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quinta-feira, 24 de junho de 2010

PSICO (1960)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: Psycho
Realização: Alfred Hitchcock

Principais Actores: Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin, Martin Balsam, Simon Oakland

Crítica:

IDENTIDADE MISTERIOSA

Psico é puro suspense. Mesclam-se nele, indistintamente, mistério, tensão e arrepio; os quais se fazem suster de personagem em personagem, de plano em plano e de acorde em acorde... aguçando ao extremo a vontade de saber o que vem a seguir. Desse prisma, o argumento de Joseph Stefano (adaptando a obra de Robert Bloch) mostra-se não só implacável como absolutamente inteligente e assaz escrupuloso no jogo de expectativas que estabelece com o espectador.

Igualmente fulcral para a criação da atmosfera aterrorizante que cresce ao longo de toda a obra é a frenética banda sonora de Bernard Herrmann - para mim, uma das melhores de sempre. Mas também, claro, a poderosíssima e perturbante imagística: resultado da excelência fotográfica, da cadência engenhosa da montagem, da meticulosa encenação e da fruição artística do mestre. O protagonismo, esse, alterna constantemente entre as personagens, deixando a história em aberto e nas mãos da imprevisibilidade. Janet Leigh como Marion Crane? Magnífica, imortalizada por tão carismática interpretação - que vai muito para além da memorável cena do duche. Anthony Perkins como Norman Bates? Verdadeiramente assombroso. Aquele seu olhar final directamente para a câmera, para os nossos olhos, magnetiza-nos para o seu universo de demência, loucura e personalidade múltipla... e é como se nos invadisse o inconsciente até ao mais gélido e frágil recôndito da psique e nos marcasse para sempre.
Psico? Fonte de génio e de inspiração. Cinema em grande.

sábado, 8 de maio de 2010

A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA (1999)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Sleepy Hollow
Realização: Tim Burton

Principais Actores: Johnny Depp, Christina Ricci, Michael Gambon, Christopher Walken, Miranda Richardson, Casper Van Dien, Christopher Lee

Crítica:


CIÊNCIA vs. MISTICISMO


Seeing is believing.


1799: a passagem do milénio aproxima-se. Perpetuada em nevoeiro, enclausurada pelo negrume da floresta e perdida por entre abóbodas flamejantes e fumos amaldiçoados, existe uma pequena vila pastoril, de nome Sleepy Hollow, habitada por uma comunidade quase familiar, de fortes práticas religiosas e de sanguinárias crenças místicas, aterrorizada pelos seus fantasmas e pelos seus segredos. Quando a notícia de uma série de hediondos e misteriosos crimes bate às portas de Nova Iorque, o inventor e mestre da razão Ichabod Crane (Johnny Depp) parte para o interior americano, decidido resolver o caso. Quando chega à povoação, justificam-se os crimes com uma inacreditável lenda: um espírito inquieto e atormentado, um cavaleiro sem cabeça, de negro corsel e negras vestes, com insaciável desejo de vingança. Haverá desmistificação possível para a história do cruel e letal cavaleiro, hábil manejador do gládio da morte? Ou confrontar-se-á Crane, inadvertidamente, com uma dimensão diabólica e sobrenatural, capaz de desafiar a razão e os valores em que tão pia e excentricamente acredita?

Katrina Anne Van Tassel: What do you believe in, Ichabod?
Ichabod Crane: Sense and reason, cause and consequence, an ordered universe...

Com um elenco secundário de uma excelência inegável e dotado dos mais elevados e sofisticados valores de produção, Tim Burton concretiza uma autêntica apoteose visual do barroco, tanto pela direcção artística (irrepreensível nos cenários e decorações, exuberantes e minuciosamente trabalhados - Rick Heinrichs, Peter Young), como pelos faustosos vestuário e acessórios, riquíssimos em detalhe (Colleen Atwood), como pela fotografia e iluminação de Emmanuel Lubezki (um dos mais geniais e impressionantes trabalhos do técnico), como pela assombrosa e absolutamente magnífica banda sonora de Danny Elfman. Enfim, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça é um puro primor artístico.

Katrina Anne Van Tassel: I have shed my tears for Brom... and yet my heart is not broken. Do you think me wicked?
Ichabod Crane: No... but perhaps there is a little bit of witch in you, Katrina.
Katrina Anne Van Tassel: Why do you say that?
Ichabod Crane: Because you have bewitched me.

