sexta-feira, 8 de abril de 2011

CISNE NEGRO (2010)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: Black Swan
Realização: Darren Aronofsky

Principais Actores: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Ksenia Solo, Kristina Anapau, Benjamin Millepied, Janet Montgomery, Sebastian Stan, Toby Hemingway, Mark Margolis, Tina Sloan


Crítica:

I just want to be perfect.

O LAGO DOS CISNES

Perfection is not just about control.
It's also about letting go.

Esvoaça, arrepiante, o assombro da noite. Respiração, pirouette. Desferindo o luar com a graça das suas monstruosas e negras asas, invade o silêncio do vazio e a quietude das águas, num movimento voraz. É a fúria da natureza, o íntimo libertador. Do sangue e trevas do seu olhar, emana o terror. É o espectro da morte, consumido pela obsessão, invejando o amor. É o Cisne Negro, o lado oposto da criação, que triunfa sobre a pureza das coisas... O bailado, por força e impulso da magistral composição de Tchaikovsky, conduz a fábula ao clímax trágico e apoteótico. O passo final, delicado e sublime, toca a catarse e a trascendência, no interior ora angustiado ora aliviado do espectador. É essa a beleza da arte, o de mexer com as nossas emoções e Aronofsky - um dos mais ousados e geniais realizadores dos nossos dias - fá-lo extraordinariamente bem, doseando paixão e mestria num uníssono retumbante. Não admira, pois, que assistir a uma das suas obras se torne numa experiência avassaladora e absolutamente inesquecível.

Do sonho à concretização da perfeição, a vida real da bailarina Nina Sayers (brilhante Natalie Portman, num papel duro e devastador) transforma-se num pesadelo vertiginoso. As notas acentuadas de Clint Mansell insistem e persistem num ritmo pulsante, que penetra o nosso inconsciente (genial banda sonora, diga-se de passagem). A pressão é imensa: ao palco voltará o clássico O Lago dos Cisnes, numa nova produção que se pretende visceral, e o director artístico, Thomas Leroy (Vincent Cassel), procura a sua nova little princess, uma vez que a cobiçada diva Beth Macintyre (Wynonda Rider) - You all have had the chance and the privilege to be enchanted, transported, and even sometimes devastated by the performances of this true artist - se vê afastada pela fonte e crueldade da profissão: a juventude, da qual já não dispõe.

We all know the story. Virginal girl, pure and sweet, trapped in the body of a swan. She desires freedom but only true love can break the spell. Her wish is nearly granted in the form of a prince, but before he can declare his love her lustful twin, the black swan, tricks and seduces him. Devastated the white swan leaps of a cliff killing herself and, in death, finds freedom.
Thomas

Candidatas ao lugar não faltam ou não fosse esta a oportunidade de uma vida. Porém, haverá entre elas alguma capaz de personificar, simultaneamente, o Cisne Branco (a virgem inocência) e o Cisne Negro (a perversa e libidinosa malvadez)? A qualidade técnica de Nina é reconhecida, mas será ela capaz de desempenhar também o traiçoeiro Cisne Negro, ser absolutamente confiante, sensual e possuído pelo Mal?

Thomas: The truth is when I look at you all I see is the white swan. Yes you're beautiful, fearful, and fragile. Ideal casting. But the black swan? It's a hard fucking job to dance both.
Nina: I can dance the black swan, too.
Thomas: Really? In 4 years every time you dance I see you obsessed getting each and every move perfectly right but I never see you lose yourself. Ever! All that discipline for what? (...) Perfection is not just about control. It's also about letting go. Surprise yourself so you can surprise the audience. Transcendence! Very few have it in them.

Para Nina, o Cisne Negro torna-se uma obsessão, desde logo. Sempre foi determinada, incansável e tremendamente exigente consigo própria, mas aquilo que fará para conseguir o papel transgredirá todos os seus limites. À sua volta, as colegas. Numa competição feroz e implacável, revelam-se tudo menos amigas. Só poderá contar consigo mesma e a pressão tenderá a estrangulá-la: the only person standing in your way is you. Thomas provoca-a, intimida-a e destabiliza-a, deixando-a ainda mais insegura.

