segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A PONTE DO RIO KWAI (1957)

PONTUAÇÃO: BOM

Título Original: The Bridge on the River Kwai

Realização: David Lean

Principais Actores: William Holden, Jack Hawkins, Alec Guinness, Sessue Hayakawa, James Donald, Geoffrey Horne, André Morell, Peter Williams, John Boxer, Percy Herbert, Harold Goodwin, Ann Sears, Heihachiro Okawa, Keiichiro Katsumoto, M.R.B. Chakrabandhu, Vilaiwan Seeboonreaung, Ngamta Suphaphongs, Javanart Punynchoti, Kannikar Dowklee

Breves considerações:
Uma bom filme de entretenimento, mas ainda assim bastante sobrevalorizado.
Grande fotografia (o filme aliás é todo ele muito visual), grande banda sonora e mais uma formidável prestação de Alec Guiness. Como Spielberg veio beber a Lean...

17 comentários:

  1. E como tu estás enganado Roberto! Em primeiro, enganaste-te no título original [muda lá isso pá ;)]. Em segundo, não creio que se trate de um puro filme de entretenimento e muito menos sobrevalorizado. É antes um grande filme sobre a liberdade, a dignidade, os principios e ideais duns e a honra doutros. É um filme sobre um campo de prisioneiros de guerra, sobre os direitos humanos e sobre a luta pela sobrevivência com dignidade nesse local. É muito mais que um filme de entretenimento.

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  2. ÁLVARO MARTINS: Isto do copy paste a altas horas possibilita destes lapsos ;) Já corrigi.
    Pois, o filme é também tudo isso que dizes, claro. Mas não gostei especialmente do filme. É um bom filme, mas nada mais do que isso na minha opinião.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  3. Vi-o há bem pouco tempo, como bem sabes. E gostei bastante. Mais do que tu, parece-me. Não muito em todo o caso.

    Considero muito bom entretenimento e excelente nos temas que analisa, como bem refere o Álvaro. E estou plenamente de acordo contigo em relação à fotografia e interpretação de Guiness. Destaco ainda a excelente narrativa que se desenvolve continuamente com doses de tensão e drama muito bem equilibradas. Perfeita elevação e clímax final.

    David Lean agradou-me muito na exploração de emoções. E gostava imenso que desenvolvesses uma crítica maior a este filme. Se calhar já não. Fica pelo menos a nota.

    abraço

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  4. Um exemplo típico do cinema de Lean - quanto mais se vê..., mais se gosta!

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  5. JORGE: Pois, terás gostado mais, certamente. Mas o quê? Davas-lhe cinco estrelas? Não creio que fosse justo ao atribuir-lhe essa nota.

    RATO: Mas é um bom filme. São quatro estrelas. Pessoalmente o filme não me dá para mais.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  6. De acordo com a classificação. Caso contrário não haveria diferença para o apogeu do realizador, "Lawrence" e "Zhivago".
    Há que ter sempre em consideração a "média relativa", sobretudo no âmbito de uma mesma obra.

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  7. Não consigo facilmente classificar um filme com uma nota. Não terei essa destreza tal como tu. Mas, e fazendo esse esforço, diria que o filme andará pelo 7 ou 8 em 10. Talvez o 7. É mais fácil para mim de 0 a 10. Mas se se fizer a correspondência devida daria 3,5 ou 4 estrelas. A ver bem não estamos tão longe na apreciação. Um pouco.

    abraço

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  8. Numa classificação ou atribuição de notas o grande problema para mim acontece a quando da comparação entre filmes. Por vezes de géneros diferentes. Torna-se muito difícil um equilíbrio, pelo menos para satisfação pessoal. É frustrante mesmo quando a confrontação expõe debilidades. Admiro muito quem consegue :)

    abraço

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  9. RATO e JORGE: Entendem-me agora? É sobrevalorizado porque consta de muitos rankings em posições de excelência e muitos o aclamam como um dos melhores filmes de Lean. Será, provavelmente, mas há filmes melhores dele, nomeadamente o LAWRENCE, na minha opinião. E em termos de classificações tenho que ser justo. 5 estrelas não seria a nota mais justa.

