quinta-feira, 2 de setembro de 2010

SPARTACUS de Stanley Kubrick, segundo Hugo Quilici

Agradecimento Especial:

Diferente de clássicos como Ben-Hur e Os Dez Mandamentos, onde a ação tinha grande importância no desenvolver da história, aqui Kubrick transforma seu épico quase num drama, mostrando a saga de um escravo que se torna lider de uma revolução, atrai milhares de seguidores e ainda se apaixona por uma jovem.

O roteiro chega a utilizar a política, mostrando as maquinações de Crassus (Laurence Olivier) para dominar o Senado Romano e ainda o próprio Spartacus (Kirk Douglas) tendo de lidar com seus "generais", que nem sempre acreditam no líder. O elenco e roteiro são os pontos altos, na minha opinião a única falha é a longa duração que deixa o filme irregular, com algumas passagens mortas.

O Duelo Final: BEN-HUR ou O SENHOR DOS ANÉIS?

BEN-HUR ou O SENHOR DOS ANÉIS.
Numa primeira sondagem, foram estes os dois filmes mais votados pelos nossos visitantes.
Agora, o leque de escolhas restringe-se apenas a estes dois grandes filmes.

Vote já no seu favorito e acompanhe os resultados diariamente!
Votação disponível na faixa lateral do blogue.

Na secção de comentários deste post poderá anunciar e/ou justificar qual dos dois é, na sua opinião, o melhor!

A MARATONA DOS ÉPICOS

Daqui a poucas horas, quando for sensivelmente meia-noite, dá-se o arranque oficial da iniciativa A MARATONA DOS ÉPICOS, que decorrerá de 3 a 11 de Setembro.

Para o efeito, contaremos com toda uma vaga de críticas totalmente novas (a filmes nunca dantes comentados aqui no CINEROAD) e outras críticas ampliadas, renovadas ou recuperadas, onde intensificaremos a discussão e o debate sobre muitos dos grandes clássicos épicos de todos os tempos.

Contaremos também com toda uma série de artigos, vídeos e rubricas e com a participação de vários convidados especiais que nos darão a conhecer a sua opinião sobre alguns dos filmes que mais marcaram e continuam a marcar o género.

Não nos será possível falar de todos os épicos, como é evidente, mas estou certo de que futuramente os épicos tornarão ao CINEROAD e que a discussão continuará.

A votação da faixa lateral Qual é, na sua opinião, o melhor épico de sempre? encerrou.
Num total de 111 votos, venceu O Senhor dos Anéis (31% dos votos), seguido de Ben-Hur (23% dos votos).
A pedido dos visitantes e participantes da votação, iniciar-se-á às 00h00 um duelo final entre os dois filmes. Que vença o melhor.

Agradeço desde já a todos os convidados especiais, pela total disponibilidade e prontidão, e a todos aqueles visitantes que aceitarem, a partir de agora, participar nesta maratona. Contamos com os vossos comentários!

A MARATONA DOS ÉPICOS

Em Setembro, o CINEROAD estreia uma nova e ambiciosa iniciativa:
A MARATONA DOS ÉPICOS

Para já, não adiantarei muita informação.
Contudo, solicito - desde já e como sempre - o vosso apoio e a vossa participação.

Gostaria que me deixassem a lista daqueles que são, para vocês, Os Maiores Épicos de Todos os Tempos.

Antes que se levante o pó sobre a problemática moderna da definição de épico, esclareço:
refiro-me a filmes grandiosos, com produções monumentais, sobre as extraordinárias façanhas de um herói ou de vários, ou de um povo. Épicos históricos, fantásticos, clássicos ou filmes mais recentes... enfim, fica a vosso critério.

Conto convosco. Deixem as vossas listas na secção de comentários deste post. Se quiserem justificar as escolhas, não percam a oportunidade. Decorre actualmente o debate de ideias.

E TUDO O VENTO LEVOU (1939)

PONTUAÇÃO: EXCELENTE
★★★★★
Título Original: Gone with the Wind
Realização: Victor Fleming
Principais Actores: Clark Gable, Thomas Mitchell, Vivien Leigh, Barbara O'Neil, Leslie Howard, Olivia de Havilland, Evelyn Keyes, George Reeves, Ann Rutherford, Fred Crane, Hattie McDaniel, Oscar Polk, Butterfly McQueen

Crítica:

There was a land of Cavaliers and Cotton Fields called the Old South...
Here in this pretty world Gallantry took its last bow... 

