sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

«AS INCONTESTÁVEIS» #5

obra-prima, s. f.
1. Obra primorosa, perfeita, das primeiras no seu género.
2. A melhor obra de um autor.

5 das Incontestáveis Obras-Primas
de Luis Silva, leitor:
Clube de Combate (1999), de David Fincher
Idi i smotri (1985), de Elem Klimov
Dekalog (1989), de Krzysztof Kieslowski
Peregrinação Exemplar (1966), de Robert Bresson
Os Sapatos Vermelhos (1948), de Michael Powell e de Emeric Pressburger

5 das Incontestáveis Obras-Primas
de João Bizarro, autor do blogue Cantinho das Artes:Salteadores da Arca Perdida (1981), de Steven Spielberg
Era Uma Vez Um País (1995), de Emir Kusturika
Nascido Para Matar (1987), de Stanley Kubrick
A Sede do Mal (1958), de Orson Welles
Que Fiz Eu Para Merecer Isto? (1984), de Pedro Almodóvar

Quem contesta?

11 comentários:

  1. Das escolhas do Luis Silva, não vi Os Sapatos Vermelhos nem Idi i Smotri. Quanto aos outros 3 são obras-primas sim. Indiscutivelmente.

    Quanto ás escolhas do João Bizarro, concordo com 3 também, Underground é uma enorme obra-prima, Full Metal Jacket e Touch Of Evil são grandes momentos de cinema também ;)

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  2. Da lista do Luis, que está excelente e prima pelo bom-gosto, só não conheço Os Sapatos Vermelhos de Powell/Pressburger e Dekalog de Kieslowski (cuja trilogia das cores me agrada bastante). Na do João salta-me à vista a aparente má escolha (na minha opinião claro) da obra-prima de Almodóvar (Fala com Ela e Má Educação são obras maiores) e do Kubrick: Full Metal Jacket é talvez a menos bem conseguida (mas ainda acima da média, como é normal nos filmes deste mestre) das suas obras. Ainda assim, boas escolhas de autores (não que Spielberg me agrade muito mas pronto :P)

    Cumps

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  3. Grandes escolhas, à excepção do filme de Almodovar... Mas isto porque eu tenho um ódio pelos filmes do realizador! De resto nada a apontar! Dou vantagem ao Luis, mas apenas porque o João tem o Almodovar!

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  4. Parecem-me óptimas escolhas de ambos, com duas excepções (uma para cada um para ser justo:P):

    -No caso do Luís Silva, a excepção vai para Fight Club, que nunca vi, pelo que não posso opinar. Acho que somando fragmentos, acabei por já ver o filme na totalidade, à medida que vou apanhando, mas não posso considerar tê-lo visto assim. E quanto mais digo isto, mais ouço exclamações incrédulas, e tentativas de me obrigarem a ver. Mas quanto mais isso acontece, menos vontade tenho, porque sou teimosa e parva, pois claro:P Mas já vai sendo tempo de ver, eu sei.

    -No caso do João Bizarro, excluiria o do Almodovar, apenas porque nenhum filme dele me diz tanto, que mereça ir para uma selecção destas. Mas claro que é subjectivo,e não sendo uma escolha minha, só tenho que aceitar:)... É provável que as minhas escolhas também não façam sentido para muita gente.

    Acrescento apenas que ponderei "Touch of Evil" para a minha lista, mas acabei por não incluir. Mas acho que fica ali muito bem;)

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  5. O "Red Shoes" é uma obra-prima absoluta, assim como outros filmes da dupla Powell/Pressburger. Belíssima escolha do Luís, a que se junta o também belo "Au hasard Balthazar".

    Na do João, não conto nenhuma obra-prima, nem o filme do Welles o é, mas, dos filmes que vi, é uma lista sólida, sem um filme que cai para lá do bom.

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  6. Então vamos lá dizer o porque desta lista...
    Em primeiro lugar só cria deixar claro que as minhas escolhas foram feitas "aleatoriamente", se me pedissem hoje para enumerar outra lista de certeza que as escolhas iam ser diferentes, isto porque nunca consigo ter uma escolha exacta, tentei escolher, mais ou menos, umas obras que não fossem tão conhecidas do público (excepto o Clube de Combate, claro).

    Clube de Combate: Adoro o David Fincher e esta para mim, de todas as obras primas que ele já criou, é a minha favorita. A forma como este filme critica o consumismo da sociedade é Brutal, as ideias e filosofias presentes em cada fala são geniais, e creio que nem preciso de falar de um dos melhores finais/twists na história do cinema.

    Idi i smotri: Como um caricático ícone da nossa TV dizia "o drama, o horror, a tragédia...", esta obra-prima (que ocorre durante a 2ª Guerra Mundial na Bielorrússia) tem isso tudo e muito mais.
    Com uma história simples este filme choca como nenhum filme de guerra me conseguiu chocar, cada cena mais aterradora que a anterior. Para os amantes deste género está aqui uma recomendação a não perder.

    Dekalog: Uma mini-série de 10 episódios (considerado por muitos um filme só) em que cada episódio retrata um dos 10 mandamentos da Biblia. Parece simples? Não é.
    Tenho que relatar que não é preciso ser-se religioso para apreciar esta grandiosa Obra-prima. O trabalho de câmara do Krysztof Kieslowski é excelente (como em todos os filmes dele), a banda sonora é genial. Cada episódio deixa o espectador a pensar. Aqui está um filme que nos ensina a ser humanos e que, de certeza, muda a forma de pensar e de olhar para o mundo, de muitas pessoas.

