domingo, 5 de dezembro de 2010

2046 (2004)

PONTUAÇÃO: EXCELENTE
★★★★★
Título Original: 2046
Realização: Wong Kar Wai
Principais Actores: Tony Leung Chiu-Wai, Maggie Cheung, Zhang Ziyi, Faye Wong, Gong Li, Takuya Kimura, Carina Lau, Chang Chen

Crítica:

O SEGREDO

Todas as recordações são rastos de lágrimas.

O título 2046 parece invocar o futuro, mas - antes de tudo - significa uma viagem ao passado. Lembremo-nos que 2046 era, em Disponível Para Amar, o número do apartamento para o qual Chow Mo-wan se mudara, em 1962, precisamente ao lado do de Su Li-zhen; mulher pela qual se apaixonaria para sempre. A relação deles era proibida, estavam ambos casados, e resumiu-se ao platonismo, ainda que o filho que aparece no final do filme sugira um fruto do amor de ambos. Desde o dia em que se despediram, sem que praticamente se tocassem, nunca mais se voltaram a encontrar. Arrepender-se-iam, pois estavam destinados um ao outro.

O amor é apenas uma questão de oportunidade.
De nada vale encontrar a pessoa certa antes ou depois da altura certa.
Se vivesse noutra época ou local, a minha história poderia ter tido um desfecho muito diferente.

Chow é o narrador. A sua narrativa não obedece a leis cronológicas, saltita por vários tempos, por diversas linhas diegéticas, dando conta dos seus sentimentos, das suas angústias e da forma como toda a sua existência influencia a sua criatividade e o seu universo de escrita. 2046 é, igualmente, o nome do romance que está a conceber; é como que uma ingressão futurista sobre a infindável busca do amor, muito à semelhança da sua vida.

Todos os que vão para 2046 têm a mesma intenção: querem resgatar memórias perdidas. Porque em 2046... nada muda. Mas ninguém sabe ao certo se isso é verdade ou não. Porque nunca ninguém de lá regressou. Excepto eu. Porque eu preciso de mudar.


Viajar ao futuro, no seu romance - e note-se a audácia da ideia -, não corresponde senão a um escape por meio do qual ele próprio regressa ao passado, às suas memórias. Só revivendo as memórias poderá reviver aquele grande amor.

Os anos passaram e ele está diferente. Arrepende-se todos os dias de não ter vivido o hoje no ontem... e, quiçá em busca do tempo perdido, procura o amor em todas as mulheres pelas quais se interessa minimamente. Torna-se um mulherengo, um bon vivant.

Primeiro, conhecemos Lulu - a cantora do clube nocturno de Singapura com a qual Chow se envolvera e que o jornalista reencontra no hotel, a ocupar o quarto 2046. Lulu não se recorda do nosso protagonista, que opta por ocupar o 2047, mas o reencontro proporciona-lhe, a ele, um nostálgico regresso ao passado. Depois, são-nos apresentadas as duas filhas do Sr. Wang, proprietário do hotel. Jing-wen, a mais velha, está perdidamente apaixonada por um japonês, o que motiva intensas discussões com o pai, ao som de uma ópera magnífica, ainda que ensurdecedora para os moradores. A mais nova é uma miúda precoce e irresponsável, com sede de experiências sexuais, que cedo foge e deixa a família. Em seguida, é-nos introduzida a nova ocupante do 2046: Bai Ling. Os dois virão a envolver-se ardentemente, mas Chow limitar-se-á a usar essa irrersistível mulher, pagando-lhe os préstimos sexuais. Prostituta. Bai Ling, contudo, deixar-se-á envolver demasiado e apaixonar-se-á verdadeiramente... Ah Ping, o editor e amigo do jornalista, bem que a alerta que ele não é de confiança: Chow tem em Bai Ling uma oportunidade para se sentir realmente amado. Não obstante, jamais conseguirá substituir Su Li-zhen no seu coração. As memórias do passado não se extinguem.

