sábado, 13 de novembro de 2010

«As Escolhas dos 20» #12

20 Escolhidos revelam 5 escolhas que definem a 7ª Arte.

Escolhido #12 - Miguel Reis,
autor do blogue Cinema Notebook

A Comédia por excelência:Dr. Estranho Amor (1964), de Stanley Kubrick

O Documentário que define o género:Bowling for Columbine (2002), de Michael Moore

O Romance dos romances:Casablanca (1942), de Michael Curtiz

O grande Western:Rio Bravo (1959), de Howard Hawks

O filme que define os últimos 3 anos de cinema:Gran Torino (2008), de Clint Eastwood

Agradecimentos especiais: Miguel Reis.

Quem será o Escolhido #13 e quais serão as suas Escolhas?

15 comentários:

  1. E pronto, mais um filme de Ford para ver...
    Casablanca é a melhor escolha, Dr. Strangelove também é muito bem pensado, as restantes não concordo. O Bowlling... é um filme tendencioso, que só apresenta parte da história (a que interessava à agenda de Michael Moore), embora não seja tão mau como os que ele fez depois. Gran Torino é um excelente filme, mas não entendo em que medida define os últimos 3 anos. Só ficará para a história como o último de Eastwood como actor.

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  2. Para começar, parabéns ao Miguel Reis por uma excelente lista.

    Adoro todas as escolhas tirando o GRAN TORINO.
    Eu percebo que tem imensos fãs, mas infelizmente não me conto entre eles. Para que se veja, suporto mais o CHANGELING, o outro filme dele desse ano, que o GRAN TORINO.

    De resto, fantásticas escolhas. DR. STRANGELOVE é dos meus filmes favoritos de sempre e o Peter Sellers é qualquer coisa de fenomenal nesse filme.

    BOWLING FOR COLUMBINE é dos melhores documentários alguma vez já feitos, venceu merecidamente o Óscar e foi dos poucos nomeados para a Palme D'Or (tendo sido o grande factor contribuidor para a vitória de Moore em 2003 com o inferior - mas muito mais polémico - Fahrenheit 9/11). A minha preferência, no que toca a documentários, vai para MURDER BALL, que é o meu documentário favorito, mas esse é facilmente um segundo classificado muito próximo.

    Do RIO BRAVO já cá falámos, é uma excelente escolha em termos de western.

    E CASABLANCA. Como é que ainda não tinha cá aparecido? Formidável filme. Bogart e Bergman no topo das suas capacidades artísticas. Um clássico.


    Cumprimentos,

    Jorge Rodrigues
    Dial P for Popcorn

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  3. Dr. Strangelove é uma escolha interessante, ao qual me identifico em parte, apesar de se estar a falar de um humor mais negro, mais mórbido e hilariante. E Peter Sellers está mangífico, que grande performance e versatilidade.

    Bowling for Columbine de Moore nunca vi, aliás vejo poucos documentários. Mas este, tal como mais alguns de Moore, é uma referência.

    Casablanca é um romance daqueles, pois então, e já cá faltava :). De qualquer modo e não ficando de todo mal no romance, vejo-o não tão convencional e por isso mais como um drama, ainda que romanceado. Mas enfim, os diálogos, o charme e toda a composição fazem deste filme um marco. Só posso concordar.

    Rio Bravo já é espantoso, a terceira vez que aparece nesta iniciativa. É de tirar conclusões, de facto. O Western por excelência de sempre? talvez, talvez...fico ainda com mais curiosidade para o descobrir.

    Quanto a Gran Torino parece-me acima de tudo compreensível e aceitável, é um filme que espelha a velhice, o passar dos anos, e a capacidade que o homem tem ou não em se adaptar à contemporaneidade e à sua própria mudança de idade. É um filme magnífico sob esse ponto de vista, como encara todo o processo. Ainda assim não é o melhor de Eastwood nestes anos e em toda a sua carreira.

    abraço

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  4. Gostei muito da escolha de "Dr. Strangelove"; indica na perfeição a preferência do Miguel e, ao mesmo tempo, define bem o género. E a repetida (!) escolha do Rio Bravo despertou em mim, mais uma vez, uma maior curiosidade pelo filme, apesar de todas as minhas reservas sobre os westerns.

    Não gostei, contudo, da escolha do Bowling for Columbine - é um documentário tendencioso, que distorce os factos apresentados (ou, melhor dito, as suas causas) com uma hábil manipulação. Nunca definiria o tipo de cinema que pretende documentar a realidade. E não gosto do Moore, apesar de todas as suas intenções.

    Também desgostei da escolha de Gran Torino, que é um filme que não me diz absolutamente nada e que tem um tom moralista que nunca representaria estes últimos três anos de cinema.

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  5. Mais uma óptima lista (e segue mais um voto para RIO BRAVO!), com os fantásticos DR. ESTRANHOAMOR e BOWLING FOR COLUMBINE a representar os seus géneros.

    Quanto ao CASABLANCA, é um dos meus "calcanhares de Aquiles" enquanto cinéfilo — até hoje, ainda não consegui encontrar-lhe atractivo...