Lamentável, só mesmo o desequilíbrio narrativo na segunda metade do filme, que impossibilita a obra de um todo verdadeiramente sublime.

Enfim... um
operático, fascinante e assustador deleite visual, verdadeiramente contagiante e enérgico, pontuado por momentos de inspirado humor. Um filme arrojadíssimo, de contornos fantásticos e com uma fabulosa interpretação de Johnny Depp.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O ACONTECIMENTO (2008)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: The Happening
Realização: M. Night Shyamalan
Principais Actores: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Ashlyn Sanchez, Betty Buckley, Frank Collison, Robert Lenzi, Spencer Breslin , Jeremy Strong

Crítica:

A AMEAÇA INVISÍVEL

Science will come up with some reason to put in the books, but in the end it'll be just a theory. I mean, we will fail to acknowledge that there are forces at work beyond our understanding. To be a scientist, you must have a respectful awe for the laws of nature.

M. Night Shyamalan concebe o engenhoso argumento d' O Acontecimento tendo por base dois dos maiores medos das civilizações actuais: o terrorismo levado a cabo por fundamentalistas radicais (os fantasmas do 11 de Setembro vieram despertar o mundo para uma assustadora realidade, traumatizando, em especial, a América) e a destruição implacável e imprevisível da Natureza (as consequências do aquecimento global traçam um novo perfil do Homem - o destruidor - e os alarmes dos especialistas tendem a consciencializar, ainda que lenta ou tardiamente, a opinião pública e a opinião de cada um de nós).

A primeira vez que vi O Acontecimento fiquei com a impressão de que nem sempre uma boa ideia era suficiente para fazer uma boa história. Agora que revi o filme, não tenho como negar a minha anterior afirmação; porém, asseguro que essa lógica não se apropria aqui. O Acontecimento tem, sim, uma boa história. Não é uma história com a beleza e profundidade da de um O Sexto Sentido, de um O Protegido ou de um A Vila, evidentemente, mas parte de uma excelente premissa, explora-a com assaz inteligência e subtileza dramatúrgica e constrói um mistério que se intensifica continuamente, ganhando uma essência cada vez mais sinistra e emocionalmente poderosa. Dos créditos iniciais ao desfecho nada apaziguador, entramos numa atmosfera de puro suspense, numa luta pela sobrevivência capaz de atormentar a psique até ao limite.

Elliot Moore é professor de ciências. Lecciona uma aula sobre o desaparecimento das abelhas, relembrando What are the rules for scientific investigation? Identify variables, design the experiment... careful observation and measurement... interpretation of pattern enquanto de Nova Iorque chegam as notícias de uma série de enigmáticas mortes. Já assistímos a algumas delas. Sabemos que são suicídios involuntários. Sim, suicídios involuntários. Causa? Não a conhecemos.

Central Park was just hit by what seems to be a terrorist attack. They're not clear on the scale yet. It's some kind of airborne chemical toxin that's been released in and around the park. They said to watch for warning signs. The first stage is confused speech. The second stage is physical disorientation, loss of direction. The third stage... is fatal.

Uma das piores e mais assustadoras ameaças das quais podemos ser alvos, enquanto seres humanos, é o invisível, ainda para mais quando desconhecido e impossível de interpretar. Shyamalan propõe-nos uma dessas ameaças e experienciamo-la com especial intensidade. Afinal, o perigo alastrar-se-á ao sabor do vento. A possibilidade ficcional de tamanha ideia poderia soar absolutamente ridícula, mas a construção do argumento é tão notável que a faz totalmente credível. A realização do mestre, contida e excepcional, concretiza as possibilidades do argumento.

Ficam lançados, uma vez mais, os avisos... aqui na forma de uma importante mensagem ecológica, de reconciliação com a Natureza, essecial para o equilíbrio da vida no planeta.
E ninguém conta uma história de suspense como Shyamalan, um dos mais brilhantes e incompreendidos autores da actualidade.


