quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A PAIXÃO DE CRISTO (2004)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
★★★★★
Título Original: The Passion of the Christ
Realização: Mel Gibson

Principais Actores: Jim Caviezel, Maia Morgenstern, Monica Bellucci, Rosalinda Celentano, Sergio Rubini, Ivano Marescotti, Hristo Jivkov, Hristo Naumov Shopov, Mattia Sbragia

À minha avó.

Crítica: 

O SACRIFÍCIO E A CRUCIFICAÇÃO

Perdoa-lhes, Pai. Eles não sabem o que fazem.

A Paixão de Cristo é, até à data, o filme mais polémico - e o mais violento - de que tenho memória. Aquando da sua estreia, na Páscoa de 2004, revelou-se um autêntico fenómeno mundial, não tanto pelos seus méritos artísticos, mas sobretudo por tudo aquilo que, religiosamente, representava e representa. Guardo a minha experiência pessoal da altura, já então alheia a qualquer fé religiosa: a Igreja Católica recomendava a visualização do filme a cada missa, faziam-se excursões às salas de projeção para que os mais acérrimos ou influenciados crentes, muitos deles totalmente indiferentes à sétima arte, assistissem à badalada obra do católico Mel Gibson. Contavam-se as histórias de fulano e beltrano, um que se havia desfeito em lágrimas, outro que havia cerrado os olhos por incontáveis vezes ou ainda outro que, simplesmente, havia abandonado a sala por não suportar mais tanta paixão. Lembro-me de, um ou dois anos mais tarde, rever o filme em casa com a minha avó, em DVD, e ela, que sempre criticou a violência e o horror de muitos dos filmes que via, lá assistia ao filme devotamente, como se ao assistir ao filme se redimisse de eventuais pecados, se sentisse mais protegida ou estivesse mais próxima de Deus. A religião movimenta multidões e encerra, definitivamente, muitos mistérios.

Polémicas à parte, a minha principal perspetiva em relação ao filme é, como não podia deixar de ser, a artística, ainda que seja impossível (e também desnecessário) ocultar ou ignorar a dimensão religiosa do filme. Afinal, é e
sempre será um filme sobre religião, assim como os há sobre política, sociologia, sexualidade, etc. Roger Ebert disse: It is a film about an idea. An idea that it is necessary to fully comprehend the Passion, if Christianity is to make any sense*. E não há como não concordar.

Ei-lo retornado, Mel Gibson, nove anos depois do magistral Braveheart - O Desafio do Guerreiro, que tão intensamente realizou e protagonizou, e que logo se tornaria um clássico incontestável. Se já então a violência emanava dos quadros do épico, com um penoso final para o mártir William Wallace e para os espetadores, imagine-se o que aconteceria com o Jesus Cristo do cineasta. Para financiar e viabilizar a produção, Gibson correu sérios riscos, entre os quais investir o dinheiro do seu próprio bolso. O argumento (do próprio e de Benedict Fitzgerald), a partir de vários dos evangelhos do Novo Testamento (S. João, S. Mateus, S. Lucas e S. Marcos), dos diários da profética freira Anne Catherine Emmerich (1774-1824) e de uma interpretação muito pessoal de toda uma herança religiosa e cultural, propõe o retrato das últimas doze horas da vida de Cristo. Da traição de Judas ao aprisionamento do messias, do julgamento de Caifás e dos sacerdotes às mãos lavadas de Pôncio Pilatos e da sangrenta tortura aos demorados passos para a crucificação... a versão de Mel Gibson é absolutamente visceral, chocante e revoltante. Nunca Cristo nos foi tão real, nunca sentimos a sua dor tão na alma e quase na pele, como nesta triunfal e nunca dantes vista Paixão de Cristo, que se diferencia claramente do tom de todas as versões bíblicas anteriormente filmadas.