Thomas: You could be brilliant, but you're a coward.
Nina: I'm sorry.
Thomas: Now stop saying that! That's exactly what I'm talking about. Stop being so fucking weak!

Em casa, vê projectados sobre si os sonhos e as frustrações de uma mãe possessiva e opressiva (Barbara Hershey, como Erica Sayers), uma fracassada bailarina no passado. As subtilezas narrativas deixam perceber uma relação incestuosa que é escondida com vergonha. O quarto de Nina, aliás, é um quarto de menina. O cenário fala por si: Nina ainda não tem independência moral, as suas decisões reflectem os juízos da mãe. É por isso que é tão simbólico quando Nina agarra em todos os seus peluches e os atira ao lixo. É um corte com a infância e com a inocência do Cisne Branco, o que tenta fazer. O caminho é a incessante busca pela perfeição. A transformação é literal e começa no seu interior.

I got a little homework assignment for you.
Go home and touch yourself. Live a little.
Thomas

Os espelhos. Sempre os espelhos, de decór em decór. A mise-en-abyme começa: o Cisne Branco tem um gémeo, o Cisne Negro. O alter ego, a sombra que o lago reflecte perante a lua cheia. A dicotomia Bem e Mal, agente da criação. Nina tem igualmente que encontrar o seu reflexo, a face oculta da alma, para interpretar o papel na sua plenitude. Essa descoberta pessoal é essencial a qualquer artista, a qualquer performer que se entregue totalmente. A masturbação é, ela também, uma metáfora do espelho - touch yourself - a exploração da sexualidade connosco próprios. A sexualidade define, em certa medida, a nossa própria personalidade. A concretização das nossas fantasias e desejos reprimidos levar-nos-á - sempre - de encontro à nossa essência. Não será por acaso, porventura, que para os artistas a libertação sexual é tão importante e determinante para aquilo que eles fazem. Só um espírito verdadeiramente livre será capaz de exprimir o outro com verdade, sendo inteiro naquilo que desempenha. Por mais que Nina beije ou seduza Thomas, numa tentativa de libertação, não será a cunha que a conduzirá ao triunfo. E por mais que ele a deseje - That was me seducing you. It needs to be the other way around -, não serão esses impulsos que se sobreporão aos desígnios da arte.

The real work would be your metamorphosis into her evil twin.
I know I saw a flash of her yesterday, so get ready to give me more of that bite.

Thomas

Para riso e intriga da companhia, o papel é-lhe atribuído. O êxtase não poderia ser maior, nesse momento, mas como honrar a elevadíssima confiança e expectativa que nela depositaram? Como superar-se a si própria, silenciando todos os rumores e realizando-se pessoalmente? Espera-a o abismo, nos meandros da psicose.

What did you do to get this role? He always said you were such a frigid little girl. What did you do to change his mind? Did you suck his cock? (...) You fucking whore! You're a fucking little whore!
Beth

Às tantas, a obsessão transtorna-a ao ponto de as suas atitudes se tornarem irreconhecíveis. This role is destroying you, diz-lhe a mãe. Nina perde a noção do real, começa a sofrer alucinações que transformam o realismo trémulo da câmera ao ombro no surrealismo visual que as feridas e as visões fantasiosas fortalecem, progressivamente. Os golpes nas costas prenunciam a metamorfose. Os contornos do drama e do thriller psicológico dão então lugar ao susto e ao suspense, a traços marcadamente tenebrosos. A atmosfera depressiva torna-se assustadora e sufocante, para a qual a sofisticação dos efeitos sonoros se mostra decisiva. Os efeitos digitais são subtis e permitem, com eficácia, a materialização da metáfora. O arrojo técnico é, aliás, permanente e notável. A impressionante fotografia de Matthew Libatique, sempre sensível à luzes e às sombras, ao branco e ao preto, procura, no primor da mise-en-scène, os enquadramentos mais significantes (pelo constante jogo de espelhos, nomeadamente). O espectador - completamente aprisionado - sustém a respiração, perante o imprevisível. Nina aceita finalmente o convite da colega Lily (Mila Kunis), bailarina com o perfil ideal para desempenhar o Cisne Negro, e sai à noite, contrariando as regras maternais. Aventura-se com os homens, com o álcool e com as drogas, deixando-se levar. Depois, a horas tardias, torna a casa com Lily e fecham-se no quarto, envolvendo-se ambas para além do erotismo. It's called privacy, I'm not 12 anymore! Confluem, no limiar da emancipação, os medos e os desejos reprimidos.