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Shyamalan simplesmente não faz maus filmes. O Acontecimento é, por isso, uma obra com qualidades e que vale a pena. No entanto, tal facto não invalida que lhe aponte aspectos menos positivos, porque os tem e são evidentes: o filme beneficiaria de um maior teor artístico caso o trabalho fotográfico de Tak Fujimoto fosse habilitado de uma maior sensibilidade estética, caso a banda sonora de James Newton Howard fosse mais envolvente. Ambos os contributos são competentes, mas nunca extraordinários. Apesar de tudo, se há erro crasso, é um erro de casting. Não me refiro nem a Zooey Deschanel, nem a John Leguizamo, nem sequer à pequena Ashlyn Sanchez. Nem sequer a Frank Collison ou a Betty Buckley, a brilhante Mrs. Jones. Estão todos formidáveis. Refiro-me ao protagonista, Mark Wahlberg, cujo desempenho se revela, na maior parte das vezes, superficial e lamentável.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SINAIS (2002)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Signs
Realização: M. Night Shyamalan
Principais Actores: Mel Gibson, Joaquin Phoenix, Cherry Jones, Rory Culkin, Abigail Breslin, Patricia Kalember, M. Night Shyamalan

Crítica:

O ACONTECIMENTO

It's happening.

Sinais é, todo ele, uma magnífica construção clautrofóbica sobre fé e família. Suspense sob a mais alta tensão, num storytelling excelso e arrebatador, aqui e ali com tiradas de um humor inesperado e genuíno.

A banda sonora de James Newton Howard mostra-se essencial para o crescendo nevrálgico. Depois, o filme de Shyamalan revela-se dedicado a homenagens e fortes invocações: o cinema de Hitchcock, o cinema dos anos 50, A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells. A sequência final, contudo, saiu prejudicada pela aparição manhosa daquele esverdeado ser; e, por isso, todo o filme, também.

Em suma: é uma boa obra, mas não tão inspirada como seria de esperar de um filme de Shyamalan.

People break down into two groups. When they experience something lucky, group number one sees it as more than luck, more than coincidence. They see it as a sign, evidence, that there is someone up there, watching out for them. Group number two sees it as just pure luck. Just a happy turn of chance. I'm sure the people in group number two are looking at those fourteen lights in a very suspicious way. For them, the situation is a fifty-fifty. Could be bad, could be good. But deep down, they feel that whatever happens, they're on their own. And that fills them with fear. Yeah, there are those people. But there's a whole lot of people in group number one. When they see those fourteen lights, they're looking at a miracle. And deep down, they feel that whatever's going to happen, there will be someone there to help them. And that fills them with hope. See what you have to ask yourself is what kind of person are you? Are you the kind that sees signs, that sees miracles? Or do you believe that people just get lucky? Or, look at the question this way: Is it possible that there are no coincidences?

domingo, 4 de outubro de 2009

A VILA (2004)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: The Village
Realização: M. Night Shyamalan
Principais Actores: Bryce Dallas Howard, Joaquin Phoenix, Adrien Brody, William Hurt, Sigourney Weaver, Brendan Gleeson, Judy Greer, Jayne Atkinson, Michael Pitt, Cherry Jones, Celia Weston, Fran Kranz

Crítica:

AS FRONTEIRAS DO MEDO

Um prodigioso conto sobre inocência, amor e impossibilidade. M. Night Shyamalan esvoaça, uma vez mais e com asas de génio, sobre as fragilidades da condição humana. Entre o cosmos e o caos, aquela vila no meio de nenhures representa a eterna e inatingível utopia do retorno à pureza original. Por meio dela, faz-se a reflexão: sociológica, filosófica, ontológica.

Magistralmente filmado e dotado de um memorável trabalho dramatúrgico, A Vila impõe-se, pois, como um clássico absoluto. Uma obra cheia de espírito, suspense e genuíno e enternecedor sentimento. Uma pérola negra; porém, plena de esperança. Magníficos desempenhos de Bryce Dallas Howard e de Joaquin Phoenix (protagonistas de uma das mais belas histórias de amor do cinema recente), de Adrien Brody e de William Hurt. No elenco constam ainda nomes sonantes como Sigourney Weaver, Brendan Gleeson e Michael Pitt. A perfeição da obra não se fica, todavia, pelas metáforas e brilhantes actuações: a direcção artística mostra-se excepcional, assim como o guarda-roupa (que imediatamente nos projecta no antigamente), Roger Deakins deslumbra na cinematografia e James Newton Howard compõe uma extraordinária banda sonora. Portanto, A Vila é, também, tecnicamente irrepreensível.