    Peregrinação Exemplar: Outro filme sobre a vida e sobre sofrimento. Muita coisa à a dizer sobre este filme. Mas simplesmente vou cotar aqui Jean-Luc Godard (Grande Senhor) "Everyone who sees this film will be absolutely astonished," "because this film is really the world in an hour and a half.".

    Os Sapatos Vermelhos: Como o tão esperado "Cisne Negro", "Os Sapatos Vermelhos" são um filme sobre o mundo do ballet, e que mundo...
    Tenho de rever este filme, pois não sei bem o que dizer sobre ele, acho que tudo o que diga, nunca conseguirei expressar a Grande Obra Prima que o filme é. Posso simplesmente dizer que a banda sonora é aterradora, e as cores nos cenários são esplendorosas. O final também é de deixar de boca aberta.

    Grande iniciativa do Cineroad e que venham mais assim.

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  7. A lista do Luis é muito boa, Idi i Smotri e Au Hasard Balthazar são realmente duas obras-primas. E são dois dos meus filmes de eleição (que facilmente poderia escolher para esta rubrica). O Dekalog é outra monstruosidade, embora este seja discutível pois são dez episódios em vez de um filme. Fica ao critério de cada um considerá-lo ou não um todo. O filme do Fincher, por muito bom que seja e por mais que adore o filme, não o considero uma obra-prima. Quanto aos Sapatos, não comento porque nunca vi.

    A lista do João não é má (nem boa eheh). Touch of Evil e Underground são boas escolhas (serão porventura obras-primas), o do Kubrick é um grande filme mas não chega lá. Quanto aos outros dois, o do Spielberg é fraquinho e o do espanhol nunca vi.

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  8. Da lista do Luís só vi o Fight Club que apesar de considerar um grande filme, fica aquém do estatuto de obra-prima. Pelo menos na interpretação e valor que lhe reconheço. Ainda assim estou para o rever há imenso tempo, é mesmo daqueles que necessito.

    De resto fico com 4 belas referências, algumas que até desconhecia por completo.

    Dos seleccionados pelo João identifico-me claramente apenas com o Full Metal Jacket do Kubrick. Grande grande filme. Mas não estou seguro que seja obra-prima. Provavelmente não, e apesar de gostar bastante do filme. E lembrei-me agora de uma frase do mesmo: "I wanted to see exotic Vietnam, the jewel of Southeast Asia. I, uh, I wanted to meet interesting and stimulating people of an ancient culture, and kill them." Hilariante, pertinente e provocatório.

    Spielberg terá algumas obras-primas, ou pelo menos uma, mas seguramente não me parece este primeiro tomo da saga Indiana Jones. De qualquer modo, vejo este filme um pouco como o Star Wars, terá o seu lugar já bem vincado na história. É por si só um marco no entretenimento e na cultura cinematográfica. E por isso sim, compreendo a escolha ainda que não concorde.

    O Touch of Evil do Welles é um belo filme, cheio de suspense e intriga, transparecendo ainda (e muito bem) conflitos interiores de personagens e uma mensagem interessante. É também um filme de grande valor estético. No entanto não o considero por enquanto uma obra-prima, de todo.

    Quanto aos do Kusturica e do Almodovar nunca vi. Ainda são dois realizadores que tenho de descobrir.

    abraço

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  9. Da lista do João Bizarro só não conheço o de Orson Welles. Não considero nenhuma das suas escolhas uma obra-prima, talvez o filme de Kusturica se aproxime. Vamos aguardar para ler as justificações do João, certamente curiosas.
    Da lista do Luis Silva, infelizmente, só conheço um filme, o CLUBE DE COMBATE; que é, sem sombra de dúvida, uma obra-prima. Os nomes imponentes desta selecção fazem-me antever grandes descobertas, vou guardar as recomendações.

    Obrigado a todos pelos comentários!

    Cumps.
    Roberto Simões
    » CINEROAD - A Estrada do Cinema «

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  10. Olá a todos.

    Em relação à definição de obra-prima que está em cima não concordo na totalidade. Só porque considero que há realizadores que têm mais que uma obra-prima no seu currículo.

    Depois há n filmes que são obras-primas (felizmente) daí que escolher os melhores de cada realizador, aqueles que muita gente considera não achei que fosse muito criativo, como pedia o Roberto.
    Escolhi 5 que considero obras-primas, embora só 2 ache que são as melhores dos realizadores (A Sede do Mal - a par de Citizen Kane - e Era uma Vez um País).
    Aquela que pode gerar mais polémica é o filme do Almodovar, mas foi dos primeiros que vi dele e foi o que me levou a adorar a sua obra.
    O Kubrik é dos realizadores que tem mais que uma obra-prima (no meu conceito) e a nível de cinema de aventuras há poucas obras melhores que os Salteadores da Arca Perdida.

    Podia fazer um ou outro comentário (a outros comentários) mas que se lixe. Cada um tem os seus gostos, uns têm a mania que percebem mais de cinema que outros mas no fundo (acho) todos temos amor à 7ª arte.

    Cumprimentos.

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  11. Olá Roberto. Desculpa a minha ausência.

    Estou um pouco "a leste" em algumas das escolhas. Mas na lista do Luis, os meus olhos prenderam-se no Fight Club - um dos meus filmes de eleição. "Esquizofrénico" no seu conteúdo, é um filme que adoro pela forma como mostra comportamentos, personagens inquietas e consumistas.

    Já o João tem - Kusturika - um dos realizadores peritos em "filmar retratos sociais". O filme escolhido mostra a história da Jugoslávia, misturada com personagens excelentes, música e cenários fabulosos. Apesar de pessoalmente preferir "Black Cat, White Cat", acho o "Underground" também muito bom.

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