Erica: What happened to my sweet girl?
Nina: She's gone!

Pontas, pó, figurino e plumas. Cisne Negro assume, no último acto, uma cadência alucinante, para a qual contribuiu, determinantemente, a montagem de Andrew Weisblum. Mais do que por rebeldia, Nina é assolada por uma violência incontrolável e desconhecida. Os reflexos no espelho ganham vida própria. Está possuída pela obsessão, qual Odette pelo feitiço de Rothbart. Tornou-se um monstro, consumida pela ambição. Mais do que tantas vezes contraproducente, como é destrutivo, o caminho para a perfeição. Natalie Portman atinge o zénite da sua transfiguradora performance. O espectador perde-se entre o real e o imaginário e rende-se à imponência do espectáculo que Aronofsky concretiza, poderosamente. A obsessão pelo perfeccionismo ecoa também na realização. Sobre o palco, a spotlight desce sobre Nina. Fecha-se a estrutura circular da obra. É o seu momento; conseguirá Nina superar-se? E, como em todas as danças ao longo do filme, a câmera de Aronofsky flui com uma leveza, destreza e eloquência exímias, como se puro ballet executasse. Que virtuosismo, na arte de filmar. Fossem todos os filmes assim. Sobre o colchão, por fim, abate-se a tragédia. O adeus, o último aplauso. Um clássico instantâneo.

I was perfect...

29 comentários:

  1. Muito bem Roberto, excelente análise. Este filme é mesmo das melhores coisas que vi nos últimos tempos. O prémio à Natalie Portman dificilmente escapará, veremos se também leva o de melhor filme.

    ResponderEliminar
  2. Estavas inspirado. Boa escolha a do tema do Lago dos Cisnes em background. Eu gostei bastante do filme. Tem as suas falhas, claro. E são evidentes. Mas a verdade é que o produto final é tão forte, bonito e negro, que o resto tudo se perdoa. Natalie Portman merece o Óscar, claro. Excelente crítica mesmo.

    ResponderEliminar
  3. Não tenho palavras para descrever o quão belo este filme é.

    Quando tiver oportunidade de o rever, passarei por aqui novamente para um comentário mais construtivo.

    Muito Obrigado por esta análise atenta e precisa a mais uma obra de Darren Aronofsky :)

    ResponderEliminar
  4. Gostei muito do filme - sobretudo da câmara, da montagem e, claro, da Portman. Se há algum defeito (não se pode assim considerar, enfim, é mais uma coisa que me pôs de pé atrás) é o exagero que o Aronofsky põe a tomar conta nalgumas cenas, coisas que eram perfeitamente escusadas que tornam a mensagem forçada. O filme perdeu o encanto que tinha quando o revi, daí que não seja o meu preferido na corrido para os Óscares. Mas não deixa de ser um grande filme.

    ResponderEliminar
  5. Qual o teu preferido Flávio? Já sei que também não gostaste do Social Network, e se também não é este Black Swan...

    ResponderEliminar
  6. Transcendente, absolutamente transcendente! Beleza e horror confluem de forma magistral, pela visão ousada e genial de Aronofsky, pela interpretação visceral de Portman, pela tensa orquestração de Mansell! Sublime!

