terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

«As Escolhas Inéditas» #6

Escolhido #6 - Nuno Barroso,
autor do blogue Delusion Over Addiction

O expoente máximo do Romance:Breve Encontro (1945), de David Lean

O Drama dos Dramas:A Vida Não É Um Sonho (2000), de Darren Aronofsky

O filme de Terror que define o género:Shining (1980), de Stanley Kubrick

O melhor Biopic:Ed Wood (1994), de Tim Burton

O filme que define os últimos 3 anos de cinema:O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan

Agradecimentos especiais: Nuno Barroso.

10 comentários:

  1. Belas escolhas. Concordo e identifico-me em absoluto com o Shining e o Cavaleiro das Trevas. Óptimos exemplos dentro das respectivas categorias. Pelo contrário já não concordo muito com o Requiem for a Dream. Não me agrada esse filme, nem reconheço qualidades suficientes para o nomear como tal. Mas enfim, a rever um dia destes já há muito que não o vejo.

    Breve Encontro e Ed Wood nunca vi.

    abraço

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  2. Requiem for a Dream é mais de que uma óptima escolha. Quanto a Shining é uma escolha mais do que aceitável. Quanto a Ed Wood, tenho de ver.
    Frank and Hall's Stuff

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  3. O Brief Encounter é espantoso, bonito e muito triste. Lembra a tragédia dos compromissos diários que desgastam uma vida. Se não foi o que escolhi para o género do romance, poderia ter sido. Este era o grande David Lean, antes de embarcar em épicos intermináveis.

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  4. Obrigado Roberto pela publicação das minhas escolhas :)

    Porque é que as escolhi:

    - Breve Encontro: Por retratar o tema da fugacidade do tempo e da efemeridade das relações de uma forma completamente subtil. É algo que gosto de ver exposto nos filmes deste género. O argumento é belo, e a Celia Johnsson é qualquer coisa de outro mundo. Tremendo.

    - A Vida Não é um Sonho: Por ser o filme que me fez gostar de filmes. A carga emocional que este filme acarreta é simplesmente estonteante.

    - The Shining: Um marco na história do cinema com aqueles que muito provavelmente são os 30 últimos minutos mais intensos que já tive o prazer de ver num filme.

    - Ed Wood: A melhor colaboração entre Depp e Burton [e como eu gostaria que eles voltassem a fazer um filme desta natureza]. É incrivelmente divertido!

    - O Cavaleiro das Trevas: Bem, acho que numa altura em que as adaptações de bandas-desenhadas para o grande ecrã estão cada vez mais em voga, o filme do Christopher Nolan é uma boa escolha. É uma adaptação de um dos heróis mais acarinhados do momento, foi um fenómeno de bilheteiras, o buzz e a hype que o rodeavam eram ensurdecedores, e foi ainda marcado pelo trágico falecimento do Heath Ledger. Se isto não surge como filme que define os últimos 3 anos de cinema, então anda bem lá perto.

    Um muito obrigado, mais uma vez :)

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  5. Uma pergunta para o João Lameira, se me fôr permitida - O facto de David Lean ter "embarcado" em "épicos intermináveis" fez dele um realizador menor?

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  6. Billy Rider, para mim, sim. O David era bem melhor quando era lean (estou a roubar este jogo de palavras de algum lado, não me lembro de onde). Prefiro mil vezes a "simplicidade" do Brief Encounter ou do Great Expectations, especialmente do primeiro, aos pastelões do tipo Doctor Zhivago ou Lawrence of Arabia em que se especializou a partir de certa altura. Não são propriamente maus filmes, mas são tão "importantes" e cheios de si. A única coisa que salva o Lawrence de ser um aborrecimento é o Peter O'Toole em over-acting desenfreado. O Zhivago ainda é pior, o Omar Sharif não é lá grande actor.

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  7. Ó João, que prefiras o Lean do Brief Encounter ou do Great Expectations ao Lean dos épicos é uma coisa, tens legitimidade para tal, também prefiro a simplicidade à eloquência. Mas denegrir filmes como o Zhivago ou o Lawrence é injusto e descabido. Um épico tem a importância que tem, tem o seu lugar no cinema (e quando falo de épicos não falo só de épicos hollywoodescos), é um tipo de cinema que requer várias combinações de géneros (aventura, romance, tragédia), são filmes direccionadas para tal. E há bons épicos e maus épicos. Os épicos do Lean são dos melhores que há, em contrapartida, actualmente há muito realizadorzeco que tenta a todo o custo copiá-los (o Scott é um deles por exemplo). São filmes que deixaram a sua marca na história do cinema, filmes que influenciaram muito cinema.

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  8. Álvaro, confesso que o épico me parece uma forma narrativa que se adequa mal ao cinema (posso estar a ter um esquecimento enorme mas não me lembro de um grande filme épico) e que por isso possa estar a ser injusto. Por outro lado, já não vejo os ditos filmes há uns bons anos e a memória pode estar-me a atraiçoar.

    Dito isto, ao Lawrence ainda reconheço algum nervo, na interpretação do Peter O' Toole, por muito excessiva que seja, e beleza na música do Maurice Jarre. Mas também muita caricatura - da pior espécie - nos papeis de Alec Guiness, Anthony Quinn e principalmente no Omar Sharif. E muito academismo e muita maquilhagem e muito plano bonitinho e muita imponência. E, para mais, um tema "importante", tratado com o maniqueísmo habitual. Os árabes, honestos e sinceros, a lutar pela independência. Os ingleses, cínicos, a beber o chá das cinco.

    O Zhivago parte desses defeitos e aumenta-os. Ainda mais académico, ainda mais bonitinho, ainda é mais caricatural, ainda é mais maniqueísta, ainda é mais imponente, ainda mais importante, e no centro tem um dos piores canastrôes da história - o Omar Sharif. Salva-se a beleza da Julie Christie.

    O Bridge on the River Kwai é uma espécie de ponte (no pun intended) entre estes dois mundos de Lean - já tem o seu quê de épico - e, ainda assim, é bem melhor do que os filmes posteriores. E o Alec Guiness é fabuloso, ao contrário das caricaturas com que serviu Lean a seguir.

    Não estou a ver que descedentes é que o Lean épico deixou, a não ser as xaropadas Merchant/Ivory. Que são também demonstrativas dos problemas deste cinema de prestígio (os euro-pudins são outro exemplo).

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  9. "Confesso que o épico me parece uma forma narrativa que se adequa mal ao cinema (posso estar a ter um esquecimento enorme mas não me lembro de um grande filme épico)"

    Caro Lameira: Aqui ficam algumas dicas. Espero que aproveite

    ÁGUA: a água ajuda a manter bem funcionante os sistemas da memória, especialmente. De acordo com a Dra.Turkington, a falta de água no corpo tem um efeito direto e profundo sobre a memória; a desidratação pode levar a confusão e outros problemas do pensamento.

    SONO: Afim de se conseguir uma boa memória, é fundamental que se permita sono suficiente e descanso do cérebro. Durante o sono profundo, o cérebro se desconecta dos sentidos e processa, revisa e armazena a memória.
    A insônia leva a um estado de fadiga crônica e prejudica a habilidade de concentrar-se e armazenar informações.

    ALIMENTOS: Algumas vitaminas são essenciais para o funcionamento apropriado da memória: tiamina, ácido fólico e vitamina B12. São encontradas no pão e cereais, vegetais e frutas.

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  10. Obrigado pela sua resposta, Billy Rider, muito elucidativa. Suponho que argumentar ou dar exemplos seja muito complicado para si. Infelizmente, para isso, não há grande remédio.

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CINEROAD ©2016 de Roberto Simões