Um dos filmes mais marcantes da década, absolutamente imperdível. Subtil e perfeito.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

MUNIQUE (2005)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: Munich
Realização: Steven Spielberg
Principais Actores: Eric Bana, Daniel Craig, Ciaran Hinds, Mathieu Kassovitz, Hanns Zischler, Geoffrey Rush, Ayelet Zurer, Michael Lonsdale, Mathieu Amalric

Crítica: Parafraseando as sábias palavras de Stanley Kubrick: «é realista, mas... não é interessante". Pelo menos não é «interessante» o suficiente para se afirmar como um filme maior. Munique é tecnicamente irrepreensível, da fotografia à reconstituição histórica, competente na banda sonora, mas expande durante a sua longa duração um argumento cuja necessidade de ser transposto para a tela não compreendo. É, inegavelmente, um filme bem feito. Porém, parece-me por demais oportuna a questão: «E daí?».

quinta-feira, 9 de julho de 2009

SHINING (1980)

PONTUAÇÃO: EXCELENTE
★★★★★
Título Original: The Shining
Realização: Stanley Kubrick
Principais Actores: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers

Crítica:

O LABIRINTO DO MEDO

Uma obra-prima assombrosa e arrepiante. Com uma encenação de génio, uma escolha de planos meticulosa e uma sublime arte de filmar, Shining é uma triunfo absoluto, extremamente bem feito. O elenco é excepcional: Jack Nicholson (impressionante, na sua personagem psicótica e de outro mundo), Shelley Duvall (transfigura-se sob a direcção obsessiva e opressiva de Stanley Kubrick) e o pequeno e bem escolhido Danny Lloyd. A banda sonora (Wendy Carlos) desempenha um papel fulcral na criação do suspense crescente e os criativos cenários e iluminação para todo aquele ambiente hipnótico e assustador. Detentor ainda de um magnífico trabalho de montagem, repleto de cenas marcantes e de uma imagística poderosíssima, eis, intenso, transcendente e iluminado pelo éter, um dos melhores filmes de sempre.

domingo, 7 de junho de 2009

O SEXTO SENTIDO (1999)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: The Sixth Sense
Realização: M. Night Shyamalan
Principais Actores: Bruce Willis, Haley Joel Osment, Toni Collette

Crítica:

ESPÍRITOS INQUIETOS

I see dead people.

O Sexto Sentido constitui uma experiência genuinamente assombrosa e transcendente. Instala no espectador, num crescendo de suspense e com a maior sensibilidade, um poderoso sentimento de vertigem, de queda abismal e impossível de amparar, na solidão, na escuridão... e no invisível.

M. Night Shyamalan compõe um extraordinário trabalho de mestre; a sua câmara movimenta-se como um espírito perfeito. É impressionante, a sua arte de filmar. A direcção de actores é verdadeiramente excepcional: Haley Joel Osment está prodigioso, está genial! Toni Collette igualmente brilhante e comovente. E Bruce Willis eleva-se à altura. Do arrepio à lágrima, O Sexto Sentido conta ainda com uma banda sonora magnífica, uma das melhores composições de James Newton Howard. O argumento é de uma rara e altíssima qualidade dramatúrgica, profundamente inspirado e inspirador.

O Sexto Sentido é uma obra de referência obrigatória. Um clássico instantâneo, absolutamente essencial.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

MULHOLLAND DRIVE (2001)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: Mulholland Dr.
Realização: David Lynch
Principais Actores: Naomi Watts, Laura Elena Harring, Ann Miller, Justin Theroux, Dan Hedaya, Robert Forster, Lee Grant, Chad Everett, Billy Ray Cyrus
Crítica:

NO HAY BANDA!


A cena do anfiteatro é por demais reveladora. Diane pode estar a sonhar e perceber aqui que está morta. Esta é a interpretação mais comummente aceite. Por mim também. Todavia, partilho uma outra: estamos perante uma obra puramente inorgânica (no sentido de Bürger*), um filme consciente de si próprio enquanto construção ficcional. Por isso, renega qualquer sentido. Nenhum filme é mais verdadeiro por fazer sentido; na verdade, todo o filme que faz sentido só o faz por convenção. Um filme nada mais é do que artifício, representação. É isto que se revela na cena central do anfiteatro: a chave entra no cubo - o sentido do filme é a sua falta de sentido. Na verdade, no hay banda! Nem tão-pouco a llorona que canta. O mundo do filme é o mundo da ficção. E, se por acaso emociona, é pela ilusão ou simulação de realidade.