    Excelente análise! É sempre um gosto ler estas tuas críticas ;)

    ResponderEliminar
  7. O meu preferido, João, contra todas as minhas expectativas, é o Discurso do Rei :) Já o viste?

    ResponderEliminar
  8. Aronofsky é grande. Não desilude. Estou super curioso para ver o que ele vai fazer no filme Wolverine, ainda para mais quando ele já disse que as pessoas que o contrataram não sabem o quão ousadas foram em escolhê-lo.
    Um destaque para Portman que foi fabulosa. O Óscar será dela.

    ResponderEliminar
  9. JOÃO GONÇALVES: Muito obrigado, João. Raras são as vezes em que vou ao cinema; é sabido que prefiro de longe o conforto e a atmosfera do home cinema. Mas desta vez tenho a dizer que é por filmes como CISNE NEGRO que a experiência de ir ao cinema faz todo o sentido. Natalie Portman tem um desempenho incrível, sem dúvida.

    TIAGO RAMOS: Na verdade, o filme não me saía da cabeça e julgo libertadora a ideia de fazer a crítica. Fui como que obrigado ;) Não julgo o filme perfeito, mas tenho curiosidade em saber que falhas apontas, por exemplo. Obrigado pelo elogio ;)

    MIGUEL: Obrigado eu, pelo seu comentário e por partilhar connosco a sua opinião sobre este belo - sim, apesar e tudo belo - filme. Quando quiser passar por cá com o seu testemunho mais construtivo, sinta-se em casa.

    FLÁVIO GONÇALVES: Também gostei muito. Quanto aos exageros, podias dar exemplos, de forma a precisar a tua opinião?

    RICARDO VIEIRA: Não desilude de forma alguma. Gostei mais deste CISNE NEGRO do que do realismo de O WRESTLER; impere o gosto pessoal. Quanto ao WOLVERINE nem comento. Desse sim, tenho medo.

    CATARINA NORTE: Muito obrigado ;) É também muito bom receber o vosso feedback positivo. Quanto ao teu comentário, terei eu forma de não o subscrever inteiramente?

    Obrigado a todos pelos comentários!

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  10. Sim, Roberto. Por exemplo: quando entramos na mente da Nina e há toda aquela sequência, na recta final, que acaba com o embate da sua cabeça na cama. Aquele delírio, transfigurado nas pernas a "partirem-se" para patas, os olhos vermelhos e toda a fantasia que respeitava as costas dela... ou, pior, quando ela notou que os pés se uniam, como patas de cisne. Tudo isso é exagero, que para mim podia ter funcionado melhor - ou que podia nem existir, se o realizador preferisse ter jogado com as subtilezas. Mas já sabemos que subtilezas não é com ele ;)

    ResponderEliminar
  11. FLÁVIO GONÇALVES: Sinceramente, eu vejo muito mais subtileza em THE FOUNTAIN ou em CISNE NEGRO do que em muita coisa que se faz por aí. Até os efeitos especiais deste CISNE os considero subtis. Se esses excessos que referiste são os excessos - as patas, os olhos - não estou de acordo. Gostei bastante desses excessos. Em CISNE NEGRO tens algumas sequências de carne, unhas e sangue, mais gore - aí sim não há subtileza.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  12. Estranho, dessas não me lembrei mas foram do meu agrado :p Quanto às subtilezas, continuo a achar que ele não joga muito com elas. Mas eu acho que nele, no Aronofsky, funciona. O Requiem for a Dream é tudo menos subtil, ou seja, mexe em tudo que é pormenor de forma aproximada, e se tiver que ser violenta. Porque com ele é eficaz, lá está. A sequencia de 7 mins do Fountain é uma explosão, é um delírio completo, sensorial, transcendente. Não é subtil deste ponto de vista (noutro, por exemplo quanto às metáforas e às referências míticas, reconheço que o seja), mas funciona. Percebes? Claro que, no entanto, concordo quando dizes que é mais que muita coisa que por aí se faz. De todos, achei O Cisne Negro o mais evidente.