Elevados valores artísticos e de produção garantem a sublimidade: note-se o realismo, imponência e sofisticação dos cenários e decoração (Francesco Frigeri, Pierfranco Luscrì, Daniela Pareschi, Nazzareno Piana, Carlo Gervasi) e as texturas e os detalhes do guarda-roupa (Maurizio Millenotti), que conferem autenticidade à viagem no tempo, para não falar dessa proeza que é conceber o argumento totalmente falado em hebraico, latim mas mormente em aramaico (a língua morta que os argumentistas trazem à vida, ainda antes de ressuscitar Jesus). O idioma falado, quando ouvido, quase que envolve a obra numa aura mística. Que mais autenticidade poderíamos desejar, de um retrato histórico? Há autenticidade no sangue, que jorra ou verte da carne viva, dilacerada pelos chicotes, pregos ou demais flagelos. A extraordinária caracterização (Keith VanderLaan, Christien Tinsley) é o trunfo determinante para o realismo da crueldade, necessariamente gore, que se esbate e esventra sobre a fragilidade daquele corpo submisso.
O excesso de violência física que se vê e sente em A Paixão de Cristo é a estética e a grande protagonista. Mas, como disse, estética, estilo. Não esqueçamos por isso a violência psicológica que daí advém, tão angustiante e marcante, capaz de provocar alguma indisposição aos espetadores mais sensíveis.

Caleb Deschanel transcende-se enquanto pintor virtuoso e cria arte em movimento, a cada frame. A cor e luz são magnificamente trabalhadas, como por inspiração divina. Que fotografia belíssima.
A poderosa banda sonora de John Debney acompanha iluminadas passagens, comovendo-nos a cada movimento de câmera, a cada olhar das personagens. Jim Caviezel, pleno de dor e carisma, transfigura-se pela voz e pela expressão corporal, tanto quanto a caracterização que o seu corpo sofreu, exaustivamente, durante horas de rodagem. A cada flashback, fortalecem-se as motivações das personagens e o nosso entendimento delas. Maia Morgenstern é uma Maria tão humana na sua consternação, intensidade e contenção; brilhante desempenho da atriz. A perspetiva do sofrimento maternal, às tantas introduzida, atribui uma maior profundidade ao quadro final da Pietà, qual fresco de Carracci, ainda para mais porque Maria termina por desafiar-nos a fixá-la nos olhos e a partilhar do seu desgosto. Monica Belluci é, por tanto e tão pouco, uma memorável Maria Madalena, assim como os restantes secundários (que personificam os odiosos judeus, aqui culpados pela condenação, e os brutais romanos que servem o propósito a fim de evitar inevitáveis motins. Ainda que seja esta a generalidade, a história dá lugar a bons e maus nos dois pratos da balança). Devo ainda salientar a arrepiante e andrógina Rosalinda Celentano como Satanás... Gibson não abdica do lado mais bizarro e sobrenatural, de ferozes criaturas que rosnam na escuridão ou de sorridentes crianças diabólicas que assombram o espetador ou a consciência de Judas e denunciam o Mal entre os Homens, durante o calvário.

Enfim, se ainda dúvidas houvesse, aqui fica mais um sólido testemunho do magistral artista e cineasta que é Mel Gibson, aqui numa tomada independente e por demais convicta. Pena que assine tão poucos filmes enquanto realizador. A cena da crucificação, em toda a sua encenação, é absolutamente brilhante. Aquele derradeiro plongée das alturas, qual olhar de Deus, que se converte na primeira gota da tempestade, qual lágrima sagrada, é, convenhamos... um pequeno grande toque de génio. A Paixão de Cristo pode não ser uma obra de fácil digestão, mas é arte em estado puro; estejamos nós disponíveis para senti-la e admirá-la. A religião, como a arte, é um acto de fé e raramente a devoção a ambas coincidiu tão profundamente.

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(*) Cf. http://www.rogerebert.com/reviews/the-passion-of-the-christ-2004

13 comentários:

  1. Roberto,

    não te compreendo. Siceramente, não percebo como dás excelente a um Titanic e Bom a este Passion of the Christ. É por causa dos Óscares??!!!! É por causa do Di Caprio??!!!!

    Este filme é "grande", "enorme". Disseste bem, a estética, pois o argumento não podia estar melhor nem pior, é um filme biopic(como se diz agora por aí), um filme bíblico, não podia ser doutra maneira.
    Violento? Sim, mas nunca antes ou depois foi filmada de maneira tão genial e realista os últimos momentos de Cristo. Mel Gibson fez um filme sobre Cristo para crentes e descrentes. Fez um filme que ataca os judeus e que é falado todo em hebraico(isso vale muito).

