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Título Original: Солярис / SolyarisRealização: Andrei Tarkovsky
Principais Actores: Natalya Bondarchuk, Donatas Banionis, Jüri Järvet, Vladislav Dvorzhetsky, Nikolai Grinko, Anatoli Solonitsyn, Sos Sargsyan, Olga Barnet, Tamara Ogorodnikova, Georgi Tejkh, Yulian Semyonov, Olga Kizilova
O ESPELHO:
A CONSCIÊNCIA DE EXISTIR
A CONSCIÊNCIA DE EXISTIR
A vergonha salvará a Humanidade.
Estas dilacerantes variações dostoievskianas são um absurdo. [Brevemente]
O Oceano não é apenas um cérebro gigantesco, mas também uma substância capaz de pensar.
Alucinações causadas pela influência da atmosfera do planeta e acompanhadas de sintomas de perda de razão, estimulada pela excitação de regiões limítrofes do córtex cerebral.
O conhecimento só é verdadeiro quando ético. Só o Homem torna a ciência imoral: lembre-se de Hiroshima.
Tudo indica que o Oceano sondou os nossos cérebros, tirando deles alguma coisa semelhante a pequenas ilhas de memória.
Os resultados dos meus estudos demonstram que (...) nós somos feitos de átomos e eles de neutrinos.
O Homem foi criado pela Natureza para a conhecer. O Homem está cada vez mais perto da verdade. Está condenado a conhecê-la. Tudo o resto é extravagância. (...) O Homem projecta os seus modelos mentais na suposição do universo desconhecido.
Não me conheço, não me lembro.
Para vocês, as visitas são uma coisa estranha, irritante. Mas as visitas são vocês próprios, são a vossa consciência.
Hary não existe! Morreu! E você não passa de uma simples réplica dela. Uma repetição mecânica! Uma cópia! Uma imitação!
Talvez. Mas eu... estou a tornar-me humana! Não sinto menos do que vós. (...) Eu estou a amar. Eu sou humana! Vocês são muito cruéis.
Até hoje, a Humanidade e a Terra estiveram fora do alcance do Amor.
De todos os Homens, os mais felizes são os que nunca se interessaram por estas razões malditas.

Não espero menos que uma nota e crítica excelentes!
ResponderEliminarUm filme na linha filosófica de um 2001 mas sem o génio de Kubrick
ResponderEliminarMas com o génio de Tarkovsky.
ResponderEliminarFico à espera da crítica. Não menos que o excelente espero :)
ResponderEliminarObra-prima. Foi o segundo filme do Tarkovsky que vi, depois do Stalker. Como é grande o Tarkovsky. E o Kubrick, por muito grande que seja (e foi-o), tomara ele chegar aos calcanhares do Tarkovsky.
ResponderEliminarA grandeza dos homens e sobretudo dos artistas mede-se pela altura do tacão?
ResponderEliminarA considerar crível a afirmação redundante do Sr. Álvaro Martins, Kubrick teria de ter sido um cineasta diminuto, practicamente sem expressão o que, como se sabe, não corresponde à verdade.
Às vezes faz-se questão em afirmar certos disparates sem sequer se pensar por um segundo que seja naquilo que se escreve. A não ser que haja mesmo a intenção deliberada de provocar, o que pode muito bem ser o caso aqui.
É curioso que ambos os cineastas tivessem a mesma idade - 40 anos - quando realizaram os dois filmes. "Solaris", de 1972, foi considerado a "resposta" soviética ao filme de Kubrick, feito em 1968. Apesar de nessa altura ser de longe o filme de Tarkovsky mais conhecido no Ocidente e de ter sido criticamente muito bem recebido. o realizador soviético sempre desvalorizou o filme, chegando a classificá-lo como o mais fraco de todos os que até então fizera. No entanto sempre se escusou a compará-lo com "2001" (apesar de muitos terem insistido nessa comparação) justificando-se não ter visto o filme de Kubrick antes dele próprio realizar "Solaris". Alguns anos depois teceria alguns comentários pouco lisonjeiros a "2001", apelidando-o inclusivé de "estéril".
ResponderEliminarCabe aqui recordar o que em 1972 o ministro Sisov do Comité de Estado da Cinematografia Soviética afirmou: "Esforçamo-nos por mostrar no nosso cinema o que há de bom no homem. Nos nossos filmes nunca se encontra nem a ferocidade, nem a crueldade".
"Solaris" realça efectivamente a consciencialização do homem como motor do processo histórico, acicatando a defesa do lirismo, do romantismo melodramático, em que se encontravam empenhados os dignos representantes do poder Brejniano. Mas não se pode falar de "Solaris" identificando-o com a ideologia dominante na U.R.S.S. daqueles anos. Estamos, isso sim, perante uma "fuga", um isolamento do artista nas suas lucubrações e que não quer comprometer-se politicamente.
Intelectualmente "Solaris" é um filme muito rebuscado, até porque não tivera o incentivo de um grande orçamento por detrás que lhe permitisse outros voos mais espectaculares. Hoje em dia pode ser considerado, para além da obra de arte que efectivamente é, um digno representante do cinema independente soviético daqueles tempos. Mas para qualquer estudioso do Cinema fica clara a diferença para com o filme de Kubrick. É que "2001" não se limita a ser apenas uma obra de arte. O filme de Kubrick tornou-se com os anos um marco, uma charneira histórica: há o Cinema antes de "2001" e há o Cinema depois de "2001". Há génios e há génios.
Billy, leste bem? Eu disse "E o Kubrick, por muito grande que seja (e foi-o), tomara ele chegar aos calcanhares do Tarkovsky." Volto a frisar "por muito grande que seja (e foi-o)". Não vejo onde está a afirmação de que foi "um cineasta diminuto, practicamente sem expressão". Também gosto do Kubrick, em especial do 2001 que a este faz frente na tal linha filosófica que o Rato fala. Mas Tarkovsky é outro cinema, puro e, como disse o Flávio, sim genial.
ResponderEliminarÉ isso mesmo Rato. Também nunca gostei da comparação, até porque os acho bastante diferentes. São duas obras de arte sim e se queres que te diga nem sei qual prefiro. E sim há génios e há génios.
ResponderEliminarExcelente filme de um excelente realizador. Também foi o meu segundo filme do Tarkovsky, também depois do Stalker. Ainda não tive foi coragem para ver a versão do Soderbergh.
ResponderEliminarEntão ainda bem que assim pensa, Álvaro. O que levou ao meu comentário foi a referência aos "calcanhares". Convenhamos que... não será uma figura de estilo apropriada para este caso, em que se comparam dois cineastas de valor artístico semelhante. Também gosto do Tarkovsky, entenda-se, mas a obra do Kubrick é toda ela fascinante (e não estou a falar só do "2001") e incomparavelmente mais "excitante" que a do Tarkovsky(do ponto de vista emocional, algo para mim mais importante em cinema do que o lado cerebral)
ResponderEliminarJá o vi depois de ler o livro, há muitos, muitos anos para poder recordar correctamente, mas lembro-me que gostei. Está na lista "para-rever"
ResponderEliminarEste é um dos de Tarkovsky que me falta ver, quem sabe com a tua crítica ainda me incentive mais.;)
ResponderEliminarBeijinhos
Um sci-fi que não se aproveita de efeitos especiais, para passar a mensagem de uma forma poderosa e eficaz.
ResponderEliminarhttp://febre7arte.blogspot.com/
Abç