    ResponderEliminar
  13. FLÁVIO GONÇALVES: Entendo, agora entendo. Creio até que é uma questão paradigmática em Aronofsky: a extrema sensibilidade (a a subtileza a ela inerente) e simultaneamente, na mesma obra, a frieza, o choque ou a monumentalidade da experiência fílmica, tanto pelo ritmo como pelas técnicas visualmente estonteantes.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  14. Permite-me ainda ressaltar o fabuloso e fulcral papel do som neste filme. Achei um deleite ouvir o bater das asas, o sibilar contínuo da frase "sweet girl" ao longo das sequências (como no da discoteca ou quando a Nina e a outra estão juntas na cama) ou mesmo a introdução abrupta de outros sons, como o do metro. Essas subtilezas, sim, agradaram-me imenso :)

    ResponderEliminar
  15. FLÁVIO GONÇALVES: Sem dúvida, o som é um aspecto essencial na criação da atmosfera. E não sei até que ponto é que o som não assusta mais do que a imagem. Isto a propósito de ontem ter visto um relâmpago daqueles e, logo depois, o respectivo trovão e só com o trovão estremeci, tal a potência do som.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  16. Ainda não vi Flávio. É daqueles que já vou de pé atrás, infelizmente. Não sei explicar.

    ResponderEliminar
  17. Não posso denegrir por completo este "Cisne Negro", mas é certo que poderia ter sido muito mais do que foi. Uma produção tão galante com passagens tão medíocres e um argumento muito mal resolvido em termos de temática e abordagem. Natalie Portman está sim de uma excelência esplendorosa, e a imensidão do filme deixa o espectador boquiaberto. Still, Aronofsky propôs, voluntária ou involuntariamente, a algo superior. Gostei da crítica, muito apurada, parabéns.

    ResponderEliminar
  18. Grande crítica. Não só muito completa, como já nos vens habituando, mas muito sentida, sincera, e a fazer jus ao poder e esplendor do filme, que é um dos melhores que tenho visto.

    Concordo com quase tudo o que o Flávio diz (ex: os sons), excepto os exageros de que fala. Para mim, foi uma dose de fantasia que me envolveu ainda mais, que mais mexeu com a minha mente e o meu imaginário e, como tal, funcionou muito bem. O cinema não tem de ser sempre cru e realista - felizmente.

    ResponderEliminar
  19. MARCELO PEREIRA: Agradeço a congratulação ;) Boa sorte para o teu novo blogue ;) Quanto ao filme, poderia, porventura, ter sido mais do que aquilo que foi e é. Quanto a mim, contudo, essa é uma exigência tremenda. Fossem todos os filmes deste gabarito. Não identifiquei nenhuma passagem propriamente medíocre.

    DIOGO F: Obrigado ;) Também gostei bastante da tua, mais tecnicista. O cinema é rico nas suas formas e abordagens. Este CISNE NEGRO, mais poético, é, porventura, aquele tipo de cinema que mais se identifica comigo.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  20. A crítica está belíssima, Roberto. E estamos perfeitamente de acordo. É incrível a poesia da câmara de Aronofsky, a capacidade de explorar as valências dramáticas na pele de Portman. BLACK SWAN é um imensa experiência sensorial, desde o visual magnífico à ambiência sonora portentosa, que o Flávio relembrou, mas o génio de Aronofky leva-o a uma manipulação quase física, arrepiantemente física. Assim, ir ao cinema ganha sentido, não é?

