sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

OS AMORES DE ASTREA E DE CELADON (2007)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Les Amours d'Astrée et de Céladon
Realização: Eric Rohmer
Principais Actores: Andy Gillet, Stéphanie Crayencour, Cécile Cassel, Véronique Reymond, Rosette, Jocelyn Quivrin, Mathilde Mosnier, Rodolphe Pauly, Serge Renko, Arthur Dupont, Priscilla Galland, Olivier Blond, Alexandre Everest

Crítica:

AMOR EM TEMPOS DE POESIA

É um estilo de fazer cinema. 1) Apresenta o filme como um artifício no seu todo, como uma arte e como uma representação da realidade. 2) A diegese primordial é o cerne máximo do filme.

A obra vive dos sons da natureza e dos mundanos instantes do ser humano... as suas personagens jovens e belas, emanam uma sensualidade ancestral. A representação, teatral, é deixada para segundo (ou posterior) plano, em virtude da aclamação da palavra e do seu potencial. A câmera é parada, estática... enquadrada com perfeição, limita-se a captar as sensações e o belo natural da paisagem pastoril. Música, só enquanto elemento diegético. Fora da diegese, a música é vista como um artifício à artificiosa representação do real com que o filme nos presenteia. Falar destes critérios é teorizar sobre a escola do realizador, mas é também criticar o seu fruto, Os Amores de Astrea e de Celadon, não fosse Rohmer tão apegado ao seu estilo.

O argumento, muito bem escrito, declama um poema antigo. As imagens pintam e perpetuam-se na nossa memória. Os Amores de Astrea e de Celadon não é senão uma obra encantadora e... de outros tempos... puros... Grande, grande filme.

2 comentários:

  1. è... bastante diferente de 300, mas e ai desistiu de comprar 300? rssss

    Belo texto parabens!!!

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  2. Ygor,

    Ainda bem que gostou do texto. Bastante diferente de 300... É o mínimo que se pode dizer não é =D Por acaso acho que teria muito prazer em ler um ensaio que comparasse os dois filmes. Ideia tresloucada mas :D não deixa de ser interessante. ehhe

    Não desisti! Entretanto surgiram-me outras aquisições prioritárias e olhe... terá que ficar para depois!

    Cumps.
    Roberto F. A. Simões
    cineroad.blogspot.com

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