segunda-feira, 5 de julho de 2010

POR UM PUNHADO DE DÓLARES (1964)

PONTUAÇÃO: RAZOÁVEL
Título Original: Per un pugno di dollari / A Fistful of Dollars
Realização: Sergio Leone
Principais Actores: Clint Eastwood, Marianne Koch, Gian Maria Volonté, Wolfgang Lukschy, Sieghardt Rupp, Antonio Prieto, José Calvo, Margarita Lozano, Daniel Martín, Benito Stefanelli, Bruno Carotenuto, Joseph Egger, Mario Brega, Aldo Sambrell

Comentário: Foi com alguma desilusão que assisti ao primeiro filme da Trilogia dos Dólares. Não sei se foi a péssima qualidade da cópia ou o facto de não me conseguir abstrair, de todo, da dobragem em italiano sobre as falas do Clint Eastwood. Deixo o benefício da dúvida para uma segunda visualização. De resto e para já, fora um ou outro movimento de câmera virtuoso, os famosos compassos de espera, a autenticidade da direcção artística e a extraordinária banda sonora de Ennio Morricone, o filme fica algures entre o disparo e o disparatado. O final é um grande final, mas o que ficou para trás deixou-me na dúvida.

16 comentários:

  1. viste-o em casa ou cinema? Faz toda a diferença, claro

    http://ordet1.blogspot.com/

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  2. CARLOS NATÁLIO: Creio que uma boa sessão de cinema é possível tanto em casa como no cinema, mediante as condições e mediante o filme. Pessoalmente, prefiro sessões em casa. O DVD que tenho, comprei-o na FNAC. É da Costa do Castelo Filmes. Não sei se há versões remasterizadas do filme, esta que vi não é. Admito que a qualidade da cópia possa, nesta minha primeira visualização da obra, ter-me influenciado significativamente. Porém, o filme não me pareceu nada de mais, fora a sua importância histórica para a emancipação do western spaghetti que, do ponto de vista artístico, pode significar tudo ou nada. Já sabia que era inferior aos dois seguintes e ao cinema que Leone viria a fazer depois... mas de facto creio que é bastante inferior.

    Qual é a tua opinião sobre o filme?

    Cumps.
    Roberto Simões
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  3. Confesso que a filmografia de Sérgio Leone é algo que preciso conhecer melhor.

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  4. Pois que desilusão para mim a tua nota...sei e concordo quando dizes ser inferior aos que lhe seguiram, mas não o acho assim tanto.
    Parece-me que sim merece outra visualização e níveis de expectativa mais baixos, pois quando o vi foi o meu primeiro Western Spaghetti e Leone e ficou-me profundamente enraizado. Acho-o um filme linear, inteligente e muito cuidadoso em começar a apresentar as características do seu subgénero embrionário.

    Revê-o e abstente do facto de teres visto as obras máximas do realizador, posteriores a este, antes. Conheço pessoas que tiveram a mesma sensação.
    Na minha perspectiva considero-o um grande filme dentro da sua medida claro, que dá o mote.

    abraço

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  5. Para te ser sincero já vi o filme há uns quantos anos e precisava de o rever para uma opinião mais justa.
    Tinha no entanto como tu ficado com a sensação de que era o mais fraco da trilogia...

    Concordo que ver cinema em casa é maravilhoso. No entanto, há coisas que só a sala de cinema nos traz. (atenção, eu vejo cinema em todo o lado, até num vão de escada se for preciso). Mas consoante os espaços of filmes mudam. Uma sala de cinema predispõe e "obriga" o espectador. E a recompensa dessa resistência é frequentemente mais intensa.

    Abraço,

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  6. MATEUS SOUZA: Rapidamente se tornou num dos meus realizadores preferidos. ONCE UPON A TIME IN THE WEST - ACONTECEU NO OESTE e ONCE UPON A TIME IN AMERICA - ERA UMA VEZ NA AMÉRICA são obras máximas do Cinema.

    JORGE: Vamos ver. Mas olha que foi mesmo decepcionante e não sei se terá sido só das expectativas. Não quero ser precipitado, mas de facto até um filme banal como o remake do James Mangold, com o Russell Crowe, achei mais entusiasmante. Por isso vê lá! ;)

    CARLOS NATÁLIO: Já fui mais ao cinema. Há salas e salas, evidentemente, mas nenhuma como a de minha casa ahahah Um dia destes hei-de rever este POR UM PUNHADO DE DÓLARES. Agora tenho que ver é o POR MAIS ALGUNS DÓLARES, para verificar a evolução.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  7. Viva,

    Bem, na verdade a dobragem italiana tem que se lhe diga. A voz de Eastwood foi feita pelo grande actor italiano Enrico Maria Salermo. É graças a esse senhor que o próprio Eastwood foi tirar ideias para a pausada linguagem que haveria de utilizar nos outros dois filmes da trilogia.

    O DVD Portugês é óviamente fraco enquanto qualidade de imagem, mas nos dias que correm é quase imperdoável não conseguir uma boa versão via webshops. Eu comprei a versão gringa da MGM, que para além de ter o filme restaurado e engordado, conta com um DVD repleto de extras. Mandei vir daqui:

    http://hmv.com/hmvweb/displayProductDetails.do?ctx=280;0;-1;-1;-1&sku=344744

    Espero que um dia tenhas oportunidade de ver o filme com a qualidade que lhe merece, porque razoável é algo que este filme jamais será.

