domingo, 16 de janeiro de 2011

«AS INCONTESTÁVEIS» #9

obra-prima, s. f.
1. Obra primorosa, perfeita, das primeiras no seu género.
2. A melhor obra de um autor.

5 das Incontestáveis Obras-Primas
de Diogo Figueira, autor do blogue A Gente Não Vê:O Senhor dos Anéis (2001-2003), de Peter Jackson
Stalker (1979), de Andrei Tarkovsky
8 1/2 (1963), de Federico Fellini
2001: Odisseia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick
O Couraçado Potemkin (1925), de Sergei Eisenstein

5 das Incontestáveis Obras-Primas
de O Projeccionista, autor do blogue A Última Sessão:
Touro Enraivecido (1980), de Martin Scorsese
A Doce Vida (1960), de Federico Fellini
Psico (1960), de Alfred Hitchcock
Laranja Mecânica (1971), de Stanley Kubrick
Os Quatro-Centos Golpes (1959), de François Truffaut

Quem contesta?

12 comentários:

  1. Listas com nomes de filmes e de cineastas bastante sonantes.

    Da do Diogo identifico-me claramente com o Senhor dos Anéis. Obra-prima incontestável.

    2001: Odisseia no Espaço também o considero uma obra-prima, muito embora o meu gosto e a minha admiração pelo filme ainda não tenha chegado a esse patamar. Vai se aprimorando e com mais algumas visualizações, e tempo, a coisa provavelmente entranha-se por completo.

    O Stalker, o 8 1/2 e O Couraçado Potemkin nunca vi. Talvez o do Fellini seja o que está mais próximo de ver.

    Da lista do Projeccionista nunca vi A Doce Vida e Os Quatro-Centos Golpes.

    Raging Bull não o considero uma obra-prima incontestável, na medida em que não me identifico muito com o filme. Reconheço-lhe muitas virtudes, especialmente a arte de filmar de Scorcese. Enfim, talvez necessite de o rever.

    Psycho é uma obra-prima. Um dos melhores trabalhos de Hitchcock, na minha opinião. Perfeito equilíbrio entre a história contada e o suspense constante. Grande filme.

    Em relação ao filme do Kubrick, Laranja Mecânica não o considero uma obra-prima. É daqueles que da única vez que o vi não gostei particularmente. Foi uma desilusão. Mas percebo a escolha, dada a singularidade e a controvérsia do filme.

    abraço

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  2. Da lista do Diogo, o único que não incluiria aqui seria o de Kubrick. Mas porque a única vez que vi o filme era garoto e na altura não achei piada. Terei de o rever para poder opinar com outros olhos e talvez mude de opinião.

    Da lista do Projecionista, são também grande filmes. De Fellini há outros que prefiro como "Amarcord" ou o "I Vitelloni". Assim como de Hitchcock, que tem para mim filmes melhores (A Corda, A Janela Indiscreta e Vertigo são os meus favoritos), mas não deixo de reconhecer a mestria do filme. Hitchcock é o maior!

    Por isso dou um empate técnico!

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  3. Estou em crer que foi a melhor "dupla" que por aqui passou até agora. Só tirava daí o Lord of the Rings.

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  4. Apoiadissimo, fora com os anéis!
    E Truffaut tem coisas muito mais sublimes.

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  5. Gosto muito de ambas as selecções. Principalmente da primeira, que inclui algumas das minhas incontestáveis.

    É de destacar de facto de mestres como Hitchcock e Truffaut finalmente aparecerem.

    Estas não contesto!

    Cumprimentos,

    Gonçalo Lamas

    cineglam7.blogspot.com/

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  6. Adoro todas as escolhas do Diogo e dO Projecionista, embora nao tenha visto A Doce Vida...

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  7. Obrigado pelos comentários. E vou tentar justificar as minhas escolhas e responder-vos, fazendo desde já um ou outro esclarecimento.

    Foram estas as minhas obras primas, mas podiam ser outras. Não há cinco obras primas, há dezenas, se não centenas delas como já deu para ver nesta excelente iniciativa. Faltam aqui alguns nomes que têm obrigatoriamente de estar numa lista delas. Mas como tinha de escolher cinco, optei por cinco dos meus realizadores preferidos. Caí contudo na tentação, sobretudo no caso do Truffaut, como muito bem notou o Rato, de escolher talvez os mais conhecidos. Mas não deixo de os reconhecer como obras primas. Eis porquê:

    Toiro Enraivecido, de Martin Scorcese: se há filme onde Scorcese conseguiu provar porque é um grande cineasta, é este. As interpretações estão sublimes, o preto e branco divinal e a forma como está filmado não tem qualquer tipo de falha a apontar.