Encontremo-nos novamente. Se continuares a achar que não devemos estar juntos, diz-mo sinceramente. Naquele dia, há seis anos, formou-se um arco-íris no meu coração. Ainda lá está. Arde como uma chama dentro de mim. Mas qual é a verdadeira natureza dos teus sentimentos por mim? São como um arco-íris, que se forma depois de uma chuvada? Ou será que... esse arco-íris se desvaneceu há muito? Espero uma resposta tua.

Quando Jing-wen regressa ao hotel, o seu amor proibido com o japonês continua... Chow revê-se naquela relação adiada... e torna-se amigo da jovem. Primeiro, passa a receber as cartas do enamorado nipónico, evitando as habituais discussões entre o senhorio e a filha. Depois, tornam-se amigos... Têm mais coisas em comum, Jing-wen também escreve e os dois inter-ajudam-se. Há uma altura em que Chow parece confundir as coisas, mas depressa percebe que isso não seria verdadeiro, antes ajudar aqueles dois amantes a unirem-se para sempre e a encontrarem a felicidade. Inspirado nesta história de paixão, Chow escreve 2047, um lúgubre conto entre o herói do seu romance e uma deslumbrante e ternurenta andróide, assistente do comboio (interpretada pela mesma Jing-wen).

Antigamente, se alguém tivesse algum segredo que não quisesse partilhar, subia uma montanha, procurava uma árvore... abria um buraco nela... e sussurrava o segredo dentro do buraco. A seguir, cobria-o com lama. E lá deixava o segredo para sempre...

Eles amam-se, ele deposita-lhe o seu segredo, mas ela hesita em partir com ele e os dois separam-se. Ela espera por ele 10 anos. 100 anos. 1000 anos. E o conto acaba com uma espera interminável, sem esperanças de um reencontro.


Na vida real, todavia, Jing-wen e o namorado acabam juntos. O amor é possível. O pai dela acaba por aceitar a relação e por dizer que o que quer, acima de tudo, é a felicidade da filha. Chow fica surpreendido com o sucesso da relação, com aquela felicidade que pensou inimaginável. Afinal, por 10, 100, ou 1000 anos, valerá sempre a pena esperar pelo verdadeiro amor. Jing-wen lê 2047, identifica-se bastante com a história, mas pede-lhe que altere aquele trágico e triste final. Face a este caso de sucesso, Chow lamenta - uma vez mais - as oportunidades perdidas no passado para amar a Srª Chan e percebe que quando não aceitamos uma resposta negativa, há sempre a possibilidade de conseguirmos o que queremos.

Por fim, em Singapura, aparece-lhe a Aranha Negra. Mais uma mulher, misteriosa e com uma mão enluvada. Coincidência? Chama-se Su Li-zhen. É fisicamente muito semelhante à sua amada de 62. Não é a mesma pessoa, ele sabe disso e esforça-se por convencer-se disso. Mais do que nunca, poderia tentar substituir aquela mulher que o marcou, mas seria mais um erro. No dia que se despediram, ela dise-lhe: abrace-me. Podem passar-se anos antes de nos voltarmos a ver. A invocação daquela fatídica despedida de 62 vem-nos novamente à memória. Desta vez, ele não resiste a convenções, não perde tempo, não quer repetir o passado: beija-a intensamente, demoradamente. Talvez um dia escape ao seu passado. Se isso acontecer, procure-me.

Um dia cruza-se ainda com Bai Ling. Ela ainda o ama. Mas Chow segue a sua viagem:

Ele não se virou para trás. Foi como se tivesse embarcado num comboio muito longo, rumo a um futuro incerto... atravessando a noite insondável.

Visualmente perfeita, filmada com elegância, sedução e intensa paixão artística, eis, pois, uma obra esteticamente irretocável, a começar no trabalho fotográfico de Christopher Doyle e a terminar nas qualidades multifacetadas de William Chang (direcção artística, figurinos e montagem). Os actores, meticulosamente enquadrados, emanam desejo e pura infelicidade na expressividade dos seus semblantes... como que num derradeiro requiem ao amor. Tony Leung Chiu-Wai, Maggie Cheung, Zhang Ziyi, Faye Wong, Gong Li, Carina Lau... que elenco impressionante. A banda sonora (Shigeru Umebayashi, entre outros) é absolutamente extraordinária, majestosa, inesquecível.