    Caviezel tem uma excelente interpretação, a meu ver, no papel de Cisto, Monica Bellucci e Maia Morgenstern também estão muito bem no papel de Maria Madalena e Maria, respectivamente.

    O filme de Mel Gibson bate anos luz o filme de Cameron, mas muitos anos luz.
    Mas isto é a minha opinião.

    Abraços

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  2. Álvaro Martins,

    Se dou 'Excelente' a TITANIC e 'Bom' a A PAIXÃO DE CRISTO é porque considero TITANIC um filme melhor que A PAIXÃO DE CRISTO.

    Não será, evidentemente, por causa dos Óscares. Aliás, se reparares, um dos princípios que rege este blogue (pelo qual tenho sido, inclusive, felicitado) é por falar de filmes, de cinema, sem falar de prémios. As minhas críticas não falam de prémios. Muito menos de Óscares. Tenho sido imune a esse fenómeno; acho curioso que faças essa sugestão justamente numa altura em que publiquei o meu primeiro post relativo aos Óscares, apenas por ocasião de um desafio lançado por um outro blogue. Não é criticando que direi o seguinte, mas será raro o blogue em que poderás ler uma crítica a um qualquer filme e na qual não se fale de prémios e factores exteriores à obra fílmica.

    Aproveito a ocasião para, já agora, consultares esse mesmo post referente aos Óscares, clicando AQUI. Poderás verificar claramente que as minhas preferências não se reflectem nos Óscares. Muito pelo contrário.

    Não vou comentar a sugestão de causa do Leonardo DiCaprio, penso que não faz sentido.

    Considero A PAIXÃO DE CRISTO um "grande" filme, sim, um bom filme. Não sou grande fã do guarda-roupa, nem dos cenários, mas penso que a fotografia e a banda sonora são prodigiosas. A realização de Gibson, como disse, é inspirada, mas não cria nada de extraordinário. Mas de impressionante, cria-o, sem dúvida.

    As interpretações são boas, sim, penso que Maia Morgenstern está magnífica.

    Penso que nem é comparável o marco de TITANIC para a história do cinema com o marco de A PAIXÃO DE CRISTO.

    É a minha opinião.

    Cumps.

    Roberto F. A. Simões
    CINEROAD

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  3. Álvaro,

    Um comentário adicional, a respeito de: «o argumento não podia estar melhor nem pior, é um filme biopic».

    Não sei se terás alguma coisa a acrescentar a este raciocínio, mas penso que é muito revelador. O facto de um filme ser ou não um 'biopic' não condiciona decisivamente e à partida um argumento. Afectará a história, não necessariamente o argumento: a forma como uma história é contada.
    É esse um dos motivos, entre tantos outros, que faz de O AVIADOR, por exemplo, um filme 'biopic' convertido em 'masterpiece'.

    Cumps.

    Roberto F. A. Simões
    CINEROAD

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  4. Roberto,

    "Afectará a história, não necessariamente o argumento: a forma como uma história é contada."

    Concordo, mas tens outra história sobre Cristo tão bem contada? Parece-me que não.
    Polémica, provocadora, simples, chocante, genial.
    Essa teoria é comprovada nestes dois filmes de que falamos e ao contrário do que dizes e passo a citar,

    "Penso que nem é comparável o marco de TITANIC para a história do cinema com o marco de A PAIXÃO DE CRISTO."

    acho que são comparáveis pelo seguinte, são ambos filmes biopics, ou seja contam um acontecimento real, no caso do Passion of the Christ é discutível conforme as crenças religiosas de cada indivíduo. Mas a minha teoria rege-se por esse detalhe de ser biopic. Ao serem dois filmes biopics têem comparação. E nessa comparação, Titanic perde muitos pontos, pois The Passion of the Christ é fiel, embora com as suas teorias - falo da questão dos judeus(sacerdotes da altura)-, enquanto que Titanic, já sabes a minha opinião.


    "Não é criticando que direi o seguinte, mas será raro o blogue em que poderás ler uma crítica a um qualquer filme e na qual não se fale de prémios e factores exteriores à obra fílmica."