Amor em Tempo de Guerra

Here was the last ever to be seen of Knights and their Ladies Fair, of Master and of Slave... Look for it only in books, for it is no more than a dream remembered. A Civilization gone with the wind...

O maior épico romântico de todos os tempos é, também e indiscutivelmente, um dos maiores e melhores filmes de sempre. E Tudo o Vento Levou... um feito absolutamente histórico e monumental, uma obra-prima profundamente bela e mágica, de gradiloquência romântica, com rasgo de génio e de aura imortal, eternizada por uma banda sonora carismática e poderosíssima (Max Steiner, genialmente inspirado), por interpretações magníficas e por uma paleta de cores verdadeiramente impressionante (Ernest Haller, Lee Garmes).

Ambição maior do produtor David O. Selznick e arrojada orquestração a várias mãos - imensamente talentosas: Victor Fleming (único realizador creditado, responsável por outra obra-prima incontornável do mesmo ano, O Feiticeiro de Oz), George Cukor e Sam Wood, entre outros, E Tudo o Vento Levou é a extraordinária adaptação do romance homónimo de Margaret Mitchell, que conta a história de Scarlett O'Hara (Vivien Leigh, num dos melhores desempenhos femininos de que há memória), uma Cinderela mimada, rica mas lindíssima, que adora seduzir todos os homens.

Scarlett é a mais velha de três irmãs, vive no paraíso de Tara, numa solarenga e perfumada fazenda de algodão, cheia de escravos e de jardins. Mammy, a hilariante e rezingona governanta negra (excepcional Hattie McDaniel), é quase como uma mãe para ela e Pork e Big Sam revelar-se-ão leais durante toda a vida. É por entre flores e àrvores que Scarlett passeia a sua juventude, qual Branca de Neve, radiante e feliz e embelezada por majestosos e deslumbrantes vestidos (o guarda-roupa é um trabalho verdadeiramente excelente e exuberante, desenhado e concretizado por Walter Plunkett).

É a heroína da história, é certo, mas pouco fica a dever ao seu cânone de personagem: para além de extremamente mimada, Scarlett é uma mulher provocadora, emancipada e caprichosa, interesseira, ardilosa e mentirosa sempre que necessário. Enquanto aos homens lhes interessava o brandy, os charutos, os negócios e os sonhos de vitória, às mulheres cabia-lhes o silêncio, a resignação, o dormir a sesta, as tertúlias e a casa. Mas Scarlett não é nenhuma dessas mulheres - Scarlett é uma mulher de armas, uma lutadora corajosa e empreendedora, capaz de desafiar as convenções. Veja-se, a propósito, a facilidade com que decide casar, em mera resposta ao noivado de Ashley com Melanie (Scarlett ama Ashley desde criança e sempre sonhara casar com ele), e a forma como ela depois assume a viuvez perante todos, escandalizando o meio. Quantas não são as vezes em que ela tem vontade de fugir? Imensas. Mas agarra-se sempre à terra, a Melanie e às promessas que fez, à paixão por Ashley... esforça-se sempre por encontrar esperanças que sustentem a sua força de viver. What a woman. Scarlett marca, aliás, a inversão do paradigma, quando as mulheres tiveram de arregaçar as mangas e fazer-se à vida e à subsistência, face à ausência dos homens no confronto. Um momento histórico na afirmação do papel social e familiar da mulher.

Depois há Rhett Butler (Clark Gable), um galante e bem humurado gentleman, que escuta uma desesperada declaração de amor de Scarlett a Ashley, e que a partir de então guarda um segredo do qual se aproveita sempre que se quer aproximar da jovem. Desde o início que a relação entre ambos se caracteriza pela provocação mútua - provocação essa que aumenta gradualmente ao longo do filme, assim como o amor entre eles. I don't think I will kiss you, although you need kissing, badly. That's what's wrong with you. You should be kissed and often, and by someone who knows how. O amor de Rhett é, todavia, desde cedo declarado. Scarlett, por sua vez, só se aperceberá do seu amor por ele bem mais tarde, quem sabe se não tarde de mais, o que faz desesperar a audiência pelo entendimento do par romântico.