    A Doce Vida, de Federico Fellini: este foi o mais difícil de escolher. Dentro da obra de Fellini como escolher uma obra prima? Optei por este porque consegue ser, numa obra que muitas vezes remete para um imaginário onírico muito forte, uma visão de uma época. E está muito bem retratada. A título de curiosidade, as minhas outras dúvidas em relação a Fellini eram Amarcord, 8 1/2 e Os Inúteis, sendo este um dos meus filmes preferidos.

    Psico, de Alfred Hitchcock: esta escolha também me colocou perante inúmeras dúvidas, pois é difícil escolher uma só obra de Hitchcock. Mas a minha recaiu aqui, pois Psico é um dos melhores filmes de terror de sempre, género que nem sempre tem o devido crédito junto dos cinéfilos.

    Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick: uma obra prima em todos os aspectos. Sobretudo a nível estético, pois ainda hoje são muitas as marcas que este filme de Kubrick nos relegou. Talvez na sua obra seja a que mais icónica.

    Os Quatro-Centos Golpes, de François Truffaut: esta foi a minha escolha mais pessoal. Não sendo o melhor filme de Truffaut, é para mim uma das melhores estreias do cinema. E só o facto de nos ter apresentado a personagem de Antoine Doinel já merece estar aqui.

    Agora tentando responder um a um.

    Jorge: Raging Bull é um daqueles filmes perfeitos e vale sempre a pena voltar a ver. Robert De Niro e Joe Pesci estão perfeitos, os combates são sublimes. Está tudo lá. No caso do Laranja Mecânica, confesso que da primeira vez que o vi também fiquei com essa sensação. Aliás, nunca consegui gostar de um filme do Kubrick à primeira vista. Por isso, vê-o outra vez, pode ser que descubras um grande cineasta.

    João Bastos: são dois cineastas que é difícil escolher um. Adoro o «I Viteloni», como referi lá atrás. Mas se tivesse de escolher um filme do Fellini seria este. Do Hitchcock gosto, bastante, tem inúmeras obras primas, incluindo duas que referes (confesso que ainda não consegui ver o Vertigo, grande falha a colmatar num destes dias).

    João Gonçalves: Sim, Truffaut faz sempre falta :) Pena que seja um cineasta tão esquecido.

    Álvaro Martins: Obrigado.

    Rato: Idem. Truffaut tem de facto filmes melhores, mas este filme é especial e merece o rótulo.

    Uma vez mais aproveito para agradecer ao Roberto o convite que me endereçou. E dar os parabéns ao Diogo pela sua também excelente lista de obras primas, que tenho de concordar com o Álvaro e o Rato. Apesar de não dizer fora com os Anéis (trilogia que admiro), há mais e melhores obras primas.

    Cumprimentos a todos e bons filmes!

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  8. Obrigado a todos pelo feedback.

    Antes de mais, as minhas escolhas não são as minhas obras-primas favoritas. Aliás, o Roberto fez questão de salientar, no convite, que não se tratava de gosto pessoal (se assim fosse, teria de ter incluído There Will Be Blood, Taxi Driver, A Clockwork Orange, pelo menos).

    O meu critério passou por escolher filmes que, de um ponto de vista global, histórico (na história do cinema, na história do mundo e na relação de ambas as dimensões) tenham marcado, de uma forma ou de outra, não só uma estética ou uma filosofia mas também gerações e entendimentos de vida. Foi muito difícil fazer esta escolha e não poder incluir filmes da Leni Riefenstahl, De Sica e de tantos outros. Mas cinco eram cinco ;)

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  9. Diogo no convite do Cineroad, diz lá que o que é pedido são escolhas pessoais, citando-o aquelas que são a bandeira da nossa identidade cinéfila :P

    Mas ambas as listas estão muito boas. Com excelentes escolhas e isso é que interessa.

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  10. LOOT,

    Antes pelo contrário:

    "Aquilo que vos peço não é necessariamente para que indiquem as vossas obras-primas favoritas, ou aquelas que são a bandeira da vossa identidade cinéfila.
    Os critérios são vossos e podem ser os mais variados."

    ;)

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  11. Diogo

    Tens toda a rãzão, fiquei com essa ideia metida na cabeça e estava totalmente errado.
    Já devia ter aprendido a não confiar na memória a 100% ;)

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  12. Ora bem...
    Do Diogo:
    O Senhor dos Anéis continuo a não achar que seja uma obra-prima.
    Stalker, 8 1/2 e o Couraçado Potemkin ainda não vi.
    2001: Odisseia no Espaço é simplesmente um filme fantástico (talvez um dos melhores de Kubrick)

    Do Projecionista:
    Touro Enraivecido e A Doce Vida ainda não vi.
    Psico estou de acordo (claro!)
    Laranja Mecânica é um filme bom, mas não o acho o melhor de Kubrick
    Os Quatro-Centos Golpes é sem dúvida um grande filme de Trufaut.

    Boas listas e daqueles que ainda não vi, são filmes que já tinha alguma curiosidade em ver, por isso certamente que vou colmatar essa falha.

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