    Jorge, é claro que tenho os meus critérios para classificar os filmes. Nem sempre é fácil, evidentemente. Compreendo perfeitamente quem se limita a falar dos filmes e não atribui classificações. Eu próprio poderia assumir esse sistema. Contudo, penso que é um exercício importante, quando não seja para mim próprio, o de arrumar as obras na minha cabeça e obrigar-me a reflectir sobre o seu valor artístico em comparação com outras ou por si próprias.
    Tentando o exercício da classificação, terás chegado à conclusão de que, afinal, as nossas classificações nem seriam assim tão diferentes como isso.
    Cada um terá os seus critérios, evidentemente. Eu tenho ser o mais justo e isento possível. Entre géneros diferentes, a primeira coisa a ter em conta é não substimar nenhum género. Qualquer um pode chegar seja a que classificação for.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  10. Identifico-me com o que dizes. E, não conseguindo sempre, tento também arrumar o que vejo por patamares. O exercício por mais frustrante que seja, é também aliciante e desafiador.

    Essa de não subestimar nenhum género é de facto importante e louvável. A questão prende-se é na capacidade que cada um tem em analisar um filme sem entrar com gostos. Juízo imparcial é o que de melhor um crítico deve ter. Eu não consigo, analiso ou Vejo um filme consoante o meu gosto e se tive prazer em assisti-lo. Tudo dependerá depois da maturidade, conhecimento e cultura cinematográfica como é óbvio. Por enquanto juízo pessoal é o que pratico :P. E claro isso dá azo a injustiças tremendas com géneros que não me identifico. Reconheço a qualidade quando a vejo, às vezes e quando consigo, apesar de tudo.

    abraço

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  11. JORGE: Vamos lá ver uma coisa. Por mais que se tente, a total imparcialidade é impossível. As classificações são sempre dadas por alguém, a partir dos seus critérios, da sua maturidade e dos seus valores artísticos. Quanto maior a maturidade e a bagagem, mas sobretudo a maturidade, maior é a capacidade de julgar, não é. Há gente que tem muita bagagem, que vê filmes e filmes, mas isso não quer dizer nada. Até que ponto é que pensa e reflecte sobre aquilo que viu? Queres uma prova de maturidade? Quando somos obrigados a dar o braço a torcer e a alterar uma nota a um filme. Grande prova. Significa que crescemos.
    É importante não substimar nenhum género. Há pessoas que dizem que não gostam de musicais, de épicos, de westerns ou de filmes de fantasia, por exemplo. Ora, seremos melhores críticos quanto maior for a nossa capacidade de pôr de lado esse gosto pessoal. Com o tempo, na maior parte das vezes, reconhecemos tais qualidades em obras que pura e simplesmente rejeitávamos por não ser do nosso género que essa conversa de não gostar de musicais, de épicos, etc. simplesmente cai por terra.
    Quem percebe de arte, verdadeiramente, tem que se abrir, tem que ter uma visão ampla e não rejeitar nada com preconceito.
    Com o tempo, reconhecemos com maior facilidade a qualidade das obras. Nem é preciso ver um filme de princípio até ao fim para atribuir uma nota. Porque um filme muito bom tem que ser muito bom em cada cena, a cada instante. Basta ver 15 minutos de um filme para lhe atribuir uma nota, muitas vezes (não sempre, claro). Mas quando há dúvida, nada como rever. Nem que seja uns anos depois. É como ler um livro. Para saber se aquilo é literatura da boa, basta ler poucas páginas - há pessoas que dirão que é preciso seguir um filme do princípio ao fim, religiosamente. Que sigam e que percam o tempo delas. Isso não é verdade: os filmes verdadeiramente muito bons são-no a cada cena.
    Depois, há mais critérios. Por exemplo, vive-se um tempo em o factor originalidade vive um factor preponderante. Ser original é importante, mas não é fundamental. Muitos filmes inovam, mas aquilo que fazem com as inovações não é artisticamente muito interessante. Filmes posteriores pegam nessas inovações e fazem coisas fenomenais. A inovação e a originalidade não são tudo - são muito importantes, mas não tudo. Há filmes que copiam isto e aquilo mas que fazem produtos sólidos e muito bons. Lembra-te sempre d'OS LUSÍADAS. Também copiaram a forma dos clássicos. No entanto, merecem ser imediatamente desvalorizados por causa disso? Claro que não.
    Depois, uma coisa essencial e que aprecio muito num bom crítico é o bom senso e a sensatez. Não ser radical. Não embirrar com certos aspectos dos filmes e depois atribuir-lhe notas incompreensíveis e que não fazem sentido nenhum. E isso acontece tanto, tanto, mas tanto! Há notas que às vezes se vêem por esses jornais que uff... dá para pensar: mas são pessoas cultas e habilitadas, as que pontuam estes filmes ou são adolescentes impulsivos? É que há críticos que têm birras, não sei se sabes do que falo. Isso é assustador, esse tipo de mediocridade não cabe na cabeça nem por nada.
    Outro factor que tem um pouco a ver com aquilo que inicialmente referi, e que muito prezo num bom crítico, é a capacidade de se desvincular de elites. Não ser elitista! Não ver só filme a, b e c e pôr de lado f, g e h. Por exemplo, não valorizar apenas os filmes intelectualmente fortes e exigentes. O cinema não é nem pode ser apenas uma ida ao psicólogo ou um exercício mental. Saber entreter, saber fazer rir, saber empolgar, saber alhear o espectador - isso também é muito importante e são características merecedoras da nossa apreciação.
    Enfim... podia ficar aqui a escrever durante horas...

