domingo, 7 de setembro de 2008

TRAFFIC - NINGUÉM SAI ILESO (2000)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Traffic
Realização: Steven Soderbergh

Principais Actores: Michael Douglas, Benicio Del Toro, Catherine Zeta-Jones, Don Cheadle, Luis Guzman, Dennis Quaid, Tomas Milian, Steven Bauer, Erika Christensen


Crítica:

PRESOS NAS MALHAS DA DROGA

If there is a war on drugs,
then many of our family members are the enemy.

And I don't know how you wage war on your own family.

Steven Soderbergh serve-se de u
ma imparável e trémula câmera à mão para tentar captar com o maior realismo possível o universo da droga e as suas consequências nas relações sócio-políticas entre o México e os Estados Unidos da América e nas relações dos seus concidadãos.

Desde o tráfico de droga ao consumo (às tantas, a obra mais parece um manual de aprendizagem do "como drogar-se em 3 tempos"), da dependência à difícil e sofrida desintoxicação e da alienação dos jovens à crescente superficialidade das relações, o retrato é profundamente crítico, pertinente e importante. Aliás,
Traffic - Ninguém Sai Ileso dá primazia à sua mensagem profunda e alarmante e raramente prescinde dela para efeitos artísticos. O filme conta com uma sóbria realização e com um trabalho de montagem verdadeiramente sublime. Na fotografia contamos com planos pouco calculados, espontâneos, e com uma oscilação dos tons saturados que é, todavia, de difícil justificação (ainda que pinte um mosaico agradável à vista). No campo das interpretações, os destaques vão para Benicio Del Toro, Tomas Milian e Erika Christensen.

Em suma:
Traffic - Ninguém Sai Ileso não é, de todo, uma obra-prima, mas é um inegável e brilhante triunfo dentro do género.

6 comentários:

  1. Nesta obra Soderbergh não cria heróis e sim mostra com realismo várias camadas do mesmo problema, as drogas. Desde a preparação, passando pelo tráfico, chegando até o usuário final sem poupar ninguém.

    Abrçaço

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  2. Muito bom ! Steven é um dos melhores diretores pra mim !

    Abraços .

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  3. Concordamos que não é obra-prima, mas acho ainda menos, um exercício de narrativa interessante mas demasiado ocntrolado. Prefiro a abordagem de Aronofsky em Requiem for a Dream.

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  4. ótimo filme, mas pra ser sincero preciso reve-lo, e as tres fotos que vc postou do filme, são incriveis, mostram as diferentes técnicas e lentes da fotografia do filme, gosto dessa aprte.

    abraço!!!

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  5. Um filme competente! Gosto bastante.
    Gostei também dos tons saturados da fotografia que citou na resenha, são diferentes tons de acordo com a história (apesar de ambas estarem entrelaçadas), assim, no México é um tom, na garota viciada outro, assim como na política, meio onde o pai da garota trabalha.

    Abraço!!

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  6. HUGO: Certo. Mas o que achou do filme?

    GABRIEL VON BORELL: Não o considero assim tão bom. Considero Soderbergh um realizador de altos e baixos.

    GUSTAVO H.R.: São obras totalmente diferentes. Mas entre elas prefiro o filme de Aronofsky, sem dúvida.

    YGOR MORETTI FIORANTE: Eu também o revi agora. Mas a minha apreciação manteve-se.

    RAPHAEL VAZ: Eu gosto da saturação das cores, mas não consigo perceber qual a funcionalidade. Por mero capricho? Para parecer artístico? Hmm... arte é muito mais do que isso.

    Cumps.
    Roberto Simões
    CINEROAD - A Estrada do Cinema

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