sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

JUNO (2007)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Juno
Realização
: Jason Reitman

Principais Actores: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney

Crítica:

GRÁVIDA POR DESCUIDO

Em Juno, a gravidez e a sexualidade na adolescência são o alvo da sátira. Enquanto ensaio, forma que às tantas e indirectamente a obra parece assumir, o filme de Jason Reitman lança questões pertinentes. Que preparação tem, efectivamente, uma jovem de 16 anos para ser mãe dadas as circunstâncias e a sua experiência de vida? Qual a importância do enquadramento familiar no acompanhamento de uma jovem mãe? Aborto? Adopção? O que é ser mãe? O que é ser pai?

Enfim... O filme prima pela consistência narrativa, fluída em diálogos inteligentes, pelo muito bom humor e pelo registo ligeiro que as canções proporcionam. Ellen Page, essa, brilha numa performance extraordinária. A sua Juno é uma jovem irreverente, emancipada e perspicaz. Não se identificando propriamente com nenhum estereótipo da sua faixa etária, não passa ainda assim de uma adolescente. A sua maturidade (ou a falta dela) revela-se ao longo da trama e com os cursos que ela assume.

O genérico inicial e as letras animadas dão estilo e graça à obra, mas não substância. E falando em substância, Juno é o argumento, as canções, a boa disposição e sobretudo Ellen Page. O resto é pouco mais do que encanto; que vale o que vale, evidentemente.

11 comentários:

  1. Um título que me agrada bastante - já o revi vezes infinitas - mas ainda assim acho-o sobrevalorizado. Destaque para a fotografia, banda-sonora!, e Ellen Page, embora seja certo que quem diz que em Juno está magnífica, é porque não viu uma coisa chamada Hard Candy. Recomendo-te vivamente.

    Abraço!

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  2. E eu subscrevo o Jackson, excepto que eu não o revi vezes infinitas, e principalmente o facto de Hard Candy ser um diamante em bruto. O Óscar de melhor argumento original a Diablo Cody foi o pior erro da Academia nesse ano.

    Abraços

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  3. É bastante sobrevalorizado. Contudo, é um bom filme, despretensioso e agradável.

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  4. É um filme extremamente simpático e que confirma o talento da garota Ellen Page, que já havia demonstrado em "Menina Ma.com".

    Abraço

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  5. Fui ver Juno ao cinema e ia com algumas expectativas, pelo que me senti um pouco enganda, mas as minhas colegas que também foram e não tinham ideia nenhuma do filme adoraram.
    O argumento mereceu o óscar e Ellen Page está de facto bem (apesar de ainda não ter visto Hard Candy). Julgo que merece o crédito que possui pela forma destereotipada, como referes, de tratar o tema. Ela não é a menina da claque, nem a miúda feia que foi enganda, nem tão pouco a gótica que se mete com todos. É simplesmente uma adolescente, com a consciência dos seus 16 anos, sem ser propriamente inocente mas também sem ser propriamente madura. Acho que é um daqueles filmes que os professores de Educação Moral nos levam a ver no secundárário.

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  6. JACKSON: É, sim, sobrevalorizado. Já eu não gosto especialmente da fotografia. As canções ficam-lhe muito bem, assim como a prestação fenomenal de Ellen Page. Ainda não vi o HARD CANDY, mas guardo as melhores recomendações.

    FLÁVIO GONÇALVES: Também acho que o argumento, apesar da sua evidente qualidade, não merecia esse prémio. Mas enfim. Não importa.

    TIAGO RAMOS: Subscrevo cada palavra ;)

    HUGO: "Simpático" também é um bom adjectivo. De facto, irradia uma inegável simpatia.

    Cumps.
    Roberto Simões
    CINEROAD - A Estrada do Cinema

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  7. Oi, Roberto,

    Adoro Juno. Adoro a forma como Diablo Cody trata de questão tão esgotadas de forma original. Achei, sim, merecido o Oscar - mesmo achando que Diablo não fará algo parecido jamais.

    Ellen Page está ótima em Hard Candy - assim como eu todos os filmes que eu vi dela -, mas o seu ótimo trabalho lá não desvaloriza o seu outro ótimo trabalho aqui.

    Abraço.
    Cinema para Desocupados

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  8. Serei o único a considerar que este filme é um pouco deprimente? eh eh Até ver sou dos poucos que é mais atraído pela face mais negra e reflexiva do filme do que pela sua boa disposição.

    Contudo, tenho que discordar quando o proclamam de sobrevalorizado. Quanto a mim, tem exactamente a distinção que merece.

    Abraço

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  9. MATEUS: Não partilho então do mesmo entusiasmo, apesar de lhe reconhecer uma série de qualidades.

    FILIPE COUTINHO: Pois, eu li a tua crítica e falas bastante em "melancolia". Não sei se percebi bem a tese, mas não vejo "melancolia". Talvez veja "desencanto", aqui e ali camuflado pelo humor. Sou bastante atraído para a reflexão com o filme. Sobretudo na cena do shopping em que a personagem de Jennifer Garner se baixa para tocar a barriga de Juno. Mas não pela parte negra. Não vejo assim tanto negrume em Juno.
    Não sei se queres fundamentar melhor a tua tese, talvez te entenda melhor. Para já estou mais do lado da antítese.

    Cumps.
    Roberto Simões
    CINEROAD - A Estrada do Cinema

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  10. Sinceramente creio que pouco mais há a fundamentar. Creio que o fiz competentemente no que escrevi sobre o filme. Contudo, esta é uma das belezas do cinema. Provoca sensações distintas. A beleza está aos olhos de quem vê como se costuma dizer.

    Neste caso as nossas visões são claramente distintas.

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  11. É o tipo de filme que cativa, até pela expressividade do elenco e uma Ellen Page inspirada.

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