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domingo, 12 de setembro de 2010

EM PARIS (2006)

PONTUAÇÃO: BOM

Título Original: Dan Paris
Realização: Christophe Honoré
Principais Actores: Romain Duris, Louis Garrel, Guy Marchand, Joana Preiss, Marie-France Pisiers, Alice Butaud

Livre na forma e de pretensões artísticas maiores, brilham o argumento e o trabalho dos actores, sobre todas as coisas. Há Garrel nu, várias vezes, para delírio dos adolescentes que devoram este tipo de cinema, há melodrama, humor e intimidade quanto baste, há sobretudo uma proximidade assinalável com a realidade do quotidiano e beleza naquela relação entre irmãos. Honoré conflui leveza com encantamento num produto claramente acima da média, mas sem potencial para muito mais.

terça-feira, 20 de abril de 2010

AS CANÇÕES DE AMOR (2007)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Les Chansons d'Amour
Realização: Christophe Honoré
Principais Actores: Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni, Clotilde Hesme, Grégoire Leprince-Ringuet, Brigitte Roüan, Jean-Marie Winling, Alice Butaud, Yannick Renier

Crítica:
Aime moi moins,
mais aime moi longtemps.

Um sopro de melancolia percorre as ruas de Paris, ao som d'As sentimentais Canções de Amor, de Christophe Honoré.

Ismael e Julie, Alice: há tristeza perante o esvaziamento de uma relação, perante a impossibilidade do triângulo... haverá profunda dor perante a morte inadvertida de um vértice essencial, cuja sentida ausência possibilitará um novo recomeço: Erwann. O filme fala e canta este estado de espírito, por vezes com um lirismo notável e envolvente... Desabafa com o espectador um reflexo dele próprio, porventura. Por entre prazeres voluptuosos, é representada a naturalidade de toda uma nova geração em sentir, mais do que nunca, o amor com liberdade. Uma geração que estuda, trabalha e lê, a prova de que o futuro é diferente, mais aberto e sexualmente sincero e verdadeiro, mas que não está perdido.

Em poucas palavras, As Canções de Amor não é senão um filme de uma qualidade assinalável - bem escrito, bem realizado e bem interpretado (com especial destaque para Louis Garrel, claro). Podia ser mais interessante e ambicioso, artisticamente falando, mas é romântico e apaixonante quanto baste.


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CINEROAD ©2020 de Roberto Simões