Quando o amor chega, porém, o mundo deles acaba. A Guerra Civil bate-lhes à porta e Ashley e os outros homens partem para a refrega. Rhett, afortunado pela sua condição, riqueza e influências escapa ao chamamento. Scarlett está agora em Atlanta, longe de Tara e a cuidar de Melanie em vésperas de dar à luz. A cidade arde em chamas e o regresso a casa impõe-se: a agonia e o horror do escape ao vermelho infernal resulta numa das cenas mais extraordinárias de todo o filme.


A morte choveu dos céus, trovejaram canhões até que o silêncio caiu, por fim. Take a good look my dear. It's an historic moment you can tell your grandchildren about - how you watched the Old South fall one night. Contudo, Rhett não acompanhará a amada durante todo o percurso. Confrontado com a tragédia da nação, decide alistar-se no exército. Como reage Scarlett a tão inesperada decisão?

Scarlett O'Hara: Oh, Rhett! Please, don't go! You can't leave me! Please! I'll never forgive you!
Rhett Butler: I'm not asking you to forgive me. I'll never understand or forgive myself. And if a bullet gets me, so help me, I'll laugh at myself for being an idiot. There's one thing I do know... and that is that I love you, Scarlett. In spite of you and me and the whole silly world going to pieces around us, I love you. Because we're alike. Bad lots, both of us. Selfish and shrewd. But able to look things in the eyes as we call them by their right names.
Scarlett O'Hara: Don't hold me like that!
Rhett Butler: [ele envolve-a nos seus braços] Scarlett! Look at me! I've loved you more than I've ever loved any woman and I've waited for you longer than I've ever waited for any woman. [ele beija-lhe a testa]
Scarlett O'Hara: [ela vira a cara] Let me alone!
Rhett Butler: [ela força-a a olhá-lo nos olhos] Here's a soldier of the South who loves you, Scarlett. Wants to feel your arms around him, wants to carry the memory of your kisses into battle with him. Never mind about loving me, you're a woman sending a soldier to his death with a beautiful memory. Scarlett! Kiss me! Kiss me... once...

E beijam-se... no culminar de tão arrebatadora cena.

O beijo, apesar de tudo, não assegura um futuro feliz. Scarlett regressa a casa, pelo caminho defunto, com Prissy, Melanie e o recém-nascido... mas sem Rhett.

Scarlett O'Hara: Rhett, how could you do this to me, and why should you go now that, after it's all over and I need you, why? Why?
Rhett Butler: Why? Maybe it's because I've always had a weakness for lost causes, once they're really lost. Or maybe, maybe I'm ashamed of myself. Who knows?

Chegada a casa, a jovem apercebe-se de que a partida de Rhett foi apenas o prenúncio de um infortúnio maior. No auge da desgraça, depara-se com a mansão saqueada, a família arruinada, a mãe falecida e o pai enlouquecido. A terra, longe de qualquer abundância e tal e qual a sua alma, está completamente devastada. Bonds - diz-lhe o pai - They're all we've saived, all we have left. Bonds. Porém, Land is the only thing in the world worth workin' for, worth fightin' for, worth dyin' for, because it's the only thing that lasts. É esta força telúrica que a fará erguer-se das cinzas e re-erguer-se uma vez mais: As God is my witness, as God is my witness they're not going to lick me. I'm going to live through this and when it's all over, I'll never be hungry again. No, nor any of my folk. If I have to lie, steal, cheat or kill. As God is my witness, I'll never be hungry again.

Quando a segunda parte começa, logo após o entre-acto, a narração por escrito preenche novamente o ecrã. O tempo passa, magistralmente filmado e montado, a Guerra Civil conhece novos desenvolvimentos e nós esperamos ansiosamente que Scarlett reconstrua, pedra por pedra, o seu palácio. Como prometera, mentirá, roubará, enganará, matará. Tudo em nome da família, do amor, da terra. Da justiça e da esperança de um dia encontrar a felicidade. A cada elipse, uma tragédia... um segundo casamento, uma segunda viuvez, um terceiro casamento, mais uma farsa... Haverá, no fim de tudo, espaço para o verdadeiro amor? O amor que sente por Rhett mas do qual não se apercebe? Suportará Rhett, às tantas, tamanha indiferença, tamanha mágoa?

