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Título Original: The HoursRealização: Stephen Daldry
Principais Actores: Nicole Kidman, Julianne Moore, Meryl Streep, Stephen Dillane, John C. Reilly, Ed Harris, Miranda Richardson, Toni Collette, Claire Danes, Jeff Daniels, Allison Janney, Jack Rovello
Crítica:
As Horas é um ensaio magnífico, tão lúgubre quanto a própria morte, sobre a busca da felicidade no tempo... quando esta não vive senão na inquietude do instantes presentes.
Philip Glass é primoroso. Comprova-o uma vez mais neste filme único, onde a excelência do argumento e das interpretações é notável e a banda sonora é... a sua poderosa alma. David Hare construiu um argumento cheio, cheio de subtilezas... subtilezas, essas, que são também marca da realização de Stephen Daldry. Nicole Kidman mostra toda a sua versatilidade num papel em tudo diferente do que fizera até então. Está genial. Meryl Streep, uma das maiores actrizes de todos os tempos, está divinal, assim como Julianne Moore. São as três, respectivamente e em tempos diferentes, a escritora, a leitora e alguém tão semelhante com a personagem do romance:
Ed Harris surpreende num dos seus melhores e mais tocantes papéis.
E assim temos um filme que, tal como o inspirador livro de Virginia Woolf, é... de «leitura difícil», tão erudito. Uma obra fascinante sobre tudo aquilo que antecede a Morte... o Tempo... as Horas... e a angústia decorrente dessa consciência.

A ANGÚSTIA DO TEMPO
That is what we do. That is what people do.
They stay alive for each other.
They stay alive for each other.
As Horas é um ensaio magnífico, tão lúgubre quanto a própria morte, sobre a busca da felicidade no tempo... quando esta não vive senão na inquietude do instantes presentes.
Philip Glass é primoroso. Comprova-o uma vez mais neste filme único, onde a excelência do argumento e das interpretações é notável e a banda sonora é... a sua poderosa alma. David Hare construiu um argumento cheio, cheio de subtilezas... subtilezas, essas, que são também marca da realização de Stephen Daldry. Nicole Kidman mostra toda a sua versatilidade num papel em tudo diferente do que fizera até então. Está genial. Meryl Streep, uma das maiores actrizes de todos os tempos, está divinal, assim como Julianne Moore. São as três, respectivamente e em tempos diferentes, a escritora, a leitora e alguém tão semelhante com a personagem do romance:
[em 1921]
Virginia Woolf: [escrevendo o seu livro] Mrs. Dalloway said she would buy the flowers herself.
[em 1951]
Laura Brown: [lendo o livro] Mrs. Dalloway said she would buy the flowers herself.
[em 2001]
Clarissa Vaughan: [vivendo a realidade ficcional] Sally, I think I'll buy the flowers myself.
Virginia Woolf: [escrevendo o seu livro] Mrs. Dalloway said she would buy the flowers herself.
[em 1951]
Laura Brown: [lendo o livro] Mrs. Dalloway said she would buy the flowers herself.
[em 2001]
Clarissa Vaughan: [vivendo a realidade ficcional] Sally, I think I'll buy the flowers myself.
Ed Harris surpreende num dos seus melhores e mais tocantes papéis.
E assim temos um filme que, tal como o inspirador livro de Virginia Woolf, é... de «leitura difícil», tão erudito. Uma obra fascinante sobre tudo aquilo que antecede a Morte... o Tempo... as Horas... e a angústia decorrente dessa consciência.


Excelente filme e uma crítica a condizer :)
ResponderEliminarAbraço
Roberto, nem sei o que dizer sobre esse filme.
ResponderEliminarNa minha opinião, é excelente! Um dos poucos a que me entreguei completamente enquanto assistia.
As atuações realçam aquilo que o roteiro mostra: o peso do cotidiano, o fardo de se conviver consigo mesmo quando não se é feliz.
Sua resenha representa bem o filme e um dos seus adjetivos caracteriza eficientemente o tom do filme: lúgubre.
Parabéns mesmo.
JACKSON: Muito bom filme, mesmo. Obrigado pelo elogio ;)
ResponderEliminarLUÍS: O argumento é excelente, sem dúvida! E o filme anda lá muuuuito perto. É absolutamente magnífico. E sim, 'lúgubre' é o adjectivo certo. O mesmo adjectivo é certo, por exemplo, para qualificar Expiação.
Obrigado pela congratulação! ;)
Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD - A Estrada do Cinema
Eu acho que o filme não é lúgubre mas sim deprimente! Mas não se podia esperar outra coisa de Virginia Wolff. Depressão e sentimentos negativos em dose industrial... Aconselho este filme apenas para aqueles que andam tristes e que queiram ficar ainda mais deprimidos!
ResponderEliminarEMANUEL NETO: Também é deprimente, na melhor das acepções.irginia Woolf, de facto, outra coisa não seria de esperar. Mas não sejamos injustos, o filme é tanto mais do que isso! É o melhor filme de Daldry e uma excelente dissertação sobre a angústia da vida face às evidências da morte.
ResponderEliminarCumps.
Roberto Simões
» CINEROAD - A Estrada do Cinema «
Revi o filme há pouco tempo e continuo a adorá-lo como se da primeira vez fosse.
ResponderEliminarFLÁVIO GONÇALVES: O mesmo acontece comigo, a cada vez que o vejo. É muito, muito bom.
ResponderEliminarCumps.
Roberto Simões
» CINEROAD – A Estrada do Cinema «