domingo, 5 de setembro de 2010

300 de Zack Snyder, segundo Samuel Andrade

Agradecimento Especial:
Samuel Andrade, Keyzer Soze's Place

300 é o filme que ditou os moldes dos épicos históricos produzidos hoje em dia e para os anos vindouros: visceral, directo e, em última instância, absolutamente emocional.

O seu sucesso artístico define-se, fundamentalmente, por dois motivos:
1) o argumento da banda desenhada assinada por Frank Miller, que ao "fugir" à mera lição de História, introduzindo um ambicioso ambiente surreal a este episódio da Antiga Grécia, permitiu a conservação do teor lendário que a Batalha das Termópilas ostenta e salientou as gigantescas contrariedades suportadas pelo exército espartano;
2) e o inevitável empenho dedicado ao trabalho visual da película mostrou — à época — que o cinema digital chegara para ficar, podia ser usado em função duma narrativa de qualidade e tornou 300 numa obra melhor desfrutada (permitam-me o atrevimento) apenas em grande ecrã.

No cômputo geral, trata-se de um épico no verdadeiro sentido do género: com a grandiosidade da golden age de Hollywood e o melhor dos prodígios visuais que só a Sétima Arte permite.

8 comentários:

  1. Uma autêntica "praga", estes produtos digitais! E o "Avatar" prenuncia tempos ainda piores, agora com o 3D como a "última novidade".
    Ah, cinema, cinema, por onde andam os teus pais, que te abandonaram no carrocel da feira?

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  2. 300 é um exemplo primário de como a tecnologia digital pode ser uma vantagem para o Cinema.

    Infelizmente, devo reconhecer que têm sido raras as vezes em que tal acontece...

    Mas 300 não é só CGI; é um épico fantástico, que mostra uma realidade paralela com o mesmo vigor de épicos que investiram mais em figurantes, proporcionando o mesmo espectáculo e emoção.

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  3. Gosto. É um épico revolucionário, visualmente e emocionalmente arrebatador. Só por isso é um prazer assistir. Claro que o argumento não é nada de mais, revela-se até limitado e com pouca substância, mas é o suficiente para nos entreter duas horas ao mais alto nível. Artisticamente não terá tanta qualidade, ainda que a fotografia e os efeitos especiais estejam no melhor que a década ofereceu.

    Pessoalmente é mesmo um filme que recorro muitas vezes, é inevitável para mim :P

    abraço

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  4. Ah e claro mantém viva a lenda dos Espartanos. Faz jus à sua memória, nesse aspecto acho conseguido o épico. Aliás, na minha opinião, é mesmo um grande épico, que possui falhas por um lado é verdade, mas que detém por outro mais-valias que muitos ambicionariam ter.

    abraço

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  5. Este filme é daqueles cujos gostos ou apreciações são, de facto, muito díspares. Pessoalmente, gosto do filme. Sabem aqueles que me seguem como aprecio uma linguagem visual arrojada e irrepreensível - não importa os meios por meio dos quais, passe a redundância, se concretize essa linguagem.
    Desse modo, 300 é um filme de maniqueísmos puros, bons vs. maus, e com uma amplitude de argumento não só reduzida como redutora, talvez pela narrativa mais ou menos simplista da BD. Ainda assim, é um argumento razoável, tem princípio, meio e fim. Visualmente, contudo, a obra destaca-se como um verdadeiro prodígio! E a realização serve-se dos recursos digitais habilmente. Não é, de todo, um filme com um méritos suficientes para se impôr nos tempos futuros. Acredito que não. Mas já todas as tentativas de concretizar projectos desses fossem tão meritórias quanto esta.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  6. Já agora Roberto, qual a pontuação a este 300?...por curiosidade, se é que não vais publicar uma crítica. Arrisco nas 4*, o BOM.

    abraço

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  7. JORGE: Não está prevista, da minha parte e nos próximos tempos, nenhuma crítica ao filme, mas adianto-te que acertaste na pontuação que lhe atribuiria.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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