Se a atitude da obra se reger pela auto-aceitação deste princípio, e não tiver que obedecer a toda uma lógica mimética e orgânica e à partida associável à realidade, estaremos então num mundo onde tudo é possível, onde nada se deve ao sentido... estamos, por isso, num mundo de sonhos. É esse o universo de Lynch. A confluência entre linhas diegéticas, com a coincidência de actores na representação dos seus protagonistas, resulta numa confusão onírica, que de realidade tem muito pouco. E, nessa dimensão de sonhos, a narrativa parece tomar um rumo livre, involuntário e libidinoso, desprendido de recalcamentos sexuais.

Naomi Watts e Laura Elena Harring lideram este pesadelo de contornos tão bizarros quanto estranhíssimos, mergulhadas em técnica brechtiana. No final, volta-se ao anfiteatro para se cantar... Silêncio... e o pesadelo está, enfim, terminado. Um filme brilhante.

[A crítica continua, brevemente]


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*Bürger, A Teoria da Vanguarda

domingo, 8 de março de 2009

O ORFANATO (2007)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: El Orfanato
Realização: Juan Antonio Bayona
Principais Actores: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep, Mabel Rivera, Montserrat Carulla, Geraldine Chaplin

Crítica: O Orfanato vive, é certo, na sombra de Os Outros. Porém, revitaliza-se (a si e a um género) sobre um cunho próprio e sobre um virtuosismo diferente. A realização, num exercício subtilmente estimulante, eleva a um estatuto superior o sensível argumento de Sergio G. Sánchez. O Orfanato vive do mistério, dos ruídos, da sugestão... Em última análise e para além de uma obra de terror sublime, revela-se como um drama tocante e profundo, protagonizado em primeira instância pela força magistral de Belén Rueda. Que desempenho brilhante. Suportado ainda por uma excelente banda sonora e por um cuidado técnico inegável, eis um filme surpreendente... a ver e rever.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O SILÊNCIO DOS INOCENTES (1991)

PONTUAÇÃO: BOM
Título Original: The Silence of the LambsRealização: Jonathan Demme
Principais Actores: Jodie Foster, Anthony Hopkins, Scott Glenn, Ted Levine, Anthony Heald, Kasi Lemmons, Frankie Faison, Brooke Smith, Diane Baker, Charles Napier, Danny Darst


Comentário: Grande realização e montagem, de Demme e de Craig McKay, respectivamente. O olhar directo sobre a câmara é uma opção triunfal. Boas prestações de Jodie Foster e de Hopkins. Magnífico argumento de Ted Tally.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

SWEENEY TODD - O TERRÍVEL BARBEIRO DE FLEET STREET (2007)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: Sweeney Todd - The Demon Barber of Fleet Street
Realização: Tim Burton
Principais Actores: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen, Laura Michelle Kelly, Jamie Campbell Bowen, Ed Sanders

Crítica: Do melhor que Tim Burton alguma vez concebeu e uma grande obra do cinema musical. Johnny Depp e Helena Bonham Carter, dois dos ícones (justamente) maiores do panorama cinematográfico americano, estão sublimes, à frente de um elenco singular. O argumento de John Logan (argumentista de O Aviador, O Último Samurai ou Gladiador) está elegantemente bem escrito - por que a boa escrita revela sempre uma enorme elegância. O cenários de Dante Ferretti (O Aviador, Cold Mountain) dão vida a um mundo também «burtoniano» com uma enorme competência, o que nem sempre, a meu ver, acontece com as obras do realizador. A fotografia de Dariusz Wolski está brilhante. A recriação primorosa de um ambiente assustadoramente mórbido e o humor negro são os grandes trunfos de um filme tecnicamente irrepreensível e irreprensível em tudo o resto. Um clássico instantâneo.

domingo, 7 de setembro de 2008

OS OUTROS (2001)

PONTUAÇÃO: MUITO BOM
Título Original: The Others
Realização: Alejandro Aménabar

Principais Actores: Nicole Kidman, Fionnula Flanagan, Alakina Mann, James Bentley, Eric Sykes, Christopher Ecclestone, Elaine Cassidy

Comentário: Nicole Kidman é diferente e perfeita em cada papel. Eis mais um caso. Este filme é uma obra-prima, um clássico do realizador espanhol. Reina o suspense, a excelente iluminação e um argumento brilhante, surpreendente e emocionante.
[Crítica brevemente]

 
CINEROAD ©2020 de Roberto Simões