não é totalmente como disseste no comentário atrás. Ou seja não me identifico (somente) com a animação pelo lado emocional, mas sim tal como qualquer filme pelo argumento, realização, etc...vejo sim neste tipo de cinema a componente emocional, identitária mais agarrada, mais indissociável com o espectador, numa perspectiva unicamente de preferências.

    Se formos a ver tem muito com o facto de começarmos a ver animações em crianças, tanto que quando alguém nomeia um filme seu preferido nesta corrente, nomeia um que adorou e reviu na infância. Pelo contrário quando somos adultos, e na esmagadora maioria, deixamos de nos interessar por estas animações, originando depois uma adoração por quem é mais nostálgico ou um desprezo por quem pensa que estará a ver cinema para crianças, ou outra coisa qualquer.

    Isso talvez ocorresse décadas atrás onde não havia tanto produto a sair, hoje em dia contudo somos presenteados por tanta e tão boa animação, séria, educacional e adulta. Fora e dentro de Hollywood. Há abordagens muito sérias, as maravilhas de Burton ou de Selick em stop-motion são exemplo disso, tal como Miyazaki que já referi.

    abraço

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  37. JORGE: Exacto ;) É isso, concordo, subscrevo. Agora sim, inteiramente. Nota só para uma coisa que disseste acima: nem em todos os casos da animação podemos falar em fotografia - e corrijam-me se estiver enganado. No caso da animação os fotogramas são trabalhados manualmente ou digitalmente, dispondo os elementos pelo enquadramento, sendo posteriormente articulados uns com os outros. No caso de filmes como A VALSA COM BASHIR, por exemplo, já podemos falar em fotografia, em certa medida, uma vez que há uma captação do real, que é posteriormente trabalhada. Julgo não estar enganado.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  38. As vossas "posições", como lhes queres chamar (eu penso nelas mais como comentários, nunca gostei de de coisas radicais ou definitivas) foram bem compreendidas por mim, pois ainda me resta alguma inteligência para reconhecer a sabedoria e o bom senso das maiorias. E espero, sinceramente, que se mantenham válidas no futuro. Já por cá não andarei para o confirmar, mas seria trágico que o "absurdo" das minhas ideias se viesse um dia a confirmar. E no entanto, quer queiram quer não, os sinais existem e são bem preocupantes.

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  39. Boas escolhas vindas do Pedro, como de costume. Mas não consigo ver The Dark Knight como filme que define os últimos três anos...

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  40. TIAGO RAMOS: Nem eu. Aparte Ledger, não consigo perceber a sua exagerada valorização. Quer dizer, conseguir até consigo, mas não partilho.

    Cumps.
    Roberto Simões
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