sábado, 27 de março de 2010

O ÚLTIMO TANGO EM PARIS (1972)

PONTUAÇÃO: [a atribuir]
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Título Original: Ultimo tango a Parigi
Realização
: Bernardo Bertolucci
Principais Actores: Marlon Brando, Maria Schneider, Maria Michi, Jean-Pierre Léaud

Crítica: [Em Espera]





segunda-feira, 22 de março de 2010

10 Breves Perguntas (11)

Álvaro Martins, autor do blogue Preto e Branco, aceitou o convite do CINEROAD para responder a mais um questionário desta 2ª Edição do 10 Breves Perguntas.

Eis as respostas:
1. O Melhor Filme desde 2000:
Transe (2006) / Dealer (2004) / Gerry (2002) / A Londoni Férfi (2007)
2. A Banda-Sonora da Minha Vida:
Once Upon a Time in America (1984) /
Nuovo Cinema Paradiso (1988)
3. Um Amor de Infância:
Star Wars (1977)
4. Um Filme de Animação:
An American Tail (1986)
5. Uma Comédia:
Life of Brian (1989) / Airplane! (1980)
6. Filme-Fenómeno cujo Mediatismo não compreendo:
Titanic (1997) / Slumdog Millionaire (2008)
7. Tantos detestam. Eu adoro:
No Quarto de Vanda (2000)
8. Um elenco:
Lawrence of Arabia (1962) / Apocalypse Now (1979)
9. A Melhor Fotografia que conheço:

Delta (2008)
10. Já mudei de ideias sobre este filme:
Out of Africa (1985) / First Blood (1982) /
Conan the Barbarian (1982)


Um muito obrigado, Álvaro Martins.

Compare as respostas dadas por todos os convidados até ao momento: AQUI

STAR WARS em Portugal - O Clube de Fãs

O fenómeno STAR WARS, sabemo-lo, trespassou o universo do cinema e criou verdadeiros e acérrimos fãs, um pouco por todo o mundo. Para o encerramento oficial desta longa maratona STAR WARS, o CINEROAD convidou o » SWCP - Star Wars Clube Portugal « para nos falar um pouco do clube e da paixão pela saga iniciada em 1977, por George Lucas.

Desde já um muito obrigado ao Paulo Oliveira e a todo o » SWCP « por ter aceite, tão gentilmente, este convite.

O » SWCP - Star Wars Clube Portugal « foi criado em 2 de Fevereiro de 2007, sendo o 1º clube de fãs de Star Wars legalmente criado e registado em Portugal, para benefício de todos os interessados naquela Galáxia muito, muito distante...
Contamos actualmente com meia centena de associados, incluindo dois espanhóis e dois brasileiros, temos também a honra de ter catorze celebridades como nossos membros honorários vip, alguns actores, artistas gráficos e membros da LucasFilm.
O clube surgiu inicialmente como um clube de coleccionadores e fãs da saga, tendo alargado os seus horizontes à medida que foi crescendo e recebendo o respectivo feedback dos entusiastas da saga portugueses e não só.
Para uma total abrangência sobre Starwars, temos organizado e colaborado em vários eventos do género no nosso país, procurando sobretudo divulgar este maravilhoso e icónico filme de ficção científica que não se trata apenas de duas trilogias cinematográficas, mas sim de um universo paralelo ao nosso onde foi criada pelos seus entusiastas e participantes directos uma mística que não se equipara a nenhum outro filme, abrangendo várias gerações, sendo que a nova série animada The Clone Wars veio despertar o interesse pela saga aos mais jovens que ainda não a conheciam.
Através do feedback que recebemos no nosso blogue e nos nossos contactos, temos vindo a verificar que Star Wars tem muito mais adeptos em Portugal do que pensávamos, basta visitar alguns dos poucos eventos do género realizados no nosso país e constatamos imediatamente uma grande adesão, como foi o caso da exposição realizada no Museu da Electricidade ou agora com o Star Wars In Concert que temos quase a certeza que irá encher o Pavilhão Atlântico nestes dias 22 e 23 de Março [hoje e amanhã].