    E como GRAN TORINO volta a ser escolhido como O filme do último triénio, fico a aguardar a "justificação" :)

    Cumps cinéfilos a todos.

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  6. A lista é sensacional, apenas não tive oportunidade ainda de conferir "Gran Torino".

    Abraço

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  7. Caríssimos,

    Eis então algumas explicações das escolhas mais polémicas:

    Documentário: digam-me um que não seja tendencioso, em o objectivo da sua concretização e a mensagem que transmite seja neutra. Não existe, há sempre um propósito, uma inclinação, por mais dissimulada que possa ser. Moore apenas borrifa-se para essa dissimulação e usa o documentário como arma dos seus ideais, concorde-se ou não com eles. E as armadilhas e peripécias de "Bowling for Columbine" são, para mim, deliciosas. Daí ser, na minha opinião pessoal, o documentário que se realça de todos os outros, não tanto pela sua mensagem, mas pela sua execução técnica e narrativa.

    Quanto ao Gran Torino ser o filme que define os últimos três anos, foi uma escolha alegórica baseada no que, na minha opinião pessoal, mais importante aconteceu no mundo nestes últimos três anos: a eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos da América. Tal como a personagem que Eastwood interpreta, também os EUA (a nível político) passou de intolerante para tolerante, de republicano para democrata (na relação com os desfavorecidos e os emigrantes/estrangeiros), etc etc. Curiosamente, isso tornou-o um melhor homem, mas levou-o à morte. E, a nível político e social, provavelmente será o que vai acontecer aos EUA nos próximos anos. A ver vamos.

    Quanto ao Strangelove, Casablanca e Rio Bravo, não necessitam de defesa ;) Apenas citar, como sempre, o saudoso Francisco Mendes a propósito de Strangelove: "Kubrick coloca-nos a rir... de medo!". Intemporal.

    Cumprimentos a todos, obrigado pelo convite Roberto.

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  8. Mais uma vez 5 setas que vão direitinhas ao(s) alvo(s). Muito curiosa a justificação do Miguel Reis sobre o "Gran Torino" - nunca me tinha lembrado de tal analogia, mas é bem pertinente.
    Folgo ver o "Casablanca" (um dos filmes da minha vida) rotulado de romance e não de drama, como eventualmente poderia ser a tentação mais óbvia. É que dentro da história existe outra história, o passado antes do presente. E é isso, a nostalgia do que está para trás, que define os grandes romances das nossas vidas.
    KUBRICK é KUBRICK (sou fã descarado e incondicional de toda, mas toda a sua obra, sem qualquer excepção) e gosto dos documentários do Moore, exactamente pelas razões apontadas pelo Miguel.
    Por último uma pergunta: Ó senhores que gostam de Westerns (eu também, e muito), mas vocês só viram o "Rio Bravo"? Estou no gozo, claro, pois trata-se de igual modo de um dos meus favoritos. E pelo andar da diligência, quando chegar ao fim esta iniciativa, é bem capaz de ser um dos raros casos que define mesmo o género.

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  9. Já vi todos e a lista é realmente irrepreensível.

    E lá está neste tipo de listagem as escolhas teriam de recair em clássicos, que é o que por aqui se verifica. Facto que apazigua imediatamente os cinéfilos mais erudtitos e com mais bagagem que vejo participarem por aqui.

    Não sou lá grande amigo de DR STRANGE LOVE e CASABLANCA (este até o tenho em DVD, embora raramente lhe pegue) mas são sim grandes filmes. Mesmo assim despertam-me sempre fascínio quando os posso ver um pouco (por zapping-surpresa na TV essencialmente).

    O documentário de Michael Moore foi bem lembrado pois é um daqueles que não só gostei bastante como também é bastante dinâmico e lógico, totalmente o oposto do estilo académico e aborrecido que é habitual no género. Por curiosidade, normalmente associo este documentário ao filme de Gus Van Sant, como se ambos fossem duas partes duma mesma mensagem.

    O GRAN TORINO, é um belissimo filme e até gosto mais dele que do Changelling... é uma escolha OK.

    Miguel Reis... well done!

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  10. ARMINDO PAULO FERREIRA: Por acaso, não sei se prefiro A TROCA ou GRAN TORINO. São muito diferentes, gosto imenso dos dois. Também aprecio o CASABLANCA mas não tenho especial apreço; contudo, o DR. ESTRANHO AMOR tem lá pingo de génio! ;) Uma das melhores comédias da minha vida.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  11. Nada a dizer dos restantes, mas quanto a Bowling for Columbine: eu gosto de ver os documentários de Michael Moore. Mas não consigo, nem quero de forma alguma, ver esse estilo que o realizador usa como definição do género.

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  12. TIAGO RAMOS: Tenho também acompanhado os mais recentes de Michael Moore. Não aprecio especialmente, ainda que considere pertinentes as temáticas (ou problemáticas). Também não creio que defina o género, ainda que seja o exemplo mais carismático, vá lá, da década 2000.

    Cumps.
    Roberto Simões
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