segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

«As Escolhas Inéditas» #5

Escolhido #5 - Diogo Figueira,
autor do blogue A Gente Não Vê

O filme que define os últimos 3 anos de cinema:Avatar (2009), de James Cameron

O Drama dos Dramas:Sete Pecados Mortais (1995), de David Fincher

O melhor Romance de sempre:Casablanca (1942), de Michael Curtiz

O expoente máximo do filme de Guerra:Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola

O filme de Terror que define o género:Shining (1980), de Stanley Kubrick

Agradecimentos especiais: Diogo Figueira.

18 comentários:

  1. Acho que aqui o Avatar estragou tudo.. mas de resto todas se adequam totalmente.

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  2. Avatar...cof cof
    E o Seven em drama dos dramas...xiiiii

    de resto parece-me bem

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  3. O Seven não é um drama, o Shining inseri-lo no terror é forçar a coisa e o Avatar... de resto boas escolhas.

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  4. Gostei da selecção. Avatar nunca seria a minha escolha, mas compreendo-a. É um marco, ainda que não seja devido ao argumento e afins.

    o Seven também não me parece adequado no drama, não consigo encaixá-lo aí. Para mim é um thriller autêntico, e magnífico a propósito.

    Casablanca é o cliché do romance, se bem que já tenha dito que também não o escolheria para este género pois vejo-o como um romance atípico. Mas percebo claro e aceito :)

    Apocalypse Now é um dos tais filmes óbvios para a categoria de Guerra, mas e infelizmente não me identifico, ou melhor percebo e até concordo, mas não o escolheria somente porque não me arrebata, não me enche as medidas.

    Quanto ao Shining nada a dizer, puro terror psicológico seja através do argumento ou da realização fantástica de Kubrick. Plenamente em sintonia :)

    abraço

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  5. Em primeiro lugar, o critério que utilizei não foi o gosto pessoal - estes não são os meus favoritos destas categorias. Digamos que tentei fazer um bocadinho como manda a segunda regra do Kant e colocar-me na pele dos outros, como um.

    Ainda assim, o que utilizei como critério não foram os gostos que acho que os outros têm mas sim aqueles que reunenm algum consenso da crítica, do público em geral, da comunidade da blogosfera. No caso do Avatar, tive em conta outros parâmetros, como a forma como cada filme contribuiu para a própria indústria, mais do que para o prazer estético de cada um de nós.

    O Seven, e já confirmei no e-mail que enviei ao Roberto, foi erro meu. Queria categoriza-lo no thriller. Peço desculpa a todos.

    O The Shinning, compreendo e sempre o conheci como sendo um filme divisivo quanto à categorização, essencialmente por lhe faltar a atmosfera negra de um Rosemary's Baby. No entanto, para mim, é um filme verdadeiramente assustador, com imagens que me perturbam e conduzem nesse sentido. Não salto da cadeira, mas acho que não o faço com nenhum, mas, por exemplo, as gémeas são inocentemente bizarras. Todo o o eco do vazio da gigante mansão me transporta para a imagem de um homem louco a deambular por aqueles corredores toda à noite. A fuga, naquele labirinto, a mesma coisa. A meu ver, o terror não tem de chocar, ou enojar (seria o horror), mas sim causar no espectador a sensação de não querer, de todo, estar naquela posição, por puro medo. E eu, pura e simplesmente, tenho medo do Jack, naquele filme. Tenho medo de estar naquela casa, de me cruzar com ele depois de não ser capaz de fugir ao eco dos seus passos, tenho medo de olhar directamente para aquele sorriso maníaco. Se de certa forma o podemos enquadrar na comédia ? Sim, podemos, mas uma comédia assustadora.

    Quanto a Avatar, antes de mais, remeto para os critérios que utilizei, que expliquei em cima e que posso clarificar se alguém quiser. Se gostei do Avatar ? Sim, gostei. É um grande filme ? Não, mas podia ter sido. Tem uma história fraquíssima, mas é todo um mundo fantástico que o público não pode negar, faz parte dos seus mais profundos desejos de fuga da sociedade e da realidade em que se inserem.
    Mas não foi por isto que o escolhi. O que é que vocês entendem como "o filme que define o cinema nos últimos 3 anos" ? Não podemos arrogar-nos a pretensão que julgar que o filme de que mais gostamos é o que define uma coisa tão dinâmica, tão diversa, tão variada, tão imparável como o cinema, que todos os anos produz centenas e centenas de produtos diferentes. Por isso, pensei, o que mudou muito e que filme contribuiu para isso ? Entrámos no paradigma do 3D, do qual espero sair, mas em relação ao qual caminhamos a passos cada vez mais largos. Pode ter mudado o cinema para sempre. E foi Avatar.

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  6. JORGE: Também não escolheria CASABLANCA sobretudo por essa característica, é um romance atípico. Quanto ao APOCALYPSE, esse enche-me as medidas todas todas todas ;D

    DIOGO F: Não creio que tenhamos entrado, propriamente, no paradigma do 3D; fora esse ponto, subscrevo-te inteiramente. Poucos filmes como AVATAR terão marcado de forma tão evidente os três últimos anos de cinema; e era isso que era pretendido. Pelas primeiras reacções nesta caixa de comentários, acabo por ficar espantado. O AVATAR cof cof e estragou tudo porquê? Desafio tanto o César como o Diogo a me responderem a esta questão.
    Quanto ao SHINING, considero-o um filme de terror, evidentemente.