Paulo Oliveira
SWCP, STAR WARS Clube Portugal

Ainda sobre A VINGANÇA DOS SITH

"As lutas de sabres de luz - aquela luta final entre mestre (Obi Wan) e aluno (Anakin) - foi digamos espantosa e com um final tremedo. A transformação de Anakin para um dos maiores vilões do cinema - Darth Vader - também foi emocionante - agora com este 3º episódio percebi que nem sempre o que parece é e acabei em vez de ter raiva deste vilão, ter pena."
Gema, Os Filmes da Gema

"Uns dizem que este capítulo é apenas um exagero de efeitos especiais por parte de Lucas, outros dizem que este episódio apenas detém Anakin Skywalker como uma personagem interessante e deixa o resto para trás. Ora, este capítulo é, em parte, o que disse atrás, mas a perfeita coordenação ou harmonia por detrás disto tudo torna The Revenge of the Sith um começo digno da mítica saga que se iniciou nos anos 70. Neste episódio, os efeitos especiais levam outro rumo embelezando a paisagem de Star Wars a outro nível, também antes referido, o episódio é focado em Skywalker e na sua mudança para o lado negro, neste episódio, mais negro, aparece o mítico Darth Vader que é uma das personagens mais importantes e promissoras no universo da Guerra das Estrelas. Assim, A vingança dos Sith acaba um início digno dos episódios dos anos 70/80 onde estes são a verdadeira obra-prima mas nada seria sem os três episódios iniciais e mais importante, Star Wars não era Star Wars se não tivesse a espantosa mudança de Anakin Skywalker para Darth Vader!"
Bruno Cunha, Cinema as my world

"Um fechar em glória da mais bela saga de sempre do cinema. O espírito da trilogia original está aqui todo. Aqui há a destacar tudo mais alguma coisa. Tudo funcionou na perfeição. Por amor Anakin cedeu ao Lado Negro e por amor se redimiu no final do Episódio 6. Uma história semelhante à de D. Pedro e Inês. Para salvar a sua amada de uma morte certa, Anakin desgraçou toda uma galáxia. O que nos leva quase a perdoar todo o mal que Vader fez. Destaque para o aparecimento de Chewbacca, o "cameo" da Millenium Falcon, a batalha final entre Anakin (ou Vader) e Obi-Wan Kenobi, o nascimento de Luke e Leia, o tão esperado aparecimento de Darth Vader. E ficava aqui a falar do filme muito mais tempo. Perfeito. 10/10"
João Bastos, Revolta da Pipoca

A BARREIRA INVISÍVEL (1998)

Comente o filme A Barreira Invisível, aqui!

'Os Meus 10 Realizadores de Eleição' (1)

Começa aqui uma nova iniciativa.
Daniel Silva, autor do blogue Cine Observador, aceitou o convite do CINEROAD - A Estrada do Cinema para partilhar connosco o seu leque de realizadores preferidos:

Quentin Tarantino
Christopher Nolan
Peter Jackson
Clint Eastwood
David Fincher
Paul Thomas Anderson
Francis Ford Coppola
Darren Aronofsky
Martin Scorsese
Ridley Scott

Um muito obrigado, Daniel Silva!

domingo, 21 de março de 2010

STAR WARS III - A VINGANÇA DOS SITH (2005)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith
Realização: George Lucas

Principais Actores: Ewan McGregor, Hayden Christensen, Natalie Portman, Ian McDiarmid, Samuel L Jackson, Christopher Lee, Anthony Daniels, Kenny Baker, Ahmed Best, Frank Oz, Jimmy Smits, James Earl Jones, Peter Mayhew, Keisha Castle-Hughes

Crítica:

Good is a point of view

O espectáculo chega ao fim (ou ao meio, consoante a perspectiva) e mais negro e assombroso do que nunca. A batalha espacial com que se inicia o episódio é de uma energia avassaladora, assaz osfuscante, e põe-nos a bordo de uma viagem sem retorno. Now you will experience the full power of the dark side. Para além da excelência inerente ao som, banda sonora e efeitos especiais - que asseguram mais uma experiência irrepetível e, grosso modo, a imagem de marca da franquia - A Vingança dos Sith revela-se, na verdade e acima de tudo, dotado de uma intensidade dramatúrgica notável.