    Roberto, ainda bem que não criticas
    pois perdias a razão. Quem fala dos óscares, não defendo todos pois existe de tudo por esta blogosfera fora, mas quem fala dos óscares oou outros prémios que eventualmente determinado filme possa ter ganho, pode ser somente para informar e sempre fica bem, embora eu não seja muito de referir esses detalhes dos prémios(como podes comprovar se alguma vez visitares e leres algum post do meu blog), mas na verdade essa questão nem se pode por, pois o informar que tal filme ganhou tais prémios pode ser só para informar o leitor. O que até fica sempre bem.

    Abraços

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  5. Álvaro Martins,

    No que se refira às últimas vivências de Cristo, não. Não conheço. A PAIXÃO DE CRISTO é um filme, sem dúvida, marcante.

    Polémica, provocadora, simples, chocante. Não creio que seja genial, mas está muito bem contada, indiscutivelmente.

    É possível considerar TITANIC um 'biopic', muito forçadamente. Eu preferiria chamá-lo um filme "inspirado em acontecimentos reais", uma vez que em TITANIC não temos propriamente a representação da vida de uma pessoa real.
    É possível incluir no mesmo conceito a representação de uma pessoa colectiva, mas penso que tudo deve ter dois pesos e duas medidas. Considerar TITANIC um 'biopic' penso que não é tanto desvirtuar o género, mas será esvaziá-lo de significado, ou pelo menos banalizar o conceito.

    Ainda assim e apesar disso, poderias sempre comparar os dois filmes, é claro. Eu não me sinto tentado a fazê-lo.

    Quanto ao ser fiel aos factos históricos ou "reais" ou não, isso nada tem a ver com a qualidade de uma obra de arte. Nada. A arte não deve nada à História. Em relação ao assunto sugeria, por exemplo, que consultasses o actual debate sobre ALEXANDRE, O GRANDE, onde o assunto foi recentemente falado.

    Eu leio o(s) teu(s) blogue(s) frequentemente.

    Quanto ao último assunto, tenho-te a dizer apenas que a questão se prende com uma questão de princípio. Quando critico, tento criticar a obra pelo que ela é, sendo alheio a fenómenos paralelos que em nada a beneficiam. Não tenho nada contra prémios, são importantes, mas acho que não devemos confundi-los com a crítica a um filme. O que é que tem a ver o MEMORIAL DO CONVENTO com o Nobel ou o A BELEZA AMERICANA com os Óscares. Saliento que estamos a falar de crítica.
    Se há quem fale dos prémios por que até fica bem, pois que falem. Não tenho nada contra. Não o faço. Na crítica que eu faço às obras, esforço-me por falar delas.

    Cumps.

    Roberto F. A. Simões
    CINEROAD

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  6. Roberto,

    quanto à questão do princípio, só tenho que respeitar e muito. Cada um tem os seus(princípios) e há que respeitar quem os tem e os defende. Por isso, como tu tens os teus e tens que ser respeitado, tens que respeitar os outros que possam eventualmente ter princípios contrários aos teus (não é o meu caso, já o sabes).

    "Não creio que seja genial, mas está muito bem contada, indiscutivelmente."

    Pois, aqui não estamos mesmo de acordo.

    "É possível considerar TITANIC um 'biopic', muito forçadamente. Eu preferiria chamá-lo um filme "inspirado em acontecimentos reais", uma vez que em TITANIC não temos propriamente a representação da vida de uma pessoa real."

    Sim, pode-se dizer "inspirado em acontecimentos reais", mas na verdade essa definição pouco foge à do biopic. Podemos então, também, definir The Passion of Christ como um filme "inspirado em acontecimentos reais". A história de amor entre Jack e Rose é para mim tão hipotética como a de Jesus Cristo (e com isto posso até a vir a ser crucificado).

    Quanto à questão da fidelidade da realidade ou da história, tem a ver com o espectador. Eu não aprecio muitas adulterações a uma história verídica, tu podes gostar.
    O cinema nada deve à história, verdade, digo mais, o cinema faz parte da história, completa-a.


    "Eu leio o(s) teu(s) blogue(s) frequentemente."

    Fico contente por saber.