    Cumprimentos,

    Gonçalo Lamas

    cineglam7.blogspot.com

    ResponderEliminar
  21. Concordo imenso com a essência que falas do filme. De resto, acho o filme uma obra superior e, claramente, um clássico instantâneo.
    Frank and Hall's Stuff

    ResponderEliminar
  22. GONÇALO LAMAS: Absolutamente. É certo que fui a uma sala relativamente privilegiada, tecnicamente falando - e como isso faz a diferença - mas é claro que o filme por si só é de uma qualidade inegável. Estamos uma vez mais em sintonia e obrigado pelo elogio ;)

    BRUNO CUNHA: Estamos, então, absolutamente de acordo.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  23. Bela crítica, gostei muito. Quanto ao filme, é um assombro. Gostei bastante. É mesmo o que mais gostei até hoje de Aronofsky.

    Desde a fotografia ao argumento, passando pela excelente montagem e realização todo o filme se revela intenso, viciante e pulsante. É uma experiência arrebatadora, do mais gritante que tenho visto ultimamente. Transformou-se instantaneamente num dos tais que se aproxima e muito da perfeição, naquele limiar, naquele fio que equilibra e harmoniza todos os departamentos. Ao qual depois é muito difícil dizer o que falhou, se é que alguma coisa aqui falha, ou tenha defeito sequer. Magnífico.

    abraço

    ResponderEliminar
  24. JORGE: Obrigado ;) Não sei se se aproxima da perfeição, mas lá que é um colosso, lá isso é e partilho da tua opinião.

    A todos os leitores e visitantes, sugiro o debate interessantíssimo e complementar que se gerou a respeito de CISNE NEGRO e do corpus de Aronofsky, neste post: »CLIQUE AQUI«

    Roberto Simões
    CINEROAD

    ResponderEliminar
  25. Eu simplesmente adorei este filme, não estava nada á espera do que iria ver, mas adorei.
    É daqueles filmes que nos revoltam as entranhas, que quer queiramos ou não, mexe conosco. É um filme emocionante e perturbador até ao último minuto.
    Excelente desempenho de Portman ;)
    Bjks

    ResponderEliminar
  26. Pronto, mais vale tarde que nunca;) Adorei o teu texto, fazes uma análise muito completa.De resto partilho da tua opinião sobre o filme.

    Bjs

    ResponderEliminar
  27. Crítica lindíssima Roberto, a fazer jus à beleza poética do filme. Como já disse na minha crítica, o filme é verdadeiramente apaixonante, envolvente, forte e bonito.

    Contudo, tem várias falhas que, à primeira vista, não sobressaem tanto e que me impedem de o aceitar como o melhor que o ano nos deu. Mas ainda assim é um belo produto final que Aronofsky nos dá. Nunca será o seu melhor porque ele nunca fará nada que chegue a REQUIEM mas enfim, se ele conseguir um resultado destes a cada novo filme, eu fico satisfeito.

    Cumprimentos,

    Jorge Rodrigues

    ResponderEliminar
  28. GEMA: Perturbador, completamente. É uma experiência dilacerante.

    MANUELA COELHO: Obrigado ;) Estamos então de acordo, uma vez mais.

    JORGE RODRIGUES: Muito obrigado ;) Na minha opinião é claramente um dos melhores do ano e, tendo em conta os nomeados para os Óscares, não sei se não será o melhor dos 10. Adoro THE FOUNTAIN, é o meu preferido do realizador, ainda que tão diferente do também excelente e genial REQUIEM FOR A DREAM.

    Roberto Simões
    CINEROAD

    ResponderEliminar
  29. Acho este filme superestimado. Há alguns lugares-comuns: o diretor francês para dar credibilidade ao ballet dos EUA, o assédio do diretor sobre a bailarina, a artista que se doa pela arte, a ponto de comprometer a própria vida, a colega invejosa, a mãe repressora e frustrada que projecta a própria infelicidade na carreira profissional da filha...

    Natalie Portmann revelou-se excelente actriz em Goya, mas faz filmes demasiado, um atrás do outro, parece que o mundo está a acabar.

    ResponderEliminar

Comente e participe. O seu testemunho enriquece este encontro de opiniões.

Volte sempre e confira as respostas dadas aos seus comentários.

Obrigado.

CINEROAD ©2016 de Roberto Simões