A entrega final de Anakin Skywalker à retórica e sedução do Chanceler Palpatine ganha uma profundidade filosófica muito para além dos maniqueísmos de que a saga foi alvo no decorrer da primeira trilogia. Good is a point of view, Anakin. The Sith and the Jedi are similar in almost every way, including their quest for greater power. (...) The dark side of the Force is a pathway to many abilities some consider to be unnatural. (...) Learn to know the Dark Side of the Force and you will be able to save your wife from certain death. Até que ponto não compreendemos nós o cair em tentação, se isso assegura a protecção e salvaguarda daqueles que amamos? Até que ponto conseguimos separar o nosso dever do nosso sentimento? O posicionamento de Anakin é tudo menos frívolo, por mais que o jovem tenha denotado, desde criança, uma certa natureza rebelde no seu carácter. Se é certo que A Vingança dos Sith trata de humanizar um vilão como Darth Vader, é igualmente certo que essa humanização advém de uma necessidade primeira de revelar o passado da personagem e de procurar a essência da origem do Mal.

As interpretações estão a um nível nunca antes antingido: Hayden Christensen ficará imortalizado pelo seu Anakin Skywalker/Darth Vader, Natalie Portman revelou o seu talento às grandes massas, Ian McDiarmid reafirmou o seu brio na arte de representar após anos e anos de carreira. A direcção artística, dos designers de produção aos técnicos da vastíssima equipa de efeitos digitais, é a responsável pela concepção de um produto, uma vez mais, soberbo e sublime. O final do filme é, simplesmente, qualquer coisa de excepcional, excepcional, excepcional.

A Vingança dos Sith é um triunfo absoluto e incontornável. Magnífico filme!

Ainda sobre O ATAQUE DOS CLONES

"Banda sonora excelente, elenco fantástico, efeitos especiais também eles muito bem feitos, quase nada a apontar ao filme, não fosse realmente, uma das coisas mais importantes ter falhado - a história algo lamechas e maçuda."
Gema, Os Filmes da Gema

"Em Star Wars episódio II conseguimos observar um melhoramento face ao primeiro episódio que não se revelava nada de extraordinário. Se antes Star Wars era possuidor de uma beleza extraordinária, agora, também era detentor de uma comovente história e digno do nome Star Wars."
Bruno Cunha, Cinema as my world

"Aqui a história de amor entre Anakin e Amidala tem um início concreto. Anakin mostra já sinais de descontentamento deixando antever o seu futuro mais que conhecido. Visualmente muito bom, este episódio já inclui o amor nos ingredientes. Destaque para alguns pormenores interessantes como o aparecimento de Bobba Fett, a mão cortada de Anakin (fazendo paralelo com o que acontece com Luke), e muitos outros. 9/10"
João Bastos, Revolta da Pipoca

DESENCONTROS (2004)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: We Don't Live Here Anymore
Realização
: John Curran

Principais Actores: Mark Ruffalo, Laura Dern, Peter Krause, Naomi Watts, Sam Charles, Haili Page, Jennifer Bishop, Jim Francis, Amber Rothwell

Crítica:

IRRESISTÍVEL TENTAÇÃO

Sério. Contundente. Acutilante. Assim é a abordagem de Desencontros ao casamento. Mark Ruffalo e Laura
Dern, Peter Krause e Naomi Watts: dois casais, quatro amigos, quatro formidáveis interpretações. Acabados os estudos, casaram e tiveram filhos - seguiram, pois, o padrão sócio-cultural monogâmico das sociedades ocidentais. Às tantas, porém, as relações de ambos os casais cessaram de evoluir e estagnaram, por assim dizer, caindo numa crescente saturação. E no desesperante vazio das relações, sabemo-lo, começa ou intensifica-se a falta de diálogo e de compreensão e, também, a tensão sexual. Por isso, muitas relações conhecem a ruptura, nomeadamente através do adultério. O processo de destruição do casamento acaba por ter um seguimento de cruel egoísmo para com os filhos, provocando, quando arrastado e ainda para mais perante um swing entre casais amigos, uma autêntica decadência moral.