Eis, pois, uma obra-prima incontornável. Um dos mais belos e mais puros pedaços de cinema a que tive o prazer de assistir...

23 comentários:

  1. Tenho alguma curiosidade em saber a nota que deste. Já falámos bastantes vezes deste filme e do realizador...

    ResponderEliminar
  2. Gostei da tua crítica. 2046 é na minha opinião um dos melhores filmes desta década, juntamente com In the mood for love. Que achaste deste?

    ResponderEliminar
  3. JOÃO: Obrigado ;) Suponho que te refiras ao IN THE MOOD FOR LOVE. Ainda não vi. A falha será colmatada em breve. Aliás, Kar-Wai está-me nesta altura altamente convidativo, pelo que me irei aventurar pela sua obra nos tempos próximos. 2046 deixou-me "água na boca".

    Sei que gostaste da crítica. Não sei é se concordaste... E gostava que me confrontasses. Fala-me de 2046. O que achaste do filme? Da história, nomeadamente?

    Cumps.
    Roberto Simões
    CINEROAD - A Estrada do Cinema

    ResponderEliminar
  4. Morro de vontade de ver este filme, mas até agora não encontrei.

    ps: vou te enviar o e-mail hoje a noite! desculpe pela demora, mas é que a semana foi tumultuada. ;)

    ResponderEliminar
  5. Não conheço muito a obra de Kar-Wai, ainda, e apesar deste 2046 ser paradoxal, o certo é que se percebe perfeitamente o gabarito de um realizador como este. Não tenho como não to recomendar.

    Quanto ao outro assunto, quando quiseres! ;)

    Cumps.
    Roberto Simões
    CINEROAD - A Estrada do Cinema

    ResponderEliminar
  6. Já vi 2046 há cerca de 3 ou 4 anos, por isso não me está tudo na memória.

    Gostei da tua crítica, especialmente da primeira parte. Na segunda não concordo com o que é dito, nomeadamente quando te referes à banda sonora. Na minha opinião brilhantemente bem ensaiada, e nada entediante.

    Fiquei surpreendido por teres dito que não tinhas visto "in the mood for love", já que é importante começar por este (aliás a estória dos personagens começa ainda em "Days of being wild"). Embora não seja oficial a ligação entre os três filmes (apesar do nome dos personagens ser o mesmo), e nem sequer seja obrigatório o seu visionamento, acho importante visto que o prazer retirado no final, seria muito maior. Por exemplo, o título 2046 surge porque o quarto onde ambos os personagens se encontravam em "In the mood for love" era na vedade, o número 2046.
    In the mood for love é dos filmes/romances mais perfeitos que já vi. Wong Kar Wai é exímio na criação de ambientes/espaços, interior/exterior, e o seu trabalho é importantíssimo. Aqui nada a apontar claro.

    O personagem de Tony Leung sofre porque já encontrou o amor da sua vida, salta de mulher em mulher porque nenhuma delas lhe dá o conforto que o personagem interpretado por Maggie Cheung lhe dava, como se vê em "In the mood for Love". Assim, e na sua infelicidade e de um amor impossível e não presente, cria uma história de ficção científica (alusão ao filme "In the mood for love").
    Para mim, onde muitos podem achar uma seca, todo o ambiente ficcional futurístico é um tiro em cheio de Wong Kar Wai. A demonstração tardia de sentimentos cyborg/rapaz e o nunca saberem o que sentem realmente um pelo outro devido a esse sentimento surgir muito mais tarde. As palavras que ficaram por dizer.
    Toda a história é baseada na experiência passada do personagem de Tony Leung, julgo eu. 2046 é acima de tudo um filme sobre a saudade e sobre memórias. Estas continuam presentes e é isto que não o deixa viver um novo amor.