Scarlett O'Hara: What are you doing?
Rhett Butler: I'm leaving you, my dear. All you need now is a divorce and your dreams of Ashley can come true.
Scarlett O'Hara: Oh, no! No, you're wrong, terribly wrong! I don't want a divorce. Oh Rhett, but I knew tonight, when I... when I knew I loved you, I ran home to tell you, oh darling, darling!
Rhett Butler: Please don't go on with this, Leave us some dignity to remember out of our marriage. Spare us this last.
Scarlett O'Hara: This last? Oh Rhett, do listen to me, I must have loved you for years, only I was such a stupid fool, I didn't know it. Please believe me, you must care!
(...)
Scarlett O'Hara: Rhett... if you go, where shall I go, what shall I do?
Rhett Butler: Frankly, my dear, I don't give a damn.

Às vezes, pedir desculpa não basta para emendar o passado. Rhett desaparece no nevoeiro e a esperança de um final feliz reside agora e somente no amanhã...
Um filme eterno.

DANÇAS COM LOBOS (1990)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
★★★★★
Título Original: Dances with Wolves
Realização: Kevin Costner
Principais Actores: Kevin Costner, Mary McDonnell, Graham Greene, Rodney A. Grant, Floyd `Red Crow` Westerman, Tantoo Cardinal, Robert Pastorelli, Charles Rocket, Maury Chaykin, Jimmy Herman, Nathan Lee Chasing His Horse, Michael Spears

Versão Alargada

Crítica:

O CORAÇÃO DA AMÉRICA


Rezam as crónicas que a Guerra Civil Americana (1861-1865) ceifou a vida a mais de 950 mil pessoas, de entre as quais 618 mil eram soldados. As causas? Motivos políticos, ganância por poder, terras, riqueza... 618 mil morreram nas frentes de batalha, nas trincheiras, por quilómetros e quilómetros de terra, manchando a paisagem de sangue. 618 mil pereceram em nome de uma bandeira.

Os nativos do Novo Mundo tinham uma cultura de respeito pela natureza e pela família, de generosidade e amizade entre si. Rendiam-se aos simples prazeres da vida: rir, fumar, dançar, conversar. Não se prendiam à matéria, sentiam-se no espírito.

They were a people so eager to laugh, so devoted to family, so dedicated to each other. The only word that comes to mind is harmony.
John Dunbar

Não cobiçavam, rendiam-se à troca. Deparavam-se com a morte todos os dias, pela caça; naturalmente subsistindo. Quando travavam uma batalha, entre tribos distintas, faziam-no em nome da protecção dos seus, em nome das reservas alimentares que lhes decidiriam a sobrevivência quando a neve caísse.

It was hard to know how to feel. I had never been in a battle like this one. This had not been a fight for territory or riches or to make men free. This battle had no ego. It had been fought to preserve the food stores that would see us through winter, to protect the lives of women and children and loved ones only a few feet away. I felt a pride I had never felt before.
John Dunbar

The white men who wore this came around the time of my grandfather's grandfather. Eventually we drove them out. Then the Mexicans came. But they do not come here any more. In my own time, the Texans. They have been like all the others. They take without asking. But I think you are right. I think they will keep coming. When I think of that, I look at this helmet. I don't know if we are ready for these people. Our country is all that we have, and we will fight to keep it.
Ten Bears

Conseguiremos imaginar o quão trágico foi para os povos índios a chegada da Guerra Civil às suas fronteiras? Dificilmente. Danças com Lobos, concepção magistral de Kevin Costner, pinta um retrato possível como resposta. Sem maniqueísmos. A fotografia de Dean Semler é deslumbrante e encantatória, perfeita a cada enquadramento. A banda sonora de John Barry é absolutamente memorável. Assim como o elenco. E o argumento traduz-se num exercício de muito boa escrita, ritmado ao compasso da natureza indígena: é uma viagem de descoberta, de auto-descoberta. De um homem e de um país. Quando o tenente John Dunbar é feito cativo pelos guardas do forte e decide falar a língua dos Sioux... esse momento marca o assumir de uma nova identidade e o reconhecer da verdadeira justiça...