Ainda que nunca verdadeiramente excepcional, o filme de John Curran (bastante competente atrás das câmeras, diga-se de passagem) cria uma atmosfera de uma densidade notável. E o apelo à reflexão é por demais conseguido... Aliás, é impossível sair alheio a toda a teia de segredos e traições, feridas e ressentimentos. A quem se conseguir identificar minimamente com aquelas personagens (o que acontecerá com muitos espectadores, certamente), a sensação de incómodo far-se-á sentir inúmeras vezes.

Aqui fica o apontamento sobre um filme independente, de inegáveis qualidades - onde as dramatúrgicas merecem, claramente, um principal destaque.

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Nota especial para o péssimo título português.

sábado, 20 de março de 2010

STAR WARS II - O ATAQUE DOS CLONES (2002)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: Star Wars: Episode II - Attack of the Clones
Realização: George Lucas

Principais Actores: Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen, Samuel L. Jackson, Christopher Lee, Ian McDiarmid, Jack Thompson, Jimmy Smits, Frank Oz, Temuera Morrison

Crítica:


Attachment is forbidden. Possession is forbidden.

Compassion, which I would define as unconditional love, is essential to a Jedi's life.
So you might say, that we are encouraged to love.

Uma saga como Star Wars exigia toda uma evolução tecnológica que lhe permitisse criar um universo paralelo e credível, à altura do seu próprio conceito. Eu sou daqueles para quem os prodigiosos efeitos especiais da era digital vieram - em definitivo - beneficiar e muito a dimensão criativa de George Lucas. Alguém preferirá o tão inexpressivo boneco ao Mestre Yoda deste filme? Por isso mesmo considero que uma obra como O Ataque dos Clones não só superou uma certa ineficácia das mascotes e miniaturas utilizadas anteriormente como ultrapassou a saturação da estrutura episódica da narrativa (presente nos episódios IV, V e VI) e teve finalmente a oportunidade para, sem desfocar a diegese principal, pintar e enriquecer todo um segundo plano. Se isso já era notório em A Ameaça Fantasma, o que hei-de eu dizer deste episódio II?... A cada cena, somos agora presenteados com um visual ainda mais estonteante: a excelência do design é deveras impressionante e as imagens são belíssimas, ricas em detalhe, em pormenor. A narrativa tem agora oportunidade para respirar, sendo que submergimos nas maravilhas daquele mundo fantástico. O romance entre Anakin e Padmé, por exemplo, evolui perante deslumbrantes e oníricas paisagens. Nunca a saga Star Wars se aproximou tanto da etérea beleza como agora...

E, como se isso não bastasse, Ewan McGregor, Natalie Portman e Hayden Christensen têm uma qualidade e profundidade nas suas interpretações que nunca abundou no elenco da primeira trilogia, exceptuando uma ou outra cena. Ou seja, acredito seriamente que há nesta segunda trilogia uma dimensão humana superior, apesar da significativa presença dos efeitos digitais (que poderiam pôr em risco a qualidade dramatúrgica da obra caso esta estivesse noutras mãos que não as de George Lucas; aqui mais inspirado do que nunca).

A dimensão do espectáculo expande-se ao sabor da incomensurabilidade do próprio espaço e da imaginação. A banda sonora de John Williams transfigura os temas originais e envolve-nos uma vez mais, numa aventura sem limites. Desencadeiam-se combates estrondosos, com uma qualidade sonora assombrosa. O Ataque dos Clones é - tão somente - a já mítica guerra intergaláctica ao rubro e no seu melhor. Faz-se história, novamente.


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CINEROAD ©2020 de Roberto Simões