    Bem, já não me lembro de grande parte do filme, nem sequer do seu final. Vou ter de o rever =)

    ResponderEliminar
  7. JOÃO: Eu gosto bastante da banda sonora... É uff... é muito boa mesmo. A repetição dos temas faz com que o filme ganhe uma cadência hipnótica. A mim, deu-me para a sonolência. Os efeitos secundários são sempre muito subjectivos e dependem de inúmeros factores, como se sabe. O certo é que a primeira vez que me aventurei pelo filme, adormeci 15 minutos depois de ter começado. A segunda vez, adormeci aos 30 minutos e dormi durante largas horas. Em plena tarde. A terceira vez consegui vê-lo de princípio ao fim. Algures entre o fascinado e o entediado, acabando incontornavelmente entediado. Não só pela banda sonora, mas também. É aquilo que eu disse: o filme é esteticamente irretocável. Mas não tem conflitos maiores e logo não há estímulo. Falta-lhe, a meu ver, substância narrativa. Acredito que se ver filmes como IN THE MOOD FOR LOVE todo aquele universo venha a ganhar algum fascínio. Como filme isolado, não é lá muito fascinante, apesar da parte visual.

    Kar-wai é um autor. E quando se trata de autores, a obra ou o compêndio de obras é significativo para a análise de cada filme. A minha crítica e a minha opinião pessoal carece assumidamente desse desconhecimento da obra do autor.
    Analisando a obra, é provável que venha a reconhecer maiores qualidades a um filme como 2046. Como filme isolado - e o próprio Kar-wai afirmou que 2046 não é necessariamente uma continuação - falta-lhe qualquer coisa. Lá está, no caso específico de Kar-wai, 2046 não funcionará, porventura, isolado, mas apenas contextualizado na sua obra artística/carreira cinematográfica.

    Por isto te pedi especialmente para me/nos falares mais sobre 2046. Sobretudo para perceber melhor a obra, para além do que já li e a partir da tua opinião, uma vez que depreendi que este esclarecimento me seria - particularmente - interessante.

    Obrigado ;)

    Cumps.
    Roberto Simões
    CINEROAD - A Estrada do Cinema

    ResponderEliminar
  8. É mesmo isso Kar Wai é um autor, com um estilo muito próprio. Há um melhor entendimento de cada filme seu se tivermos oportunidade de ver o que está para trás. Cada plano é mais belo que o anterior.

    Eu entendo-te, dele falta-me ver "Ashes of Time", no qual já adormeci por duas vezes. Há filmes que é importante estarmos com a disposição para os ver de outra maneira não funciona claro.

    Para além de "Days of Being Wild" e "In the Mood for Love", aconselho-te a ver também, "Chungking Express", que é um dos meus preferidos da década passada. "Happy Together" também é excelente!

    Vê estes e depois volta a "2046" Roberto ;)

    ResponderEliminar
  9. Ah, tens ainda My Blueberry Nights! É do ano passado. Obrigatório :)

    Abraço

    ResponderEliminar
  10. JOÃO: Fá-lo-ei, seguramente. Obrigado pelas sugestões e pela orientação. Nos próximos meses darei depois a conhecer as minhas descobertas.

    Cumps.
    Roberto Simões
    CINEROAD – A Estrada do Cinema

    ResponderEliminar
  11. Parece que essa ânsia de o rever deu os seus frutos... ;D Fico à espera de um novo texto (ainda fui ler o antigo mal li o do In the Mood).

    Abraço

    ResponderEliminar
  12. Meu sonho é encontrar este filme para ver!

    ResponderEliminar
  13. Este filme foi re-avaliado a 25 de Julho de 2010.

    A classificação anterior era BOM.

    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  14. TIAGO RAMOS: Primeiramente não percebi muito do filme, mas agora que vi o DISPONÍVEL PARA AMAR apercebi-me da extraordinária obra-prima que 2046 constitui.

    FLÁVIO GONÇALVES: E que frutos! Descobri um filme novo! ;) Genial.

    WALLY: Veja primeiro o DISPONÍVEL PARA AMAR - IN THE MOOD FOR LOVE. Depois veja esse. É o melhor filme de Kar Wai que conheço.

