sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS (2007)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: No Country For Old Men
Realização: Ethan Coen e Joel Coen
Principais Actores: Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin, Woody Harrelson, Kelly Macdonald

Crítica: Raras são as vezes em que, com tamanha mestria e perfeição, fotografia, montagem e realização se elevam em uníssono harmonioso na concepção de um filme tão bom. Dotado de um argumento brilhante, tão metafórico quanto perspicaz, e perante a ausência plena de banda sonora, Este País Não É Para Velhos é atravessado por uma linha crescente de suspense que prende atenções do início intrigante ao desfecho elíptico. Western dos tempos modernos e policial repleto de acção, a obra dos Coen actualiza o género: se a ganância é a mesma de sempre, já o carácter do vilão mergulha agora nos meandros da psicopatia. Excelente Javier Bardem. E o filme acaba ainda por filosofar a evolução geracional: a inadaptação dos velhos (todos eles alvo de caricatura ao longo do filme), a sua nostalgia dos tempos idos, e a sua falta de esperança no futuro. Magnífico.

14 comentários:

  1. Adorei este filme e tb já escrevi uma crítica. Goste muito do final do teu comentário: "E o filme acaba ainda por filosofar a evolução geracional: a inadaptação dos velhos (todos eles alvo de caricatura ao longo do filme), a sua nostalgia dos tempos idos, e a sua falta de esperança no futuro."

    Muito bem. Continua.

    Só uma pergunta, costumas ler livros sobre cinema e teoria do cinema?

    ResponderEliminar
  2. Carlos,

    em resposta à tua pergunta, sim, costumo lê-los. A minha formação é em artes literárias, mas não deixa o cinema de ser uma delas, não é verdade.

    Cumps.

    Roberto F. A. Simões
    cineroad.blogspot.com

    ResponderEliminar
  3. o javier bardem está absolutamente arrepiante. tornou rapidamente o personagem num dos mais temiveis viloes de sangue frio do cinema. espectacular.

    ResponderEliminar
  4. Concordo em absoluto com tudo o que disseste!

    Existe um monopólio de emoções emergentes nesta obra, só ao nível dos talentosos irmãos cohen. É a derradeira conjugação de atributos técnicos, que têm tanto de simples como de eficazes, com a dose ideal de humor, e uma das personagens mais icónicas e perturbadoras de sempre. O único pecado desta obra é a monotonia excessiva, e o cansaço que o ritmo por vezes lento, causa.

    Grandes irmãos Cohen!

    Abraço.

    ResponderEliminar
  5. Dan,

    aquilo a que chamas pecado eu achei excelente! O jogo de ritmos, em quiasmo (tendo como cerne o elíptico assassinato da personagem de Josh Brolin), é de um equilíbrio extremo!

    O ritmo poderia ser posto em causa se não houvesse uma linha de suspense crescente tão bem conseguida. Mas o suspense toca-nos a todos de maneiras diferentes... às vezes as distracções que o mundo circundante nos provoca quando estamos a ver um filme podem ser uma causa assinalável. Por isso prefiro sempre fazer cinema em casa. Isto referindo-me à votação que está a decorrer no CINEROAD e na qual estou a contar com o teu voto! :p

    Cumps.

    Roberto F. A. Simões
    cineroad.blogspot.com

    ResponderEliminar
  6. Demorei para vê-lo, mas, ao assistir a esse filme, descobri uma excelente obra.
    Tudo funciona bem e não ficamos a desejar.
    Alguns consideram-no monótono; se não houvesse sempre o suspense que nos instiga a espera pela próxima cena, eu concordaria.
    O resultado final é extremamente positivo.

    Acredito que tanto o título português como o brasileiro sejam válidos. Retratam bem a abordagem do filme.

    ResponderEliminar
  7. Sim é de facto um bom filme, talvez o melhor que vi até hoje dos irmãos Cohen (também não vi muitos mais).

    O filme tem uma carga enorme de suspense e expectativa associados, o que lhe dá grande parte do valor que tem, aliada à grande interpretação de Javier Bardem.

    No entanto, e até como já foi dito, torna-se monótono para mim, a ausência de banda sonora (embora eu compreenda a razão) é para mim uma lacuna, e depois no final acho que pedia um fecho qualquer da obra, não um esclarecimento, antes qualquer coisa que rematasse a história, sinceramente pensei quando o estava a ver que me faltava ainda mais um cd..:P

    Também um Western alternativo, moderno e recomendável acima de tudo!

    abraço

    ResponderEliminar
  8. JORGE: É muito mais do que um bom filme, é uma obra-prima. Eu não vejo a ausência de banda sonora como uma lacuna, mas sim como uma das maiores qualidades da obra. É notável. Verdadeiramente notável.
    Adoro a forma como a obra termina, também.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  9. Excelente filme, o melhor dos Coen brothers até hoje. Julgo mesmo que dificilmente os manos conseguirão fazer melhor.
    Ah, e um vilão para perdurar nos nossos temores mais secretos - Grande Javier!

    ResponderEliminar
  10. RATO: Um filmalhão, sem dúvida. Cinema em grande, pelas mãos dos Coen.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

    ResponderEliminar
  11. Custou me muito para ver este filme mas quando o vi adorei grande filme mesmo, uma actuação soberba do Javier Bardem. O seu blog é muito bom.

    Cumps

    ResponderEliminar
  12. ANDRÉ OLIVEIRA: Bem-vindo ao CINEROAD. Agradeço o elogio ;)
    A visualização do filme não deve, de todo, ser comprometida por preconceitos de qualquer ordem. ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS é cinema tecnicamente irrepreensível a todos os níveis e um enorme pedaço de cinema. Partilho, pois, da sua opinião.
    Volte sempre!

    Roberto Simões
    CINEROAD

    ResponderEliminar
  13. Sem duvida que nao, talvez pelo nome tenha ficado de pe atras mas sem duvida que e um grande filme. Cumps

    ResponderEliminar

Comente e participe. O seu testemunho enriquece este encontro de opiniões.

Volte sempre e confira as respostas dadas aos seus comentários.

Obrigado.

CINEROAD ©2017 de Roberto Simões