    Obrigado a todos pelos comentários!

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  7. Como diria o João Palhares há uns tempos (aqui numa selecção destas, julgo que a minha) a propósito do filme que define os 3 últimos anos de cinema, ainda é muito cedo para fazer qualquer discernimento sobre isso. E o Avatar é o exemplo mais óbvio. Mudou o cinema? Por agora ainda não mudou nada. O tempo nos dirá se a porcaria do 3D veio para ficar (não acredito e espero bem que não, caso o contrário o cinema está perdido). Mas compreendo a escolha.

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  8. ÁLVARO MARTINS: Pois claro, Álvaro. Sabemos que daqui a uns meses ou anos podemos mudar de opinião e que a opinião geral sobre muito do que se vive hoje será outra. Admitimos isso, porque aprendemos história. A questão é que a pergunta é feita hoje. E hoje, para quem hoje acompanha o panorama cinematográfico, que filme define os últimos três anos de cinema. É essa a pertinência da questão.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  9. por debaixo daquela camada de 3D genial, o Avatar não é nada, ou seja... cinematograficamente define o cinema dos últimos três anos? Espero bem que as coisas não sejam assim tão redutoras. Há espaço para tudo no mundo do cinema, e o Avatar simplesmente enfeitiçou produtoras que pertencem a parte desse gomo, não é uma obra universal a meu ver. Mas sim, é o filme que mais deu nas vistas nos últimos 3 anos, e um marco da indústria do cinema americano...americano....o cinema é maior que isso

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  10. Agora que esta iniciativa está a chegar ao fim (outra se anuncia já para amanhã), julgo que a ilacção mais importante a tirar será o quanto é vão e inútil espartilhar os filmes em géneros específicos. Julgo que já me referi a isso noutro qualquer comentário anterior, mas não é demais repensar essa ideia. E depois, e objectivamente, tal catalogação não serve rigorosamente... para nada!

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  11. DIOGO: São opiniões. É claramente um marco do cinema americano que, por sua vez, é um fenómeno global.

    RATO: Nem esta iniciativa está a chegar ao fim - estranho o anúncio profético vindo de um rato - nem julgo que seja essa a ilacção mais importante a tirar de uma iniciativa que, post atrás de post, continua a motivar discussão. AS ESCOLHAS INÉDITAS continuam até anúncio oficial ;)

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  12. Conclusão errada, portanto. Mas penso que a iniciativa das escolhas já deu todo o sumo que tinha de dar. E as "discussões" não se irão afastar muito mais do que por aqui se tem visto. Ou seja, cada escolha é comentada sob o ponto de vista das preferências de cada comentador e, também segundo cada um deles, se o pé da "Cinderela" entra no respectivo sapatinho de cristal ou não.
    Mas, claro, isto é apenas um rato a conjecturar...

    O Rato Cinéfilo

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  13. Compreendo todas estas escolhas do Diogo, a do AVATAR em particular porque também tive que optar por ela (infelizmente).

    O resto das escolhas são porreiras, acabando por ser como dizem, o CASABLANCA é um grande filme mas não é um romance épico, dos habituais e o SEVEN não é propriamente um drama típico, mas são ambos excelentes filmes.


    Cumprimentos,

    Jorge Rodrigues

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  14. RATO: Para quem, como tu, considerar que o assunto se esgotou, terá certamente muito mais para ler neste blogue, a começar pela nova iniciativa que estreia amanhã e e pelas que virão. O debate não é tudo e, felizmente, o CINEROAD tem leitores novos todos os dias, que me fazem chegar o seu feedback, nomeadamente por e-mail, dizendo que adoram acompanhar estas listas e que me pedem para participar. Os posts desta iniciativa entram, dia após dia, no top dos posts mais vistos do blogue, tanto da semana como do mês.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  15. Epá, gostei muito do comentário do Diogo das 12:37 :)

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  16. Escolhas com as quais me identifico e muito!
    Avatar, para o bem ou para o mal, marcou estes últimos 3 anos…Apesar das deficiências do argumento, acho impossível não ficar maravilhado com o espectáculo visual que Pandora nos oferece…e concordo com a questão do paradigma do 3D que o Diogo referiu.
    Seven: entretanto vi a correcção do Diogo e só posso dizer que é uma escolha perfeita! A frieza de John Doe, conjugado com aquela atmosfera sombria, chuvosa e tensa, é algo de absolutamente arrepiante!
    Apocalypse Now é outra excelente, excelente escolha.
    The Shining…adorei a justificação do Diogo porque foi exactamente isso que senti! É um terror fortemente psicológico…e não quero nunca me cruzar com o Jack!
    Casablanca, sim, pode ser um romance atípico…mas é um grande, grande clássico…e entretanto lembrei-me de uma frase no Vicky Cristina Barcelona: “Maria Elena used to say that only unfulfilled love can be romantic.” Porque não encará-lo dessa forma?

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  17. Relembro a correcção que fiz no primeiro post, quanto ao Seven.

    De resto, obrigado por todo o feedback e cá estarei amanhã para responder a toda a gente (agora não dá mesmo).

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