    Quanto à questão que me levou a comentar este post, é irrefutável que eu diga que este Passion of Christ é como obra cinematográfica muito superior a Titanic.
    É melhor em tudo, exceptuando efeitos especiais que na altura foram muito bons. As interpretações, a fotografia, o guarda-roupa, realização, a montagem, a genialidade da linha narrativa, tudo supera Titanic.

    Já terás certamente visto o filme do Spielberg Saving Private Ryan. Comparo-o muito ao Titanic (embora não tenham nada a ver) relativamente ao aspecto visual e argumento. Ambos são bem realizados
    (o filme do Spielberg é melhor que o Titanic nesse aspecto, pois ele filma de maneira genial), mas ambos são do piorio por esse Hollywood fora no que a argumento se refere(principalmente o Saving Private Ryan).

    Mas isto é a minha opinião.

    Abraços

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  7. Álvaro Martins,

    Creio que gostarias de aprofundar o estudo das relações entre História e a sua representação na Arte. É uma área da Crítica interessantíssima e que nos faz entender a questão com outros contornos. Digo-to seguramente porque estudei Crítica Literária na faculdade e é fascinante.

    Quanto a todos os outros assuntos, não tenho muito mais para acrescentar. Tenho dito.

    Quanto à comparação entre TITANIC e O RESGATE DO SOLDADO RYAN resisto igualmente à comparação, se bem que admita já ter pensado no argumento do filme de Spielberg ao longo destas nossas dedicadas dissertações. E para rematar o assunto, digo-te simplesmente que a minha opinião tem a ver com a tal relação entre História e Arte, remetendo-te, portanto, para o primeiro parágrafo deste comentário. O RESGATE DO SOLDADO RYAN tem um argumento magnífico. A sua história, manifesto, não é das minhas predilectas.

    Os melhores cumprimentos,

    Roberto F. A. Simões
    CINEROAD

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  8. A classificação deste filme foi re-apreciada a 29 de Junho de 2009; não tendo implicações nas opiniões expressas no debate decorrido até à data.

    Filipe Assis
    CINEROAD - A Estrada do Cinema

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  9. Este filme exagera na violência e como tal em vez de parecer realista torna-se patético! Se alguém levasse aquelas doses de porrada em menos de 5 minutos desmaiava logo e ao fim de 20 já estava morto!! Acho que Mel Gibson tentou fazer passar a ideia que o JC passou o maior martírio de todos os tempos mas tantos como ele tiveram o mesmo fim na cruz...

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  10. EMANUEL NETO: Não concordo nem um pouco. Não o acho nem patético nem exagerado, nem tão-pouco inverosímil. Acho-o muito realista, até. Dói é ver tanto sofrimento num só filme. Quanto à última frase do comentário, concordo com tudo, excepto com o uso da adversativa. Creio que são ambas as orações verdadeiras, e que uma coisa não impede a outra. Ou seja, claro que foi essa a intenção de Gibson - contudo, o filme nunca nega a existência de outros sacrifícios semelhantes ou piores do que o de Cristo.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  11. Continua a afirmar que se exagerou na violência e isso tornou-a numa paródia! Sinceramente, achas que algum ser humano ficava vivo depois daquela sessão de chibatadas com correntes, picos e chicotes? Nem por sombras... Além disso acho que há melhores filmes sobre a vida (ou final da vida) de Cristo.

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  12. EMANUEL NETO: Não sei se se exagerou na violência, sei que se mostrou muito mais violência - explícita - do que seria de esperar num filme do género. Mostrar tanta e tamanha faz parte das deliberações estéticas do autor.

    De paródia é que A PAIXÃO DE CRISTO não tem nada. Paródia é Monty Python.

    Haverá melhores filmes sobre a vida de Cristo, mas não é isso que está em causa.

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  13. Deixo novo comentário, numa altura em que publico nova crítica ao filme, atualizando a anterior. Os comentários aqui apresentados desde 2009 demonstram como qualquer opinião - neste caso a minha - evolui com o tempo, de acordo com as nossas conceções artísticas, sendo favorável ou não relativamente aos filmes.

    Roberto Simões
    CINEROAD.blogspot.pt

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CINEROAD ©2016 de Roberto Simões