    Abraço.

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  8. PEDRO PEREIRA: Obrigado. A cópia à venda entre nós mais parece uma daquelas cópias baratas das feiras. A sério, é vergonhoso. Ainda para mais ao preço a que está. Darei uma outra oportunidade ao filme, claro.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  9. Amigo Roberto, como é óbvio não concordo contigo na análise ao filme! Se não gostaste do filme dificilmente gostarás de DJANGO ou O GRANDE SILÊNCIO, de Sergio Corbucci. A comparação com ACONTECEU NO OESTE ou O BOM O MAU E O VILÃO não é justa porque estes filmes beneficiaram de orçamentos astronómicos para a altura! Quanto ao DVD da Costa do Castelo Filmes não acho que seja assim tão mau mas eu não costumo ser muito exigente nesse capítulo! Espero contudo que o amigo Roberto mantenha o interesse nos westerns-spaghetti!
    Um abraço!

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  10. Recordo-me de ver esse filme. Um puro filme a servir-se do carisma de Clint Eastwood como cowboi justiciero mas que demora muito a chegar ao grande final potente.

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  11. EMANUEL NETO: Tão-pouco é uma análise, Emanuel. A comparação com outros filmes do realizador é de todo válida, parece-me, sendo que tive em conta os valores de produção e os valores artísticos. E é dos artísticos que senti falta, nesta minha primeira visualização da fita.

    ARM PAULO FERREIRA: Estou totalmente de acordo.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  12. Mas Roberto, este filme marcou exactamente um determinado conceito artístico que levou à produção de cerca de 600 filmes em coisa de 20 anos! Aqueles planos não existiam antes deste filme.

    Nem eu, nem tu vivemos essa época, mas a história está escrita. Se tiveres interesse nisso sugiro que faças alguma pesquisa.

    Mas digo-te. Graças a este filme tivemos por exemplo um Spilberg a transportar as câmaras para Espanha, onde filmaria parte do terceiro Indiana Jones. Ali onde anos antes Leone, Sollima, Valerii ou Corbucci filmavam gajos em cima de cavalos com orçamentos sacados a ferros. Até George Lucas haveria de sugar inspiração para os seus Star Wars. Incrível não é? Se um dia vires o Gigantes em duelo - I giorni dell'ira perceberás do que falo.

    Enfim. Creio que estás a ser demasiado critico para um filme que não deve nada à matriz clássica.

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  13. PEDRO PEREIRA: São sobejamente conhecidas as críticas por mim feitas à qualidade da versão do filme a que assisti, que pode ter sido preponderante. Deixo o benefício da dúvida e espero voltar a assisti-lo, numa versão digna.
    Independentemente disso, tenho-te a dizer que o que me interessa no filme são os seus valores artísticos e não os seus valores históricos. Históricos, no sentido da sua relevância e importância para o Cinema e para o género.
    Tudo isso que dizes é deveras interessante para a minha compreensão do filme enquanto objecto, na sua totalidade. A minha perspectiva, contudo, será sempre a artística.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  14. ROBERTO: Aqui fica mais uma anuência à tua opinião (como vês não discordamos em tudo) - este primeiro filme é de facto o "menos bom" da trilogia, o que na realidade não é de estranhar, devido ao fraco investimento. Eu tenho todos esses filmes já em blu-ray, pelo que a qualidade inferior da tua cópia não se sobrepôs ao teu juízo crítico.
    Achei piada à afirmação de qua a melhor "sala" de cinema se encontra em tua casa. Completamente de acordo, substituo apenas a "tua" pela "minha", ahahah. Mas a verdade é que cada vez mais nós, os amantes de Cinema, temos de criar excelentes condições de visionamento no nosso próprio ambiente. Porque desde a "invenção da pipoca" que não tenho paciência para frequentar uma sala pública. E quando a vontade é mesmo muita de ver esta ou aquela novidade escolho sempre uma primeira sessão de um dia de semana, para assim diminuir as possibilidades de ocorrências estranhas ao visionamento do filme.

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  15. RATO: Pelos vistos não discordamos de tudo, não ;) Pois, eu deixei o benefício da dúvida para a qualidade da cópia. A seu tempo procederei a uma segunda visualização. Mas para já posso adiantar que não gostei muito, de facto.
    Quanto ao segundo tópico do teu comentário, sem dúvida. Prefiro a "minha" sala. Tem graça porque, como em conversas anteriores afirmaste, como pertences a uma outra geração, à partida poderias nutrir um amor especial pela sala de cinema, em detrimento do "home cinema". Mas de facto, não à nada como a "nossa" sala, para mim. Não é só as pipocas, é toda a panóplia de ruídos, de distracções, o próprio desconforto da sala jamais rivaliza com o meu maravilhoso sofá. A experiência já nos previne contra essas "ocorrências estranhas" - e sabemo-lo: há com cada uma, por vezes!

    Cumps.
    Roberto Simões
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  16. O filme me passou a mesma impressão, é como que as cenas estivessem incompletas, é um filme interessante para o genero, mais essa positividade toda é dada por pessoas que não tem opinião própria, vão pela maioria por embalo e se recusam a mudar. O filme é rázoavel sim, o que é acima da média em toda a trilogia é a trilha sonora. Por exemplo Keoma, Era uma vez no oeste, O Purgatorio, Jerry Lewis - O Rei Do Laço, são bem melhores.

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CINEROAD ©2017 de Roberto Simões