You are the only white man I have ever known. I have thought about you a lot. More than you think. And I understand your concern. But I think you are wrong. The white man the soldiers are looking for no longer exists. Now there is only a Sioux named Dances With Wolves.
Ten Bears

I had never really known who John Dunbar was. Perhaps because the name itself had no meaning. But as I heard my Sioux name being called over and over, I knew for the first time who I really was.
John Dunbar

É na aldeia que o Homem-Branco se apercebe da essência das coisas, da Verdade. É lá que descobre a felicidade e um caminho. É idílica, esta visão, onde o diálogo é possível e se rompem as fronteiras do preconceito. Mas como seria bom regressar às nossas origens...

Danças com Lobos não é, pois, senão um clássico absoluto e essencial.

GANGS DE NOVA IORQUE (2002)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
★★★★★
Título Original: Gangs of New York
Realização: Martin Scorsese
Principais Actores: Leonardo DiCaprio, Daniel Day-Lewis, Cameron Diaz, Liam Neeson, Jim Broadbent, John C. Reilly, Henry Thomas, Brendan Gleeson, Alec McCowen, David Hemmings, Cara Seymour, Gary Lewis, Tim Pigott-Smith, Barbara Bouchet

Crítica:

ERA UMA VEZ A AMÉRICA


No matter what they did to build this city up again... for the rest of time... it would be like no one even knew we was ever here.

Em si e por si, Gangs de Nova Iorque constitui um autêntico colosso, com uma abertura e um desfecho verdadeiramente memoráveis e geniais e onde a personalidade colectiva de uma identidade por definir tende a assumir, ao longo de todo o filme, o protagonismo; ainda muito mais do que a poderosa e brilhante interpretação de Daniel Day-Lewis. E é uma América emergente, gritante e em permanente fermentação, esta que Martin Scorsese nos apresenta com toda a sua mestria.

Tecnicamente, a obra é irrepreensível: tanto na fotografia de Michael Baullhaus, como nos cenários e decoração de Dante Ferretti e Francesca Lo Schiavo ou como no guarda-roupa de Sandy Powell. A montagem é absolutamente soberba e, aqui e ali, manifestamente incisiva: Thelma Schoonmaker é a responsável. Os desempenhos dos actores secundários confirmam, também, as excelentes escolhas de casting. Destaque final para a magnífica canção dos U2, que encerra o filme: The Hands That Built America; o culminar perfeito para a banda sonora de Howard Shore.

Eis, em tom operático e triunfante, uma visão cheia de detalhe, ambição e perfeccionismo. Uma obra monumental e magnificente. E, sem sombra para dúvida, mais um clássico instantâneo de Scorsese.

Qual é o melhor épico de sempre?

Aproxima-se, a passos largos, a nova iniciativa A MARATONA DOS ÉPICOS.

Na faixa lateral do blogue, iniciou-se a votação. Participe!

W. (2008)

PONTUAÇÃO: BOM
★★★★
Título Original: W.
Realização: Oliver Stone
Principais Actores: Josh Brolin, Elizabeth Banks, Ioan Gruffudd, Thandie Newton, Rob Corddry, Scott Glenn, Ellen Burstyn, James Cromwell, Richard Dreyfuss

Satiricamente moderado, com tanto instinto de gozo como um não-sei-quê de admiração pela figura de Bush 2. Oliver Stone filma bem o biopic, Josh Brolin tem uma interpretação fabulosa e as restantes interpretações respeitam os modelos, exemplarmente.
Não sei se os avanços e recuos da narrativa terão uma grande razão de ser, mas tão-pouco prejudicam o filme; isso seguramente. Artisticamente falando, a obra não aquece nem arrefece, mas nem sempre temos que esperar arte de um biopic, como é evidente.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

3 Grandes Obras Subvalorizadas (7)

3 Convidados Especiais dão a conhecer aquelas que são para eles 3 Grandes Obras Subvalorizadas da Década 2000.

| Diogo Figueira, A Gente Não VêPunch-Drunk Love (2002), de Paul Thomas Anderson
The New World (2005), de Terrence Malick
The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (2007), de Andrew Dominik

| Chico, My One Thousand MoviesDog Soldiers (2002), de Neil Marshall
Edmond (2005), de Stuart Gordon
My Blueberry Nights (2007), de Wong Kar Wai

| João Gonçalves, Voices of a Distant Star'R Xmas (2001), de Abel Ferrara
The Brown Bunny (2003), de Vincent Gallo
Clean (2004), de Olivier Assayas


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CINEROAD ©2020 de Roberto Simões