    Obrigado uma vez mais ao João Gonçalves, do Voices of a Distant Star. Redescobri uma obra-prima e dou-te total razão.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  15. (peço desculpa pela falta de acentos mas estou com um problema no teclado)

    Ainda nao vi mas gostei muito da critica. Vou ver se o arranjo.

    ResponderEliminar
  16. E fizeste muito bem, quer em ver o "In the mood for love", quer em rever este "2046".

    São ambos filmes fantásticos. Foi um prazer ler estas duas críticas. Continua com o excelente trabalho Roberto ;)

    ResponderEliminar
  17. DIOGO F: Muito obrigado! ;) Aconselho-te a veres primeiro o DISPONÍVEL PARA AMAR. Será mais fácil, depois, entrares na esfera de compreensão de 2046.

    JOÃO GONÇALVES: Muito obrigado, João. Kar Wai tornou-se, em poucos meses, um dos meus realizadores de eleição.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  18. Ótimas postagens sobre o wong kar wai, preciso ver esses filmes!

    ResponderEliminar
  19. SAULO S: Obrigado ;) É sem dúvida um virtuoso cineasta. A descobrir!

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  20. Ò roberto, descrveste exactamente a mesma coisa que me aconteceu quando vi o "2046" (alugado na Bloclbsuter na altura - tal como "In The Mood for love" muito tempo antes).
    Foi um aluguer para fim-de-semana inteiro (5 dias salvo erro). Adormeci das duas primeiras vezes, em ambos os filmes, por pouco acontecer e serem muito hipnóticos (o som e o visual languido, ajudam muito).
    Mas depois quando o vi inteirinho (e por algumas partes já ter visto mas não fazerem sentido ainda)... bum! Que filmaço!!! Que cores, num cruzamento sci-fi deslocado por ser uma história de amor irrepetível e que se nota claramente que já vinha de trás, do "In the Mood for love". A mesma personagem, a mesma dor, tudo mas agora amplificado e até com mais entrega.
    Desde que o entendi (penso eu que o entendi pois é bem complexo quando se pensa nele com o filme anterior de Kar Wai), como dizia, desde então que o classifiquei de ovni cinéfilo.
    É um filme que só resulta depois de instaladas algumas condições: além da predisposição... os sentimentos.
    É bom mas mesmo assim prefiro o "In the mood for love", que é bem mais autónomo.

    Obs. desconhecia essa relação do filme "Days of being wild".
    Sendo assim temos aqui uma aparente trilogia:
    "Days of being wild" > "In The Mood for love" > "2046" ... hummm!

    ResponderEliminar
  21. ARM PAULO FERREIRA: Sim, sim, a trilogia não é, digamos, oficial, mas depreende-se nas entrelinhas. Ainda não vi esse primeiro, OS DIAS SELVAGENS, mas quero muito ver.
    Quanto a 2046 é um "ovni" assombroso! Genial! ;) Gosto imenso do DISPONÍVEL PARA AMAR, é um clássico absoluto, mas ainda considero este superior.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  22. Também não vi o ponto inicial desta suposta trilogia disfarçada. Desconfio que se o vir, vai ser para adormecer nas 2 ou 3 primeiras vezes também... e depois Zás! Faz-se luz... mas isto se o visse. na realidade não ando muito virado para estes (tenho já alguns por ver e o tempo é cada vez mais escasso.)

    Obs: é o pouco tempo e ter-se vida familiar e filhos, não é fácil e muda um cinéfilo -acredita! É a vida!!!
    Força com essas reviews!

    Ahh... e vê se apanhas/descobres o "La Graine et Mulet" - O segredo de um cuscuz (2007) de Abdel Kechiche. Eu fiquei muito agradado pelo filme (já o vi há meses) e pelas ilações que se tiram dele. Recomendo.

    ResponderEliminar
  23. ARM PAULO FERREIRA: Não duvido! ;) Já vi esse filme e é, sim, um bom filme!

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar

Comente e participe. O seu testemunho enriquece este encontro de opiniões.

Volte sempre e confira as respostas dadas aos seus comentários.

Obrigado.

CINEROAD ©2016 de Roberto Simões