    Cumps.
    Roberto Simões
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  12. Sim compreendo o que dizes. E sim, também sei do que falas com essa de opiniões compulsivas e preconceituosas. Já li e assisti a esse fenómeno :P

    Gostei de ler o teu discurso, e por acaso já tive de torcer algumas vezes (ultimamente tem sido algumas mais) certos pareceres ou notas que tinha em mente. Evolução. Fiquei contente.
    De qualquer modo as notas que consigo dar são com o principal foco em mim, isto é, para uma futura referência enquanto possibilidade de revisão, ou prazer de uma boa sessão. Haverá contudo casos complicados e dignos de esforço para melhor compreensão.
    Bom também poderei dizer que por enquanto não me vejo como crítico, nessa medida Notas ou classificações, para mim actualmente, significam, de um modo geral e em última instância, gosto pessoal.

    abraço

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  13. JORGE: Ainda bem que gostaste de o ler, "o discurso", eu já o reli e contém gralhas cuja justificação apenas se faz à luz do impulso e da falta de revisão ;)

    Cumps.
    Roberto Simões
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  14. Não que seja um filme que me tenha abismado mas é-me impossível do catalogar única e exclusivamente como "entretenimento". Aqui há uma dimensão humana muitíssimo interessante onde valores como a honra e a dignidade atingem proporções magnificentes. E toda a teimosia, o conflito de perspectivas, a ideia de guerra fazem deste filme, a meu ver, algo mais do que entretenimento.

    Abraço

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  15. FILIPE COUTINHO: E não é apenas um filme de entretenimento, mas tão-pouco atinge as proporções magnificentes de que falas, a respeito da dimensão humana. Mas essa mesma dimensão não é de descurar, como o fiz - isso sem dúvida.

    Cumps.
    Roberto Simões
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  16. Já agora, consideras este um épico dito normal? Não sei tenho dificuldade em vê-lo nesse pacote, dos épicos puros. Gostava de ouvir a tua opinião a respeito.

    abraço

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  17. JORGE: Não o considero um épico, de todo.

    Cumps.
    Roberto Simões
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CINEROAD ©2017 de Roberto Simões